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Nova moda em Wall Street é investir em maconha

Escrito por: Rafael Massadar em 30 de abril de 2019

No Brasil, o assunto ainda é controverso. No entanto, investir em maconha se tornou uma das aplicações mais promissoras de Wall Street.

Investidores andam ganhando 2.000% por lá. E tudo dentro da lei!

Foi o caso da GW Pharma. A empresa é um braço do regulador federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (Administração de Drogas e Alimentos, FDA).

Eles produzem o Epidiolex. O remédio para tratamento da epilepsia possui o CBD como base, um composto da cannabis com propriedades analgésicas.

Resultado: suas ações subiram 6,2%.

Em 2018, a companhia canadense produtora de maconha Aurora Cannabis anunciou seus resultados do terceiro trimestre com resultados melhores do que o esperado pelo mercado.

A receita total aumentou 260% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empresa registrou lucro líquido de US$ 105,5 milhões, ante US$ 79,9 milhões no trimestre anterior.

No mesmo período do ano passado, o lucro foi de US$ 3,6 milhões.

Uma das companhias pioneiras no uso medicinal, a canadense Tirlay estreou em julho de 2018 na Bolsa de Nova York e, imediatamente, seu valor disparou mais de 30%.

investir em maconha

Por que investir em maconha se tornou lucrativo nos EUA?

Nos EUA, nove estados e Washington, o distrito federal, legalizaram o uso recreativo. E mais de 30 estados permitiram o uso medicinal.

Sozinho, o mercado americano chegará a US$ 50 bilhões até 2026, de acordo com o banco de investimentos Cowen & Co.

Portanto, investir em maconha coincide com uma expansão do setor da maconha em todo o mundo.

O Uruguai e o Canadá são outros países que já legalizaram a cannabis federalmente para todos os adultos.

A Alemanha está entre os cerca de 30 países que permitem a venda da planta com fins medicinais.

E parece que ninguém quer ficar para trás na corrida pelo novo “Eldorado”.

A multinacional belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, fechou um acordo com a Tilray.

A empresa vai pesquisar o desenvolvimento de bebidas não alcoólicas que incluam componentes da maconha.

Já a Constellation Brands, grupo que fabrica a cerveja Corona, também já investiu US$ 4 bilhões na empresa Canopy Growth, do setor.

Outro grupo também entrou no mercado. Trata-se da Altria, produtora de marcas como Marlboro.

Ela anunciou em dezembro a compra de 45% da canadense Cronos.

Como investir em maconha?

Vale destacar que o porte e comercialização da maconha no Brasil é ilegal. No entanto, isso não impede de investir lá fora.

Afinal, a legislação nacional não proíbe brasileiros de investirem em ações de empresas ligadas à cannabis de forma devidamente legal no exterior.

EUA e Canadá são os destinos mais recorrentes desses investimentos. Contudo, para investir em maconha, você deve ter no mínimo conhecimento em renda variável no exterior.

A maneira mais indicada de entrar nesse mercado é a partir de algum ETF (Exchange Traded Funds), já que, dessa forma, você corre menos risco.

Os ETFs são fundos que espelham a carteira de um índice. Alguns famosos índices da maconha são HMMJ, no Canadá, ou o MJ, nos EUA.

Quando você se sentir mais seguro, pode aplicar direto nas ações das empresas. No entanto, vale sempre pesquisar as que são maiores no setor.

Em geral, são elas que têm mais chances de se consolidar. Existe, sim, a possibilidade de uma empresa nanica despontar, porém é um investimento bem mais arriscado.

A nova “bolha”?

Segundo especialistas do mercado, investir em maconha vale a pena.

Afinal, o mercado legal da maconha deve movimentar US$ 57 bilhões no mundo até 2027, segundo a Forbes.

Só para se ter ideia, as vendas legais de maconha atingiram US$ 9,7 bilhões na América do Norte em 2017.

É o que aponta o relatório dos analistas da indústria de cannabis Arcview Market Research, em parceria com a BDS Analytics.

Isso representa um aumento sem precedentes, de 33% em relação a 2016.

O relatório prevê que esse mercado movimente US$ 23 bilhões até 2022, só nos EUA.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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