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Como resgatar uma aplicação no Tesouro Direto: vale a pena?

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moedas espalhadas em cima da mesa
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Muitas pessoas decidem investir no Tesouro Direto por ser uma alternativa para aqueles que não querem aplicar na poupança.

Porém, é comum surgir algumas dúvidas sobre esse tipo de investimento. Uma delas é: como resgatar uma aplicação no Tesouro Direto?

Outra pergunta dos investidores é se vale a pena ou não resgatar uma aplicação no Tesouro Direto antes do prazo. Qual é o melhor momento para realizar esse resgate? Os questionamentos são inúmeros.

E para te ajudar, vamos tirar todas essas dúvidas.

Entenda resgatar uma aplicação no Tesouro Direto

O que é o Tesouro Direto?

Para começar, o Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional voltado para pequenos investidoresIsso porque existe a possibilidade de aplicar o dinheiro a partir de R$30 e para benefício do governo.

Este é um investimento de renda fixa, voltado para quem tem um perfil mais conservador.

Dentre as principais vantagens desse tipo de aplicação está, justamente, a segurança, além da comodidade e acessibilidade, visto que com apenas R$30, já dá para começar a investir.

Aprenda a resgatar uma aplicação no Tesouro Direto

Você já sabe que ao investir em títulos públicos estará emprestando dinheiro ao governo, tornando-se assim um credor.  E, por contar com uma liquidez diária, os títulos do Tesouro Direto podem ser resgatados a qualquer momento.

Sendo assim, mesmo que o investidor compre um título com vencimento em 2030, não é necessário aguardar todo esse tempo para resgatar o dinheiro corrigido com juros.

Porém, é importante que ao decidir resgatar uma aplicação no Tesouro Direto o investidor observe as condições de mercado para não perder dinheiro.

Vale lembrar que o governo recompra os papéis às quartas-feiras. Quando você revende um título e os recursos são resgatados, ganha rentabilidade correspondente à data.

Essa dinâmica só é alterada quando as recompensas são realizadas nas quintas-feiras. E isso acontece nas semanas em que há reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Lembre-se que a escolha do tipo de título também influencia no resultado da aplicação. O que pode acarretar o resgate mais ou menos vantajoso.

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Passo a passo para resgatar uma aplicação no Tesouro Direto

Na prática, existem duas formas de resgatar uma aplicação no Tesouro Direto:

  1. na data do vencimento; ou
  2. de forma antecipada.

Normalmente, o próprio nome do título especifica a data de vencimento. Por exemplo, “Tesouro IPCA+ 2030”. Ou seja, esse título vencerá apenas em 2030.

Vale destacar que existe um prazo final para aplicação e outro de vencimento. Mas, todos esses detalhes vêm especificados nos títulos.

No geral, a recomendação é aguardar a data de vencimento para solicitar o resgate. Mas, caso você precise fazê-lo de forma antecipada, é preciso seguir alguns passos. Porém, não existe nenhum bicho de sete cabeças, é simples de solicitar o resgate antecipado. Veja:

Passo a passo para resgatar a aplicação de forma antecipada

1º passo: entre na sua plataforma de investimentos;

2º passo: verifique quais títulos do Tesouro Direto estão sob sua custódia e os valores equivalentes;

3º passo: escolha a opção “resgate”;

4º passo: você terá a opção de resgatar o valor integral ou uma parte dele;

5º passo: nessa etapa será necessário inserir a sua assinatura eletrônica e clicar em “resgatar novamente”.

Liquidez diária no mesmo dia

Recentemente, o Tesouro Direto anunciou a liquidez de resgates no prazo D+0. Ou seja, você recebe o dinheiro investido no mesmo dia da solicitação.

Mas, para isso, a solicitação de resgate deve ser feita até as 13h, em dias úteis. Caso ultrapasse esse horário, o valor cairá na conta, apenas, no próximo dia útil.

Normalmente, os horários para solicitação de resgate iniciam às 9h30 e ficam disponíveis até as 18h.

Também é possível solicitar o resgate nos fins de semana ou feriado, em qualquer horário, mas o valor só está disponível no próximo dia útil.

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Saiba se vale a pena resgatar uma aplicação no Tesouro Direto

Você deve estar se perguntando se realmente vale a pena resgatar uma aplicação no Tesouro Direto de forma antecipada. Porém, essa resposta depende do tipo de ativo que está na sua carteira e da data do vencimento.

Isso porque apesar de esse investimento ser uma renda fixa, ele tem perfis de riscos diferentes. Sendo assim, existem papéis mais estáveis e mais agressivos.

Um exemplo são os títulos com vencimentos longos, superiores a 20 anos, que são considerados mais dinâmicos.

Isso acontece porque você não tem como saber como estará a economia, a política e outros fatores que podem influenciar no resgate. Eles podem oscilar de forma positiva ou negativa. E, se você vender em uma oscilação negativa, terá prejuízo.

Mas se encerrar em uma posição de valorização, você obterá ganhos antes da data de vencimento.

Dá para avaliar essa informação avaliando a evolução da sua aplicação em sua plataforma de investimentos, ou no site da B3. Ao visualizar a página do investimento, as plataformas indicam como está o rendimento e o valor  de resgate antecipado, ajudando na tomada de decisão.

Custos de resgate no Tesouro Direto

Como em qualquer outro investimento, os resgates de dinheiro no Tesouro Direto estão suscetíveis a cobrança de impostos. Entre eles:

IOF

Para aplicações de até 30 dias, é cobrada uma alíquota do IOF, em cima da rentabilidade do título do Tesouro Direto. A alíquota começa em 96% da rentabilidade no primeiro dia da aplicação.

Mas, esse percentual vai reduzindo progressivamente, até ser zerar no 30º dia do investimento.

Taxa de administração

Dependendo da corretora ou banco escolhido, você pode ter que pagar uma taxa de administração sobre os títulos do Tesouro Direto. Normalmente, a taxa é cobrada após o resgate e incide sobre os rendimentos.

Taxa de Custódia

Já a taxa de custódia é cobrada, independentemente da corretora. Essa taxa é paga à Bolsa de Valores Brasileira, B3. O valor é de 0,25% ao ano, sobre o valor do título e é cobrada proporcionalmente, em casos de resgate antecipado.

Imposto de Renda

Por fim, os rendimentos com investimentos no Tesouro Direto também devem ser declarados no Imposto de Renda. A alíquota cobrada é regressiva. Ou seja, diminui a medida que o prazo do investimento aumenta.

São cobradas as seguintes taxas:

  • Investimentos de até 180 dias: 22,5%;
  • Entre 181 e 360 dias: 20%;
  • De 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Acima de 720 dias: 15%.

Conclusão

Resgatar uma aplicação no Tesouro Direto é uma das partes fundamentais do processo de investimento. Já que é nessa parte que você tem o retorno do dinheiro investido.

Como você já sabe, o resgate pode ocorrer de duas formas: antecipado ou na data do vencimento.

E em apenas um dia útil o valor líquido estará disponível na conta do investidor. Tanto para o uso pessoal quanto para reinvestimento.

Lembre-se sempre que o mercado de títulos públicos é dinâmico. Sendo assim, os papéis são precificados diariamente.

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Jornalista de profissão e apaixonado por Marketing Digital. Já foi redator de jornal impresso, atualmente escrevo para o digital e tenho sede por empreender. Escrever é a minha maior paixão e quando não estou digitando estou pensando em digitar. Carioca, vascaíno e apaixonado por memes.

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