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Mercado de games no Brasil deve chegar a US$1,8 bi até 2022

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O mercado de games no Brasil deve crescer em torno de 5,3% até 2022. É o que aponta a 19ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia, da PricewaterhouseCoopers (PwC).

No ano passado, o faturamento do setor no país atingiu US$ 1,5 bilhão. Portanto, mantendo a posição de líder latino-americano e 13º na classificação global.

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A estimativa é que até 2022, o mercado nacional de jogos atinja um patamar de aproximadamente US$ 1,8 bilhão.

Apenas com jogos de celulares, segundo a PwC, o faturamento subirá de US$ 324 milhões, em 2017, para US$ 878 milhões em 2022.

O faturamento estimado do mercado nacional de jogos digitais chegará a US$ 1,756 bilhão.

O estudo também verificou a evolução do mercado de jogos global, chegando a comparar 15 diferentes subdivisões do setor em 53 países.

E o resultado foi surpreendente: o mercado deverá chegar a US$ 2,4 trilhões em 2022.

Ainda segundo a PwC, as áreas de publicidade digital e de games são as que mais vão evoluir até o ano de 2022. A média para o aumento anual é de 12% e 15%, respectivamente.

Mercado de games gera oportunidades no Brasil

Foram identificadas, no Brasil, no início de 2018, 375 desenvolvedoras de jogos digitais.

Isso representa uma expansão de 182% em relação ao primeiro Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, elaborado em 2014.

Desse total, 276 eram empresas formalizadas, um crescimento de 107% no mesmo período, além de 99 informalizadas.

O relatório confirma ainda Rio de Janeiro e São Paulo como centros desenvolvedores de games (42,4% do total). A região Sudeste detêm a maior quantidade de empresas de jogos digitais (52,9%).

O estudo evidencia também que, em relação ao primeiro censo, aumentou de 23,3% em 2014 para 27,9% em 2018 o número de empresas estabelecidas fora das capitais.

No estado de São Paulo, o crescimento do número de desenvolvedoras formalizadas foi de 82% entre 2014 e 2018. Já no Rio de janeiro, de 160%; e, em Minas Gerais, de 316,7%, na mesma comparação.

Ascensão do setor

A Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames) revela que estamos atrás de líderes de mercado como Estados Unidos, Japão, Canadá, França e Reino Unido.

No entanto, somos uma indústria emergente com maior potencial.

Apesar da situação econômica nacional, a indústria de jogos eletrônicos vive um boom histórico. O número de desenvolvedoras de programas de computador no país cresceu em média, 9,07% ao ano entre 2007 e 2014.

É o que apontam os dados da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, o crescimento do número de empresas brasileiras desenvolvedoras de jogos digitais nos últimos quatro anos foi cerca de 4,5 vezes a média de crescimento das desenvolvedoras de software, por exemplo.

Outro indicador desse crescimento é o número de jogos desenvolvidos no biênio 2016/2017.

Segundo a Abragames, foram 754 produções em 2016 contra 946 em 2017. Um crescimento de 28%.

Se considerados apenas os jogos de entretenimento (excluindo jogos sérios e educativos), o crescimento é de 50% de um ano para o outro.

Jogadores profissionais

Os jogos virtuais não são só uma diversão para adolescentes ou um passatempo sem compromisso. Os campeonatos profissionais movimentam muito dinheiro e devem crescer bastante nos próximos anos.

Em 2022, as competições devem ter um crescimento de 30% no faturamento, diz o estudo da PwC.

Um relatório divulgado pela agência Newzoo, que faz análises de games e de e-Sports, apontou números relativos a receita e público para a modalidade em 2019.

O mercado de gamers deve bater recordes e girar receitas na casa de US$ 1,1 bilhão.

Os números relativos à audiência também devem aumentar, em torno de 15% ao redor do mundo.

Deste montante, US$ 456,7 milhões virão de patrocínios. Outros US$ 251,3 milhões virão dos direitos de transmissão de torneios.

Já US$ 189,2 milhões serão com gastos em publicidade e US$ 103,7 milhões de venda de produtos e ingressos de competições de e-Sports.

Além de taxas das desenvolvedoras dos jogos, respondendo por US$ 95,2 milhões, segundo o relatório.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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