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Renda Brasil X Bolsa Família: qual a diferença?

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Em junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou o Renda Brasil, o novo programa de renda mínima proposto pelo governo federal.

De acordo com Guedes, o projeto está sendo desenvolvido e o objetivo é que ele substitua o Bolsa Família e outros programas sociais.

A ideia do Renda Brasil ganhou força após a criação do auxílio emergencial, benefício concedido pelo governo para brasileiros devido a pandemia do coronavírus.

Mas qual a diferença entre o Renda Brasil e o Bolsa Família? A seguir, confira o que separamos sobre os dois programas e o que pode mudar.

coronavírus
Ministro da Economia, Paulo Guedes, anuncia novo programa de renda mínima

Há diferença entre o Bolsa Família e o Renda Brasil?

Inicialmente, o governo federal informou que o novo programa Renda Brasil é para remodelar o Bolsa Família e unificar outros programas sociais, além de substituir o auxílio emergencial.

Em junho, Paulo Guedes sinalizou que o objetivo do Renda Brasil é “fazer uma unificação de vários programas sociais”.

Mas o que propõe o novo programa do Bolsa Família? Veja a seguir a comparação entre os dois.

Programa Renda Brasil

Embora o programa esteja sendo estudado pela equipe econômica do governo, alguns pontos já foram definidos. São eles:

Público que será atendido:

O público do novo programa atenderá mais pessoas que o Bolsa Família. No entanto, nem todos que recebem o auxílio emergencial serão contemplados.

A proposta inicial é de um público de, aproximadamente, 57,3 milhões de pessoas. O número é maior do que o Bolsa Família, que atualmente atende 41 milhões de brasileiros.

Valor do benefício:

Um dos textos que está em discussão no governo é oferecer um valo de R$232 para as famílias cadastradas.

A recomendação é que o valor não fique tão abaixo da última parcela do auxílio emergencial.

Os critérios que o governo usará para cadastrar os beneficiados, porém, ainda estão em análise.

Benefícios que podem ser afetados:

Como já mencionamos, o Renda Brasil prevê a unificação de outros projetos sociais. Portanto, outros programas do governo poderão ser revistos para abrir espaço no Orçamento.

Entre os programas estão o abono salarial, benefício pago anualmente para trabalhadores com carteira assinada e que recebem até dois salários mínimos. Atualmente, o abono custa em torno de R$20 bilhões por ano.

Programa Bolsa Família

O Bolsa Família é um programa de transferência de renda e foi criado em 2003 pelo Governo Lula.

O programa possui três eixos principais: complemento da renda, acesso a direitos e articulação com outras ações a fim de estimular o desenvolvimento das famílias beneficiadas.

Público atendido:

O Bolsa Família atende às famílias que vivem em situação de pobreza ou de extrema pobreza. O governo utiliza um limite de renda para definir esses dois fatores.

Dessa maneira, todas as famílias com renda por pessoa de até R$89 mensais ou famílias com renda por pessoa entre R$89,01 e R$178,00 mensais, mas que tenham crianças ou adolescentes de zero a 17 anos, podem participar do programa.

Valor do benefício:

De acordo com o site do governo, o valor que cada família recebe por mês é a soma de vários tipos de benefícios previstos no programa.

Os tipos e as quantidades de benefícios dependem, no entanto, da composição familiar (número de pessoas, idades, presença de gestantes etc.) e da renda familiar.

Os tipos de benefícios são: benefício básico, benefício variável, benefício variável vinculado ao adolescente e benefício para superação da extrema pobreza.

O valor médio pago pelo Bolsa Família, porém, gira em torno de R$178 reais por família.

Essas são algumas diferenças do Bolsa Família e do novo programa Renda Brasil.

Além do novo projeto de sistema de transferência de renda, o ministro Paulo Guedes aposta também na Carteira Verde Amarela — programa para incentivar o mercado de trabalho de pessoas informais.

A expectativa do governo é que o Renda Brasil e a Carteira Verde Amarela estejam prontos até o mês de outubro.

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Camila Miranda
Nascida na Zona Oeste do Rio, me divido entre jornalismo e marketing digital. Com três anos de experiência em Comunicação, já trabalhei em redação de jornal impresso, webjornalismo e assessoria de imprensa. Hoje, faço gestão de mídias sociais e produção de conteúdo. Amo assuntos sobre as áreas cultural e política. Reclamo do transporte público.

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