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Inadimplência e endividamento: entenda quais são as diferenças

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Mulher fazendo anotações utilizando calculadora
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Todo mundo foge da inadimplência e do endividamento. Mas você sabia que esses termos se referem a situações diferentes?

Uma pessoa pode estar endividada, sem, necessariamente, estar inadimplente. Isso porque o endividamento está atrelado às parcelas a vencer em um prazo futuro. Já a inadimplência ocorre quando esses pagamentos não são realizados conforme o previsto.

Normalmente, o endividado corre o risco de se tornar um inadimplente quando perde o controle das finanças e acaba gastando mais do que deveria. Continue lendo este artigo para entender melhor cada um dos casos.

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Qual a diferença entre inadimplência e endividamento?

Para compreender cada conceito, é preciso relembrar o que é uma dívida. Diferentemente da interpretação comum, uma dívida não existe, apenas, quando uma conta está em atraso.

Na verdade, qualquer pagamento futuro com o qual o cidadão se comprometeu é uma dívida. Um exemplo clássico são as parcelas do cartão de crédito.

Ou seja, se você comprou um produto e parcelou o valor, você assumiu uma dívida com a instituição financeira que liberou crédito para a realização da compra. Isso também se aplica a financiamentos ou crédito estudantil, por exemplo.

Mais de 60 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em setembro do ano passado (Foto: Divulgação)

Já a inadimplência ocorre quando o cidadão não consegue efetuar os pagamentos até a data de vencimento prevista. Ou seja, quando há dívidas em atraso.

Vale ressaltar que a inadimplência não está atrelada à dívida em si, mas ao fato de deixar de cumprir um compromisso financeiro. Além disso, não é uma exclusividade de pessoas físicas. Pessoas jurídicas também podem ficar inadimplentes.

O Banco Central considera contas em atraso aquelas vencidas entre um prazo de 15 a 90 dias, a contar da data de pagamento. A inadimplência ocorre, no entendimento do BC, quando o atraso supera os 90 dias.

Essa diferenciação ocorre por dois motivos. O primeiro é o fato de que um atraso de poucos dias pode significar um descontrole pontual com os pagamentos. Além disso, é mais fácil que o cidadão consiga quitar essa dívida mais rapidamente.

Mas, uma dívida de longo prazo é mais difícil de ser encerrada e, normalmente, ocorre quando há um desequilíbrio na organização financeira.

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Quais são as principais causas de inadimplência no Brasil?

De acordo com um levantamento feito pelo Serasa, em setembro de 2021 mais de 62 milhões de brasileiros estavam inadimplentes. O número equivale a cerca de 30% da população brasileira.

Dentre os principais motivos para o alto número de inadimplentes no Brasil, é possível citar, entre outros fatores:

Somam-se a esses motivos os hábitos de consumo e até uma questão cultural. No início do Plano Real a moeda brasileira desvalorizava rapidamente do dia para a noite, fazendo com que a população estabelecesse uma rotina de comprar tudo o que precisasse ao receber.

Dessa forma, culturalmente, os brasileiros não adquiriram o hábito de poupar e investir. Tampouco houve avanço em termos de educação financeira para a população ao longo dos anos.

Com isso, a maioria dos brasileiros sequer têm uma reserva de emergência, ficando mais suscetíveis a problemas financeiros.

O que pode acontecer com o cidadão inadimplente?

O atraso de uma conta pode virar uma verdadeira bola de neve e prejudicar a saúde financeira de quem está inadimplente. Isso porque ao fazer o pagamento após o prazo, o cidadão terá que desembolsar um valor referente a juros e multas.

Além disso, o devedor pode acabar com o temido “nome sujo”. Ou seja, ter seu CPF inscrito nos serviços de proteção ao crédito, como SCPC e Serasa.

Mas isso não ocorre de imediato. Normalmente, as empresas demoram um prazo para comunicar o atraso a essas instituições. Quando isso ocorre, o cidadão ainda recebe outro prazo para quitar a dívida e só tem o nome negativado caso não cumpra a recomendação.

Em casos mais graves, o devedor pode receber cobranças extrajudiciais e judiciais; e ter as contas bancárias bloqueadas e a execução de bens para quitação das dívidas.

Está inadimplente? Veja o que fazer

Se você está inadimplente, a primeira coisa a se fazer é tentar sair dessa situação o mais rápido possível. Quanto mais tempo com uma dívida atrasada em aberto, maior será o valor dos juros a pagar.

Além disso, o cidadão pode encontrar dificuldades para conseguir empréstimos; ser aceito em um financiamento; abrir uma conta corrente ou solicitar um cartão de crédito; além de ficar com crédito baixo no mercado.

Não há outra forma de deixar de ser inadimplente, se não for com o pagamento da dívida.

Assim, a dica é entrar em contato com a instituição com a qual se tem uma dívida e tentar negociar valores e prazos. Isso se o seu nome não estiver negativado.

Nesse segundo caso, além de quitar o valor, é necessário enviar o comprovante ao banco responsável pela cobrança. Em um prazo de até cinco dias, seu nome será retirado dos registros.

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Como evitar o endividamento e a inadimplência?

O segredo para não se enrolar com as finanças e evitar o endividamento e a inadimplência é a organização. Ter controle sobre todos os gastos é importante para se manter longe dos problemas financeiros.

Vale lembrar que os parcelamentos e financiamentos não devem ser vistos como vilões. Mas, o ideal é que esses pagamentos a prazo não ultrapassem os 20% ou 30% do valor do seu rendimento mensal.

Assim, caso surja um imprevisto, você tem segurança para readequar as contas, a fim de que consiga honrar com todos os compromissos financeiros assumidos.

Gostou deste conteúdo? Aproveite e confira dicas para organizar a vida financeira familiar!

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