Veja 6 cuidados que você deve ter com a compra parcelada

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mulher segurando um leque de notas de dinheiro e tapando a parte inferior do rosto
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De acordo com uma pesquisa do SPC Brasil, 79% dos consumidores costumam parcelar suas
compras. Além disso, seis em cada dez entrevistados possuem parcelas pendentes e levarão em média nove meses para quitá-las.

O motivo são compras feitas no cartão de crédito, cartão de loja, crediário ou cheque pré-datado.

 

Contudo, um dado preocupante foi constatado pelo levantamento. É que 13% dos entrevistados não acham necessário fazer qualquer tipo de análise ou avaliação antes de contratar uma modalidade de crédito.

Entre os que tomam algum cuidado, os mais comuns são:

  • 35% têm conhecimento a respeito do próprio orçamento para ter certeza de que será possível pagar as prestações mensais;
  • 35% informa-se a respeito dos juros;
  • 28% têm ciência dos valores de todas as tarifas cobradas.

A pesquisa revela que na hora de decidir em quantas vezes a compra será parcelada, os consumidores mostram-se divididos:

  • 39% escolhem o menor número de prestação possível;
  • 34% optam sempre pelo maior número de parcelas, caso não haja cobrança de juros.

Eletrônicos e vestuário são os vilões da compra parcelada

De acordo com a pesquisa, os produtos que os consumidores mais adquirem a prazo no cartão de crédito são:

  • 65% – eletrônicos;
  • 44% – roupas, calçados e acessórios;
  • 32% – remédios;
  • 26% – alimentação fora de casa e delivery;
  • 26% – compras de supermercado.

O cartão de crédito desponta como a modalidade de pagamento a prazo favorita dos consumidores, citado por 69% dos entrevistados.

O crediário e o cartão de loja ficaram empatados na segunda colocação, com 9% cada.

compra parcelada
Muitas vezes, o parcelamento pode mais atrapalhar que ajudar

Embora a maioria dos brasileiros esteja pagando alguma compra parcelada atualmente, 60% dos consumidores disseram ter evitado nos últimos meses realizar mais compras via crédito.

Os principais motivos são:

  • 54% – receio de extrapolar os limites do orçamento;
  • 36% – o fato de já estarem com o orçamento comprometido com outros compromissos financeiros;
  • 15% – possuírem contas em atraso.

Cuidado com a impulsividade

Quando se fala em compra parcelada, a impulsividade é um tema que surge com frequência.

Por mais que pareça imperceptível, fatores psicológicos, subjetivos e emocionais exercem influência nas decisões de compra.

Em cada dez brasileiros, seis (61%) admitiram ter feito alguma compra por impulso no último mês de março ao cederem às tentações do crédito fácil.

As aquisições mais feitas de forma impulsiva foram:

  • 22% – roupas, calçados e acessórios;
  • 18% – itens em supermercados;
  • 15% – idas a bares e restaurantes;
  • 13% – compras de perfumes e cosméticos.

Na opinião dos entrevistados, as lojas online são as que mais estimulam as compras não planejadas, com 39% de citações.

Em seguida, aparecem as lojas de departamento (36%), seguidas dos shopping centers (23%) e dos supermercados (22%).

Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a reflexão sobre a necessidade de uma compra é fundamental para evitar a impulsividade.

“Os apelos do marketing e o estado emocional do consumidor podem ser fatores de estímulo decisivos. Muitas vezes, o consumidor não dispõe de todo o valor e vê o crédito como a única possibilidade de levar o produto de maneira imediata para casa, deixando a reflexão em segundo plano.”

6 motivos para não realizar uma compra parcelada

1 – Observe bem a proposta de parcelamento

Com a pressa de resolver um problema, muitas vezes aceitamos as ofertas de parcelamento sem analisá-las primeiro.

Dessa maneira, é comum que se aceite condições nada favoráveis, em que o cliente paga um valor que ultrapassa muito a quantia original da fatura.

Obviamente, um parcelamento sempre incluirá juros, mas você precisa analisar se a proposta realmente pode ajudar ou te fazer gastar mais ainda e se atrapalhar financeiramente.

2 – Não parcele gastos mensais

Não parcele itens que você consome todos os meses. Despesas que são geradas todo mês não devem ser pagas em parcelas, mas sim à vista.

Este é o caso de gastos com supermercado, restaurante, gasolina, remédios, entre outros.

Afinal, todo o mês você sabe que vai precisar gastar com estes itens e as parcelas vão acabar acumulando.

3 – Não faça novas dívidas antes de quitar as antigas

Para evitar o acúmulo de parcelas, esperar todas as parcelas anteriores acabarem para contrair novas é imprescindível.

Por exemplo, se você foi viajar e parcelou em 10 vezes, jamais faça uma nova viagem até que todas as parcelas sejam quitadas.

Caso contrário, o endividamento estará bem perto.

4 – Repense os gastos por impulso

Drible suas emoções. Ao entrar em uma loja e se fascinar por mil coisas para comprar, reflita e veja se realmente precisa do produto.

Além disso, avalie se o valor realmente cabe no seu bolso.

Não deixe o impulso dominar a sua vida financeira. Isso gera arrependimentos e dores de cabeça (dívidas) posteriores.

5 – Jamais comprometa toda a sua renda no crédito

A recomendação geral é que o valor total das parcelas a pagar em um mês não seja superior a 30% da renda líquida familiar. Embora o ideal é que esse percentual seja o menor possível.

Muitas instituições credoras, como bancos e financeiras, costumam não fornecer empréstimos cujo valor da parcela comprometa mais de 30% da renda de quem está solicitando.

Isso é feito com o propósito de evitar a inadimplência.

O problema é que as pessoas acabam recorrendo a mais de uma instituição, comprometendo assim, muito mais do que 30% da renda e acabam se endividando.

6 – Entenda que parcelamento é dívida

Evite cair na armadilha do parcelamento em X vezes sem juros.

Se há um produto que pode ser pago à vista por um valor menor, então há juros no parcelamento sim, mesmo que não anunciado.

Qualquer coisa que você esteja utilizando, mas que o pagamento ainda não tenha sido completamente realizado, também se enquadra no conceito de dívida.

Logo, qualquer parcelamento, seja na compra de uma geladeira, televisão, no pagamento de IPVA, ou tantos outros, constitui uma dívida, ou seja, uma obrigação sua com terceiros.

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*Colaboração: Isabella Mercedes

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