Conversor de moedas

Veja a cotação do Dólar Hoje, Euro hoje e Bitcoin hoje.

Tesouro Direto ou CDB: qual a melhor aplicação?

Escrito por: Redação em 11 de dezembro de 2017

Já falamos aqui que dinheiro só na poupança não rende. E aí, apostar em uma Renda Fixa é uma boa saída. Mas o que é melhor: Tesouro Direto ou CDB?

Para ajudar nessa sua escolha, preparamos um guia completo desse dois investimentos, com a comparação de fatores importantes, como:

Segurança e Riscos
Custos e Tributação
Aporte Inicial
Liquidez
Rentabilidade

tesouro direto ou cdb
Descubra o melhor investimento: Tesouro Direto ou CDB?

Antes de começarmos essa comparação, é importante você entender, definitivamente, o que é CDB e o que Tesouro Direto.

Os dois são os mais conhecidos tipos de Renda Fixa e têm conquistado cada vez mais investidores. Ambos têm boas chances de ganhos, geralmente possuem liquidez alta e oferecem ótimas variações de produto que atendem a tipos diferentes de perfil de investidores.

Alguns números que comprovam isso:

O Tesouro Direto cresceu mais de 60% com as novas aplicações realizadas em 2016.

Em dezembro de 2016, o valor total no CDB chegou a R$549 bilhões, o segundo maior em volume em renda fixa (Fonte: Cetip).

Como comparar Tesouro Direto e CDB

A Renda Fixa é um tipo de aplicação que conta com um retorno que pode ser dimensionado no momento do investimento.

Ao optar por ela, você já sabe quanto receberá sobre seu capital, seja o valor exato em reais ou referente a um indexador da economia.

Há três tipos de rentabilidade da Renda Fixa:

1) Taxa prefixada – Acordada no momento da compra do título.

2) Taxa pós-fixada – Atrelada totalmente a um índice da economia.

3) Taxa híbrida – Taxa combinada somada a uma variação de algum índice.

Por isso que não é ideal que você compare qualquer CDB com qualquer título do Tesouro Direto. Cada um dos três tipos de rentabilidade possui um risco diferente e desempenha um papel diferente na carteira de um investidor.

O indicado é comparar um CDB prefixado com um título do Tesouro também prefixado, um pós-fixado com outro pós, e um CDB híbrido com Tesouro híbrido.

O que é CDB?

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de Renda Fixa que coloca você como credor de instituições financeiras, diferente do Tesouro Direto, onde quem emite é o governo.

O investidor concede um empréstimo ao banco, para uso em diversas funções da instituição, por exemplo empréstimos a clientes do banco.

A rentabilidade do CDB, em geral, é dada pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), referente à taxa pela qual os bancos fazem empréstimos entre si.

O CDI, por sua vez, costuma apresentar um desempenho semelhante à variação da taxa básica de juros da economia (a taxa Selic).

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um Título Público emitido pelo Tesouro Nacional. O programa foi criado pelo Governo Federal em 2002 para permitir a negociação de títulos públicos da dívida federal.

Funciona como o empréstimo do CDB, porém no Tesouro Direto quem recebe o dinheiro é o governo, para captar recursos e financiar seus projetos, em áreas como infraestrutura e educação.

Segundo o balanço do Tesouro Nacional, 60.278 pessoas se cadastraram no programa em setembro de 2017. E hoje há mais de 1,6 milhões de investidores.

Tesouro Direto ou CDB?

Chegou a hora da comparação! Vamos analisar aspectos importantes para você concluir qual o melhor investimento: Tesouro Direto ou CDB.

Segurança e riscos

tesouro direto ou CDB riscos

As duas aplicações são consideradas seguras, estáveis e de baixo risco. Mas na teoria, títulos privados (CDB) têm risco de calote (o chamado “risco de crédito”) mais alto do que títulos públicos (Tesouro Direto).

Tesouro Direto – É considerado o investimento com menor risco de crédito do país, já que é um Programa do Tesouro Nacional em parceria com a BM&F Bovespa para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas.

Em tese, se você sofrer um calote do Tesouro Nacional é porque todo o sistema quebrou, inclusive o do CDB.

CDB – Por ser oferecido por instituições privadas, é indicado procurar aquelas com maior solidez e um bom histórico. Embora com mais risco que o Tesouro Direito, o CDB é protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC é mantido por aportes mensais das instituições financeiras do país, muito importante para a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. É uma organização não governamental que intervém em caso de interdição ou falência de banco ou corretora.

Qualquer investimento em CDB é bancado pelo FGC, até um limite de R$250 mil por CPF e por instituição emissora do título.

Custos e Tributação

Ambos sofrem tributação do Imposto de Renda (IR), cuja alíquota se reduz conforme o tempo de aplicação. O IR incide apenas sobre os rendimentos das aplicações e segue a tabela abaixo:

tabela tributação IR
Tabela da alíquota regressiva do Imposto de Renda – Fonte: BM&FBovespa

Outro custo é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cobrado apenas nos primeiros 30 dias do investimento. Ao pedir o resgaste nesse período, o IOF é cobrado de forma proporcional ao tempo da aplicação.

Tesouro Direto – Tem também a taxa de custódia, cobrada pela BM&F Bovespa semestralmente, totalizando 0,30% ao ano.

CDB – Pode haver cobrança de uma taxa de administração pelo banco. Já algumas corretoras oferecem taxa zero.

Aporte inicial

Nesse ponto, os dois investimentos variam consideravelmente. Por isso, talvez esse seja um fator determinante na sua escolha.

Tesouro Direto – Por ser emitido pelo governo, tem opções para todos os públicos. É possível aplicar, em tese, a partir de R$30. Mostra-se, assim, como uma ótima opção para os pequenos investidores.

CDB – O aporte mínimo varia de acordo com o emissor. Geralmente, o capital mínimo é de R$5 mil. Mas se, por exemplo, você pegar um banco grande, não vai conseguir uma taxa melhor que a do Tesouro Direto sem investir pelo menos uns R$100 mil. O valor mínimo para conseguir uma boa rentabilidade costuma ser na casa dos R$30 mil.

Liquidez

Fator muito importante! A liquidez de um investimento é a disponibilidade imediata do valor de resgate.

Tesouro Direto – Tem liquidez sempre diária, pois você pode vender o título a qualquer momento. Como a venda desses papéis é a preço de mercado, você deve ter uma boa estratégia de ganhos. Por exemplo, vendendo no momento de alta e evitando o momento de baixa, para não ter rentabilidade negativa.

CDB – Pode ter carência, ou seja, você não pode vender antecipadamente durante um período. Por outro lado, a rentabilidade costuma ser maior. O CDB costuma ser resgatável apenas na data de vencimento do título, mas alguns têm liquidez diária. Quanto maior for o prazo de carência, maior será o percentual que o investimento irá render durante o período.

Rentabilidade

Como vimos, existem três tipos de rentabilidade na Renda Fixa (prefixada, pós-fixada e híbrida). Porém, no Tesouro Direto você acha mais fácil as três alternativas.

No caso do CDB, os grandes bancos costumam oferecer somente o modelo pós-fixado. Já as corretoras dispõem também das taxas prefixadas e híbridas.

Para comparar a rentabilidade do Tesouro Direto e do CDB, você deve analisar: tipo de título, prazo de vencimento e risco.

Algumas regras da Renda Fixa são aplicáveis em ambos os casos:

1) Quanto maior o risco da instituição, maior a rentabilidade.

2) Quanto maior o prazo de investimento, maior o prêmio oferecido.

3) Para o CDB: quanto maior o aporte mínimo, maior a rentabilidade.

Redação

Criado em 2003, o FinanceOne é um site especializado em finanças. Desde a influência do mercado financeiro no seu dia a dia até a simples economia dentro de casa.

Deixe um comentário

Posts relacionados

rede social dos investidores
IPO
Saber seu perfil de investidor
GlobalCoin
resgatar-uma-aplicação-no-Tesouro-Direto