Investir por um ano: o que devo fazer? | FinanceOne

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Investir por um ano: o que devo fazer?

Investir por um ano: ter ganho mais rápido, correr mais riscos e ganhar mais ou seguir por um caminho mais seguro, ver como funciona o mercado. Essas podem ser algumas das questões que você tem levado em conta ao decidir investir em 2018.

Perguntado anteriormente pelo Finance One, Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos, falou sobre as opções mais rentáveis que a poupança e investimentos a curto prazo. Segundo o especialista, para começar a investir nessa condição, com R$1 mil já é possível encontrar boas opções.

“Pensando no curto prazo, em uma aplicação separada para uma eventual emergência, há diversos investimentos melhores que a poupança, como: os CDBs de liquidez diária de bancos médios e pequenos, Letras de Crédito Imobiliária (LCI) ou do Agronegócio (LCA) ou até mesmo fundos de investimento conservadores. Neste último caso sugiro buscar os que possuem baixas taxas de administração anual”, exemplifica Indech.

Se você está se perguntando quais são os melhores investimentos para 2018, saiba que antes é preciso responder a algumas perguntas. As principais são quanto você poderá aplicar, seu objetivo e o tamanho do risco que está disposto a correr.

Consultado pelo Finance One, o vice-presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), Vinícius Corrêa e Sá, fala sobre o assunto. O especialista tem MBA Executivo em Finanças pelo Insper e possui 30 anos de experiência no Mercado de Capitais.

investir por um ano
Para investir por um ano, há várias direções que um investidor pode seguir

Onde investir por um ano

Tesouro direto, CDB, ações? Manter o dinheiro na poupança? As opções são diversas, mas qual é a melhor se você precisa investir por um ano? Antes de escolher, o futuro investidor deve considerar também três fatores do mercado:

1 – A liquidez do investimento, ou seja, a capacidade do investimento ser transformado em dinheiro a qualquer momento;
2 – O risco, a chance de perdas;
3 – Rentabilidade, o retorno da remuneração aplicada.

Segundo Vinícius Corrêa e Sá, o investidor deve levar em conta seu perfil, que é sua disposição em correr riscos ou não. Ele lembra que quanto maior o risco, maior a chance de rentabilidade e ganho.

“No período de um ano, acreditamos que tal valor não está atrelado às necessidades de curto prazo do investidor. Chamamos isso de capital de giro, necessidades de curto prazo. Ou seja, tal valor não está atrelado às despesas de curto prazo do investidor. No jargão de mercado chamamos este valor de poupança, a quantia que o investidor conseguiu guardar pagar seus compromissos”, explica.

Vale lembrar, ao fazer o cálculo, que alguns investimentos não são tributados, como a poupança, LCI e LCA. CDB e Tesouro Direto possuem cobrança de imposto de renda. As aplicações financeiras incluem poupança, CDB, RDB e Fundos de Investimento. Mesmo sem tributação, a poupança rende apenas 0,5% ao mês. Para investimentos com IRRF, como o CDB, a cobrança é na seguinte proporção:

22,5% (até 180 dias);
20% (de 181 dias a 360 dias);
17,5% (de 361 dias a 720 dias);
15% (acima de 720 dias).

Ações são opção para um ano, segundo especialista

Para o vice-presidente da Apimec, investir em ações pode ser uma opção. “Considerando-se as perspectivas para este ano – 2018 – quais sejam: queda nas taxas de juros e recuperação da economia, acreditamos que o mercado acionário seja um investimento bastante interessante caso tais premissas se confirmem.”

Pedimos ao especialista para fazer uma avaliação de R$500 e R$5.000 aplicados em um ano. Mas, antes, saiba como investir na bolsa de valores.

“No primeiro caso, R$ 500, acreditamos que um Fundo de Ações, seria o mais adequado. Neste caso, num fundo de ações, o investidor dilui seu risco. Isso porque estará aplicando em uma cesta de ações que será gerida por um gestor qualificado que acompanha o mercado diariamente.”

“Considerando-se um investimento de R$ 5.000, a aplicação em um fundo de ações também é uma possibilidade. Porém, neste valor o investidor poderia ele próprio escolher quais as ações poderia aplicar. Neste caso, deveria consultar uma instituição financeira (banco de investimento, corretora ou casa de análise) com um Departamento de Pesquisa. Este é composto por analistas de valores mobiliários, que são os únicos profissionais autorizados a recomendar ativos/ações considerando os relatórios elaborados pelos mesmos.”

A opção pode ser em fundo de ações ou investimento direto em um determinado ativo ou em uma cesta de ações, que o investidor escolha diretamente os ativos. O especialista aponta as características que, considerando as recomendações de um analista de valores mobiliários, incluem:

“No caso do fundo de ações, o risco está muito mais diluído. O investimento será gerido por um profissional que acompanha diariamente o mercado (gestor do fundo). No investimento direto, o investidor terá que acompanhar o mercado e correr o risco de acordo com sua avaliação diante das recomendações dos analistas.”

ações para investir por um ano
Para Vinícius Corrêa e Sá, o mercado acionário é opção para investir por um ano

Como investir no mercado de ações

Por fim, o vice-presidente da Apimec, Vinícius Corrêa e Sá explica a seguir como é o cálculo no mercado de ações.

=> “Caso a aplicação seja feita em um fundo de ações, o investidor acompanhará a evolução da cota do fundo. Esta é disponibilizada diariamente pela instituição financeira”;

=> “O cálculo é bastante simples. Levando-se em consideração o caso hipotético que a cota inicial de aplicação seja 100 e uma variação de 1%, em um determinado período a cota após a variação será 101”;

=> “Cabe ressaltar que na ocasião do resgate, serão cobradas taxas inerentes ao fundo, como taxa de administração e taxa de performance”;

=> “Considerando a aplicação direta em ações, o investidor acompanhará a variação deste ativo ao longo do período investido. Ele deverá considerar a taxa de corretagem para chegar no valor líquido resgatado”.







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