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S&P: Eleição de 2018 vai ser importante para rumo da nota do Brasil

SÃO PAULO  –  As eleições de 2018 vão ser importantes para a trajetória do rating do Brasil, afirmou a diretora-gerente para ratings soberanos da Standard & Poor’s (S&P), Lisa Schineller, afirmou nesta quarta-feira em teleconferência com jornalistas, um dia depois de a agência de classificação reforçar a nota “BB” do país e retirar a observação negativa. Sem entrar em detalhes políticos, ela salientou que “o desafio fiscal do Brasil é de vários anos, vários governos”.

Apesar de ressaltar que a revisão das metas fiscais anunciada na terça-feira já estava mais ou menos incorporada no cenário da S&P, Lisa apontou que a decisão não deixa de ser negativa. Nas projeções da agência, o resultado primário não deve ficar positivo até 2020, que é o prazo máximo do horizonte analisado. “Olhando o cenário geral, a principal fraqueza do rating do Brasil é a questão fiscal e o crescimento fraco, mas o governo tem uma agenda para endereçar esses dois pontos.”

Ela ressaltou que novos fracassos em cumprir a meta fiscal podem levar a um rebaixamento do rating, mas também apontou que a dificuldade do governo vem do lado das receitas, não de um aumento de gastos. “Cerca de 10% a 12% das despesas são discricionárias, e já houve uma contenção muito forte nessa parte”, disse. Lisa lembrou que, para o teto de gastos ser cumprido, serão necessárias medidas para reduzir as despesas obrigatórias.

Em relação aos pontos positivos, ela salientou a situação das contas externas e a trajetória atual de queda da Selic, com inflação bastante comportada. Além disso, há a agenda de concessões de infraestrutura, para a qual a agência espera ver avanços. “A estrutura institucional também se manteve. Os processos estão avançando, como o impeachment, as acusações criminais contra um presidente no cargo”, salientou.

A analista apontou que a S&P não revisou sua projeção para o crescimento da economia brasileira em função da crise política e espera um avanço de 0,5% neste ano, seguido de expansão de 2% em 2018 e algo perto de 2,2% em 2019 e 2020.

Fonte: Valor Econômico







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