Projeções do FMI para contas públicas brasileiras não incluíram cortes no Orçamento | FinanceOne

Gráficos e cotações de Hoje

Dólar R$ 3,4040
Euro R$ 4,4167
Bitcoin R$ 31.751,00
Bovespa 74.538,54
CDI 6,39% a.a
Poupança (mês) 0,5000%
Libra R$ 5,054
Conversor de Moeda
Veja a Cotação do
Dólar Hoje, Euro hoje e Bitcoin hoje.


Projeções do FMI para contas públicas brasileiras não incluíram cortes no Orçamento

As projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentadas no início do ano, que previam o descumprimento da meta de superávit primário em 2011, não levaram em conta o corte de R$ 50,1 bilhões no Orçamento, disse hoje (3) o diretor-gerente do organismo internacional, Dominique Strauss-Kahn. Depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ele afirmou que as próximas projeções do FMI trarão avaliação diferente das contas públicas brasileiras.

 

Strauss-Kahn admitiu que a metodologia usada pelo FMI provocou ruídos, mas disse que o fundo só poderia se basear nos números de que dispunha em janeiro. “Quando fazemos projeções ao longo do ano, só levamos em conta o que foi anunciado. Como o governo não tinha tomado nenhuma medida [até aquele momento], vimos o risco de deterioração das contas públicas brasileiras com o que tínhamos em mão”, esclareceu.

 

O diretor-gerente reconheceu, no entanto, que o FMI deveria ter incluído uma nota de rodapé para explicar que a projeção só era preocupante com a ausência de medidas. “Acredito que a nova projeção estará perfeitamente em linha com o esperado pelo governo. As ações foram anunciadas e as preocupações estão se atenuando”, acrescentou.

 

Em janeiro, o FMI liberou um relatório que constatou risco de descumprimento da meta de superávit primário em 2011. Na ocasião, o ministro Guido Mantega criticou o documento e afirmou que o relatório deve ter sido obra de algum “ortodoxo emperdenido” que trabalhava enquanto Strauss-Kahn estava de férias.

 

Sobre o corte recorde no Orçamento, Strauss-Kahn afirmou que o Brasil está na direção certa e que o país precisa arrefecer a economia para evitar o superaquecimento. “O desafio é ter crescimento sustentável ao longo do tempo, não crescer muito num ano e ter problemas no ano seguinte”, afirmou.

 

Em relação às manobras contábeis adotadas pelo Brasil nos últimos dois anos para reduzir o superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública), o diretor-gerente do FMI evitou fazer uma avaliação específica sobre o país. Ele disse, no entanto, que o fundo segue uma metodologia própria e que as particularidades de cada país não atrapalham a comparação de dados entre as economias do mundo. “Alguns países são mais criativos que outros, mas estamos habilitados a gerenciar esses problemas”, declarou.

 

 

(Ag. Brasil)



Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
03/03/2011 16:30:01

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras







Mais lidos

Como fazer cartão de crédito pela internet
As compras com cartões de crédito são cada vez maiores. A Abecs, associação das empresas de ca...
Como escolher o seguro de vida mais adequado para você
Você já pensou o quanto um seguro de vida pode ser útil nos dias de hoje? Quando as pessoas busca...
7 livros sobre Bitcoin, Blockchain e Criptomoedas
Algumas pessoas aprendem mais lendo, outras vendo vídeos ou até mesmo escutando música. Cada um t...
FGTS inativo: quem tem direito e como sacar
Todo trabalhador brasileiro com contrato formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho, a ...
Férias de julho no Brasil: para onde ir?
O meio do ano está chegando e é hora de decidir onde passar as férias em família. Mesmo com algu...
Como limpar seu nome no SPC e Serasa
Seu nome está no SPC e Serasa? Muitos brasileiros estão nessa situação. Em fevereiro, 61,7 milh...




Publicidade