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Refinanciamento: como renegociar uma dívida?

No refinanciamento, existe o processo de renegociação da dívida e a portabilidade da dívida. A renegociação acontece quando alguém possui uma dívida com determinada taxa de juros e busca uma redução dessas taxas. Mas como isso acontece?

Professor Ricardo Teixeira
Segundo o especialista em Finanças e coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, existem dois processos que fazem parte do refinanciamento:

– Quando a pessoa endividada busca na própria instituição financeira, no banco, uma opção mais barata para quitar esse valor;

– Quando alguém busca em uma outra instituição a renegociação. Nesse caso, essa segunda instituição financeira quita todo o valor devido à primeira instituição e propõe outras condições para a pessoa pagar por esse valor.


Como funciona o refinanciamento

As pessoas que buscam pelo refinanciamento precisam de um prazo maior e melhores condições para quitar seu empréstimo. Para isso, é preciso buscar por taxas de juros atrativas, com um valor reduzido em relação à taxa do atual financiamento.

“É evidente que você buscou uma taxa de juros mais baixa se você buscou um refinanciamento”, explica o especialista da FGV.

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COMO FUNCIONA O REFINANCIAMENTO
Quem está buscando essa solução para quitar o débito vai buscar uma taxa menor para juros elevados ou ainda um prazo maior para pagamento, só que nesse caso os juros são apenas um pouco mais baixos.

Ricardo Teixeira explica: “Por exemplo, se você está no cheque especial e vai ao banco renegociar. Para pagar a dívida do cheque especial, faz um financiamento pessoal. A taxa de juros, nesse caso, é menor.”

Na própria instituição você consegue a redução para taxas de juros mais baixas, já que variam, a exemplo da queda da Selic. Para um prazo mais longo de quitação, qualquer diferença nas taxas, mesmo que pequena, é boa, segundo o especialista.


Como ficam os juros?

De acordo com a pesquisa de juros de outubro de 2017 divulgada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), as taxas de juros em operações de crédito voltaram a cair nesse mês. O relatório aponta que essa é a 11ª redução consecutiva e 12ª em dois anos.

Ainda segundo a pesquisa da Anefc, essa queda deve-se a dois fatores: “Redução da Taxa Básica de Juros (Selic) promovida pelo Banco Central em sua última reunião; Expectativa de novas reduções da Taxa Básica de Juros (Selic) frente à redução da inflação.”

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As taxas de juros no refinanciamento, segundo Teixeira, variam de acordo com o período, a instituição financeira e a garantia real. Essa garantia nada mais é que um bem oferecido como garantia para caso o valor da dívida não seja pago.

Isso ocorre nos financiamentos de imóveis e veículos, por exemplo, em que o carro ou apartamento já são a garantia de quitação do empréstimo se o valor não tiver como ser quitado.

Vantagens e desvantagens do refinanciamento

VANTAGENS E DESVANTAGENSSegundo Ricardo Teixeira, a grande vantagem do refinanciamento são as taxas de juros mais em conta. “Porque ao renegociar uma dívida, você busca taxas de juros mais baixas e vai pagar menos. As parcelas ainda devem cair se aumentar o período (para o pagamento).”

O especialista da FGV ainda disse que risco não existe, a menos que você faça um mal negócio. Por isso, ele recomenda que quem esteja pensando em buscar o refinanciamento, pesquise bem por melhores condições de quitar esse valor, observando a taxa de juros menor e as regras desse novo empréstimo.

“O risco acontece se você não pesquisar bem (por taxas mais baixas) e se fizer um mal negócio. Para isso, é importante também ver se outras cobranças estiverem embutidas, o refinanciamento acaba ficando mais alto que o primeiro.” E aí não é vantajoso.







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