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Mercado Pet cresce e vira nicho de oportunidade

Escrito por: Rafael Massadar em 16 de agosto de 2019

O Mercado Pet continua mostrando fôlego mesmo com a crise financeira do país nos últimos anos. O segmento deve atingir um faturamento de R$ 20 bilhões em 2020 no Brasil.

Segundo relatório da Euromonitor, a mudança no estilo de vida da sociedade tem impacto direto nestes resultados. Afinal, os pets se tornaram uma opção de companhia.

Opções para plano de saúde de cachorro

Ainda de acordo com o estudo, em 2018, o setor movimentou mais de R$ 20 bilhões. O montante representa 9,8% a mais que em 2017.

Com isso, o Brasil se tornou o segundo maior mercado global de produtos pet, com 6,4% de participação.

O resultado faz com o país ultrapasse o Reino Unido (6,1%) pela primeira vez. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com 50%.

Portanto, além de opções mais tradicionais, como os pet shops e a venda de produtos alimentícios, o mercado gera novas oportunidades.

Principalmente para serviços voltados para um público mais exigente, que não mede esforços para agradar o seu animal de estimação.

Onde estão essas novas oportunidades?

Os gastos com alimentação ainda são responsáveis por 70% do mercado. O dado é da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

No entanto, especialistas do setor apontam uma tendência de crescimento cada vez maior de nichos que priorizem o bem-estar e qualidade de vida do animal.

Caso do daycare personalizado e de serviços como acupuntura, fisioterapia e até cromoterapia.

Para se ter ideia, o Brasil está apenas na 42ª posição em termos de gasto médio por animal de estimação.

Os brasileiros gastam U$ 67 dólares anuais, enquanto em países como o Chile, gasta-se uma média de U$ 423.

Mais de 130 milhões de animais de estimação no Brasil

O Instituto Pet Brasil estima que o Brasil possui 139,3 milhões de animais de estimação.

Em 2018 foram contabilizados no país:

  • cães – 54,2 milhões;
  • aves – 39,8 milhões;
  • gatos – 23,9 milhões;
  • peixes – 19,1 milhões;
  • répteis e pequenos mamíferos – 2,3 milhões.

Em 2013, a população pet no Brasil era de cerca de 132,4 milhões de animais. Último dado disponível quando a consulta foi feita pelo IBGE.

A densidade populacional é fator determinante para a população pet. Mais de um quarto dos pets brasileiros estão em São Paulo.

Os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem em segundo e terceiro com a maior concentração, com 10,1% e 8,8%, respectivamente.

8 tendências para o mercado pet em 2019

1 – Nutrição animal

Desde meados de 2017, as novidades lançadas para os pet seguem o padrão de vida dos humanos.

O interesse dos brasileiros em comidas naturais e saudáveis visando a uma qualidade de vida maior tem crescido cada vez mais.

Para os pets, a nutrição animal varia desde as rações premium e super premium até comidas naturais comercializadas em forma de marmita.

Além disso, a procura por médicos veterinários especializados nessa área cresce junto ao aumento das vendas de comidas naturais.

2 – Pet shop e banho e tosa móvel

Ambos os empreendimentos têm o mesmo objetivo: levar o serviço até a casa do cliente.

Muitos donos têm problemas em levar o animal para consultas e serviços. Seja por falta de tempo ou por dificuldades em transportar o pet de um lugar para o outro.

Quando o cliente vê algo tão benéfico à sua disposição, não pensa duas vezes em aderir. É isso que torna o pet shop e o banho e tosa móveis um sinônimo de sucesso.

3 – Pet sitter

Para ser babá de animais, basta fazer um curso profissionalizante. Esse profissional é responsável por cuidar dos animais enquanto seus donos estão fora, bem parecido com babá de crianças.

Oferecer esse serviço no seu pet shop com certeza irá atrair clientes. Principalmente aqueles que não podem deixar seus bicho sozinhos por problemas de saúde, entre outros motivos.

4 – Terapias alternativas

Um estudo também identificou que donos de animais que usam terapias alternativas tendem a querer o mesmo para os seus pets.

Por exemplo: de acordo com o estudo, 74% dos tutores que usaram produtos à base de CBD e cânhamo também fizeram tratamentos com as mesmas substâncias com os pets para melhorar questões médicas e comportamentais específicas (68%), cuidados preventivos (39%) e como parte de um plano geral de assistência médica (38%).

5 – Conforto no descanso dos animais

Cabaninhas, sofás, caminha box, ninho de gato pendurado no teto, enfim, existem diversas opções de modelos e estampas para que o dono ofereça conforto para o seu bichinho.

Investir nesses produtos é aumento de vendas na certa.

6 – Alimentação gourmet sazonal

Quem não gosta de ganhar e receber chocolates na Páscoa e panettones no Natal?

Esses quitutes são produzidos com alimentos proibidos para os animais, pois se consumidos podem fazer muito mal para o pet, levando até à morte.

Para que os animais consigam comemorar essas datas junto aos seus donos, algumas empresas alimentícias criaram ovos de chocolate e panettones especializados para os bichinhos de estimação.

7 – Adestramento

Antigamente, o adestramento era comum apenas para cães de grande porte ou para cachorros treinados para exercer funções, como os policiais e os cães guias.

Hoje, os tutores entendem que adestrar o pet ajuda a desenvolver sua capacidade de socialização e melhora o comportamento dele em qualquer lugar e com qualquer pessoa.

8 – Dog walker

É comum que diversos animais morem em apartamentos com donos dispostos a dar muito carinho, mas que não têm tempo para passear com eles devido à rotina corrida.

Os dog walkers ou passeadores de cães podem acabar com esse problema. Assim como o pet sitter, o dog walker precisa fazer um curso profissionalizante para atuar na função.

Tecnologia chega ao segmento

A organização sem fins lucrativos Michelson Found Animals divulgou uma pesquisa sobre as tendências para o mercado pet em 2019.

Nela, foi identificado que os tutores acreditam que a tecnologia é uma grande aliada nos cuidados com os bichinhos.

Os interesses mais citados são aplicativos de nutrição (47%), telemedicina veterinária (46%) e rastreadores de condicionamento físico (31%).

Eles também se preocupam com a segurança dos pets: 53% pensa em comprar um dispositivo de rastreamento de animais, 52% um microchip e 40%, câmeras de monitoramento.

Se você pensa em investir nesse setor, uma dica importante é marcar presença em eventos pets. Afinal, eles são perfeitos para fazer networking, além de serem uma oportunidade de montar parcerias e conferir as tendências do mercado.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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