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Recessão econômica: entenda o que é e quais são as causas

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homem olhando para mesa e com as mão na cabeça preocupado
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Se você acompanha o noticiário, já deve ter ouvido falar no receio de uma recessão econômica global. Não é para menos, tendo em vista a crise que atinge vários países, agravada por fatores políticos e econômicos. 

As principais ameaças ao crescimento incluem a guerra entre Rússia e Ucrânia, além da inflação, o aumento das taxas de juros pelos Bancos Centrais, a desaceleração da China e choques globais de preços.

Na última segunda-feira, 23, segundo informações da Reuters, divulgadas pela Agência Brasil, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que não espera uma recessão para as principais economias do mundo agora, mas que não descarta a possibilidade.

Mas, afinal, o que realmente significa uma recessão? O que acontece se ela ocorre em algum país ou no mundo inteiro? Quais são as causas desse fenômeno?

Continue lendo para entender!

O que é recessão econômica?

A palavra recessão, no dicionário, quer dizer retrocesso. Em economia, significa basicamente a mesma coisa, aplicada aos fatores econômicos.

Quando um país está em recessão, significa que houve uma diminuição da atividade econômica. Não de forma esporádica ou curta, mas prolongada.

Ou seja, é quando o ciclo econômico (de um país ou vários países) está em fase de encolhimento prolongado. Existem várias causas e consequências para este fenômeno.

As principais características de um país em recessão incluem desemprego e baixa produção em vários setores. 

É como uma bola de neve: a queda na produção, leva ao desemprego e também ao poder de compra, que por sua vez impactam negativamente na produção. Um ciclo vicioso.

Mas esses fatores isoladamente não definem que um país está em recessão. Para ser identificado esse recuo econômico, uma série de indicadores econômicos – como produção, a taxa de desemprego e a renda familiar média – são levados em consideração paralelamente. 

O Produto Interno Bruto (PIB), por exemplo, é o indicador mais comum para apontar a recessão de um país. Mas a queda dele, isolada de um contexto mais amplo, não necessariamente aponta uma economia deteriorada a ponto de ser considerada recessão. 

Se um setor específico da economia tem uma queda muito brusca, por exemplo, o PIB será afetado, puxando o índice para baixo. Mas se os outros setores estão estáveis, a economia não está tão mal. 

Para que seja considerada em recessão, de fato, a economia do país precisa estar impactada em um nível preocupante, por período prolongado e de forma geral, não é um setor específico. 

E o que é Recessão técnica?

Quando se fala em recessão econômica, principalmente no noticiários, é comum escutar o termo “recessão técnica”. Ele é usado para se referir à economia de um país que recua por dois trimestres consecutivos.

No Brasil, o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE. Se ele apresentar índice negativo por dois trimestres consecutivos, isso significa que não houve crescimento no período, apenas perdas, e diz-se que há recessão técnica.

Ao contrário de uma recessão econômica, efetivamente, esse termo não leva em conta outros fatores, como nível de desemprego, produção industrial, etc.

Brasil esteve em recessão técnica em 2021

No final de 2021 o Brasil estava em recessão técnica, depois que o PIB teve quedas de 0,3% no 2º trimestre e de 0,1% no 3º trimestre. Mas a última divulgação do índice, em março, apontou que o país saiu do recuo. 

No 4º trimestre, a economia avançou 0,5% em relação aos três meses anteriores. Isso supera as perdas com a pandemia em 2020, mas ainda está 2,8% abaixo da melhor marca histórica, alcançada em 2014.

Quais são as causas?

Vários fatores podem causar uma recessão econômica, seja ela global ou em um país. No cenário atual, em que o mundo sai de uma pandemia e enfrenta conflitos políticos em grandes potências, não é difícil imaginar os danos.

Mas, de maneira geral, as causas de uma recessão podem ser:

  • políticas econômicas mal executadas;
  • abrupta redução em produção por qualquer motivo;
  • quedas bruscas de consumo e investimento;
  • catástrofes ambientais;
  • instabilidades políticas em escala mundial.

A verdade é que raras vezes uma única coisa será a responsável pela recessão. Em geral, uma série de fatores contribui para o recuo prolongado e profundo da economia. Esses fatores podem ser de longo prazo ou não, mas deixam marcas difíceis de superar.

A pandemia de Covid-19, por exemplo, provocou uma recessão na economia mundial. Em meados de 2020, o PIB dos Estados Unidos havia caído 32,9%.

E quais são as consequências?

Quando se fala em economia, tudo está interligado. Geralmente, o problema em uma esfera, leva a outro problema e as coisas vão se acumulando como uma bola de neve. 

Por isso, as consequências de uma recessão podem se confundir até mesmo que seus fatores causadores. 

Na pandemia, por exemplo: o isolamento social fez diminuir a demanda por produtos e serviços; a menor demanda levou à diminuição da produção; a queda na produção, por sua vez, resultou em desemprego; e este, levou à queda da renda familiar que, por fim, afetou as vendas e a demanda por produtos e serviços. 

Portanto, podemos dizer que as consequências de uma recessão econômica incluem:

  • Desemprego elevado;
  • Queda na renda médias das famílias;
  • Aumento dos juros; 
  • Diminuição dos lucros;
  • Falências e concordatas;
  • Queda dos níveis de investimentos, etc.

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