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Brasil ganhou 7 mil novos milionários em 2017

O número de milionários cresceu no Brasil. São mais 7 mil pessoas que entraram no seleto grupo em um ano. Os dados são do World Wealth Report 2018 (WWR), relatório sobre a Riqueza Mundial, divulgado pela Capgemini.

O estudo considera os chamados HNWIs (high net worth individuals, em inglês). São aqueles que possuem patrimônio maior que US$ 1 milhão, excluindo a residência de moradia, artigos colecionáveis e bens de consumo duráveis.

A pesquisa apontou ainda que o grupo dos que possuem fortuna elevada subiu para 171 mil pessoas no país. Isso representa um avanço de 4,25% em relação a 2016.

Somada, a riqueza deste grupo no Brasil foi de US$ 4,5 trilhões no ano passado. Um crescimento de 8,2% em relação a 2016.

milionários

Renda de milionários supera US$ 70 trilhões pela primeira vez

Pela primeira vez na História, o limiar dos US$ 70 trilhões foi ultrapassado pelos HNWIs. Esse número é explicado porque a riqueza dos HNWIs cresceu 10,6%. Fato que torna 2017 como o segundo ano de crescimento mais rápido para os HNWIs desde 2011.

Outro motivo é que a população dos indivíduos milionários continuou a evoluir em todas as regiões do mundo. Com a Ásia-Pacífico e a América do Norte representando 74,9% do aumento global da população de HNWIs (1,2 milhão de novos HNWIs).

A Europa também atestou um forte desempenho em 2017. O velho continente apresentou 7,3% do crescimento da riqueza dos HNWIs.

Os maiores mercados, compostos pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha e China, representaram 61,2% da população global de HNWIs em 2017 e responderam por 62% dos novos HNWIs em todo o mundo.

Criptomoedas viram alvo dos milionários

milionáriosA consultoria Capgemini identificou um crescimento acentuado do interesse em criptomoedas entre os investidores ricos.

De acordo com o relatório, quase um terço (29%) dos milionários pesquisados expressou um alto interesse nas moedas digitais. Além disso,  mais de um quarto (quase 27%) tem interesse geral em moedas digitais.

O potencial de criptomoedas para gerar retornos de investimento e valor de armazenamento é um interesse de condução entre os HNWIs.

Mais de 70% dos entrevistados com 40 anos ou menos atribuem grande importância a que seus gerentes de recursos primários forneçam informações de criptomoeda. Tudo isso em comparação com apenas 13% das pessoas com mais de 60 anos.

No entanto, os gestores de ativos ainda são cautelosos quanto à criptomoeda e relutam em abordar o assunto com os clientes. Um terço (cerca de 35%) dos HNWI em todo o mundo diz ter recebido informações sobre criptos de seus gerentes de ativos.

O relatório observa ainda as diferenças regionais na visão dos milionários sobre os investimentos em criptos. Enquanto os juros na Europa, na América do Norte e no Japão são relativamente modestos. Já 60% dos HNWIs da América do Sul mostram um alto nível de interesse.

Vale ressaltar que a febre das moedas virtuais tem criado milionários de um dia para o outro. A revista Forbes conseguiu juntar, numa só lista, as 20 pessoas que mais têm lucrado com estes ativos.

Número de milionários no Brasil deve aumentar ainda mais

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Projeções do banco Credit Suisse demonstram que o número de milionários no Brasil poderá chegar a 296 mil até 2022. Isso representará uma alta de 81% ante os atuais 164 mil brasileiros com mais de US$ 1 milhão.

Pela metodologia do estudo, são considerados milionários os indivíduos com ativos avaliados em mais de US$ 1 milhão, excluindo a residência principal.

O relatório estima que o Brasil apresentará o segundo maior aumento no número de milionários entre 23 países analisados. O país perde apenas para a Argentina, cuja previsão é de uma alta de 127%.

Na sequência estão Índia (52%) e Rússia (49%). Pelas estimativas do banco, em cinco anos o Brasil pode contribuir com US$ 1,6 trilhão para engordar o bolo de riqueza mundial e atingir cerca de US$ 4 trilhões em ativos em termos reais.

Enquanto isso, desigualdade aumenta no mundo

Um estudo divulgado pela Oxfam mostra que 82% do que foi gerado em um ano foram para 1% mais ricos. Já a metade mais pobre da população mundial, por outro lado, não obteve nada do que foi gerado no ano passado. Esse grupo reúne 3,7 bilhões de pessoas, mostra o estudo.

No Brasil, a desigualdade cresceu ainda mais. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) fez um retrato do primeiro trimestre deste ano. Segundo a FGV, em comparação com o mesmo período do ano passado, os 20% mais pobres tiveram queda real de 5% na renda média mensal. Enquanto os 20% mais ricos tiveram aumento de 10,8%.

A Oxfam reforça essa tese.  De acordo com a organização, no Brasil, a desigualdade de riqueza – bens materiais como imóveis ou propriedades, e bens financeiros como aplicações e ações – é ainda maior que a desigualdade de renda.

O 1% mais rico concentra 48% de toda a riqueza nacional. Já os 10% mais ricos ficam com 74%. Por outro lado, 50% da população brasileira possui cerca de 3% da riqueza total do país.

De acordo com projeções do Banco Mundial, entre 2010 e 2030, ainda que os 40% mais pobres tenham um incremento de renda 2% acima da média geral anual, restariam em todo o mundo cerca de 260 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza.

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