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Que tal morar na Itália e ainda ganhar por isso?

Escrito por: Rafael Massadar em 13 de fevereiro de 2019

Já pensou em morar na Itália e receber 9 mil euros? Sim, é possível, em Locana, comuna no norte do país próximo às fronteiras com a França e a Suíça.

Os governantes locais estão dispostos a pagar essa quantia por ano, durante um período de três anos. Para isso, basta que as famílias que tenham ao menos um filho e rendimento mínimo anual de 6 mil euros.

De acordo com os políticos, a medida deve-se à redução da população no local. Segundo dados da câmara de Locana, o número de habitantes diminuiu de 7 mil pessoas no século passado para os atuais 1.500 habitantes.

Portanto, o objetivo é atrair jovens que desejem viver nas montanhas e começar uma família. Tudo isso com incentivos que permitam trabalhar em casa ou começar um novo negócio na região.

Outro caso surpreendente, um pouco mais ao norte, é a comuna italiana Borgomezzavalle, que possui apenas 320 habitantes. As casas da região estão sendo vendidas pelo valor simbólico de 1 euro.

Além disso, são oferecidos mil euros para cada recém nascido. E outros 2 mil euros para qualquer pessoa que deseje iniciar um negócio no local.

morar na Itália

Desemprego em queda na Itália

Uma notícia boa para quem deseja morar na Itália é que o desemprego está em queda. Dados do Instituto Nacional de Estatística (Istat) apontam que a taxa caiu 0,2 ponto percentual em dezembro de 2018 e chegou a 10,3%.

No entanto, a situação para os jovens ainda não é nada boa. A taxa entre os jovens de 15 a 24 anos subiu 0,1 ponto e atingiu 31,9%.

Já o índice de ocupação em dezembro de 2018, por outro lado, subiu 0,1 ponto. Ele chegou a 58,8%, o nível mais alto desde o início da crise de 2008.

Em relação ao salário, a Itália possui uma regra diferente do Brasil. Lá, eles seguem a lógica do mercado de trabalho.

Portanto, as remunerações variam de acordo com a profissão, a formação do empregado e o nível do italiano, no caso de estrangeiros.

No país, os sindicatos ou categorias profissionais são quem determinam a faixa salarial mínima que cada trabalhador deve receber pelos seus serviços prestados.

As médias salariais são:

– trabalhador pouco qualificado: de €1.100 a €1.590;
– trabalhador com qualificação média: de €1.400 a €1.850;
– trabalhador altamente qualificado: €1.900 a €2.500.

Tipos de contrato de trabalho

As empresas italianas costumam adotar um modelo de contrato de trabalho por tempo determinado. Assim, o funcionário desempenha uma atividade por um período específico e pode ser recontratado.

Há, em média, nove tipos de contrato de trabalho na Itália. O mais cobiçado por estrangeiros e italianos é o contrato por tempo indeterminado, equivalente a uma carteira de trabalho assinada.

As empresas italianas utilizam o contrato de trabalho por tempo determinado de até 36 meses. A prorrogação, por sua vez, pode acontecer até cinco vezes.

Há ainda subcategorias dentro dessa modalidade. Os contratos podem durar 12 meses, 7 meses, 12 dias e até mesmo 3 dias.

Outro contrato comum na Itália é o de trabalho intermitente. Ao assinar esse documento, você se coloca à disposição da empresa durante uma quantidade determinada de horas.

Também existe o contrato por tempo parcial, praticado em caso de contratação para trabalhar poucas horas por dia.

Outra possibilidade para quem deseja morar na Itália é assinar um contrato como aprendiz. Ele funciona como uma espécie de estágio.

A experiência é boa principalmente para quem busca títulos na Itália, como mestrado e doutorado.

No entanto, todos os contratos asseguram benefícios ao trabalhador, como 13º salário. E mais ainda: 14º salário e férias.

Sonho de morar na Itália faz busca por cidadania crescer

morar na ItáliaO número de brasileiros com passaporte italiano subiu 300%. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística.

A pesquisa, realizada em 2017, revela que o Brasil já é o sétimo país no ranking de nacionalidades com passaporte italianos.

Portanto, ficamos atrás apenas de Albânia, Marrocos, Índia, Bangladesh, Paquistão e Macedônia.

Segundo o Consolato Generale d’Italia San Paolo, a cidadania mais pedida é a jus sanguini.

Afinal, de acordo com a Constituição Italiana, todo descendente, sem limites de geração, possui direito à cidadania italiana.

Dessa maneira, o familiar antepassado pode dar origem à cidadania. Casar com uma pessoa cidadã da Itália também dá o direito ao reconhecimento de cidadania.

Para consegui-la são necessárias as certidões de nascimento, casamento e óbito dos antepassados italianos. Os documentos devem ser traduzidos por tradutores juramentados, apostilados nos termos da Convenção de Haia, e apresentados ao Consulado Italiano.

Entretanto, recentemente, 1.188 brasileiros tiveram a cidadania italiana cancelada. Eles abriram seus processos entre julho de 2015 e 2017, indicando residência na cidade de Ospedaletto Lodigiano.

A justificativa para o cancelamento foi não terem apresentado as condições estabelecidas em lei para o reconhecimento da cidadania italiana, entre as quais, a residência.

Xenofobia é um ponto negativo

Apesar do número de desembarque de imigrantes ilegais na Itália ter caído, o país ainda registra diversos casos de xenofobia. Para que você não sofra consequências é ideal que consiga antecipadamente algum tipo de visto.

Falar italiano é fundamental para aumentar suas chances de trabalho na Itália. Conheça também as diferenças culturais.

Outra dica importante para quem vai morar na Itália é buscar oportunidades nas agências de emprego. Elas são responsáveis por intermediar a contratação de profissionais e divulgar as vagas abertas em diferentes regiões do país.

No entanto, não esqueça de criar um currículo com padrão europeu. Informações sobre nacionalidade, idiomas e experiência profissional não podem faltar no documento.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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