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15 milhões de lares brasileiros entraram na crise em 2018

Escrito por: Rafael Massadar em 23 de novembro de 2018

A crise chegou a mais 15 milhões de famílias brasileiras neste ano. É o que diz a nova edição do 360º Consumer View, levantamento realizado anualmente pela Nielsen.

Segundo o estudo, essas pessoas passaram a enfrentar desemprego, inadimplência ou dificuldades orçamentárias. Com isso, o total de domicílios impactados pela crise subiu para 27 milhões neste ano.

Esse número representa pouco mais da metade do universo total de 53 milhões de famílias pesquisadas. No entanto, vale destacar que o levantamento não considera todo o território brasileiro. De acordo com a Nielsen, a região Norte ficou de fora do estudo.

A desigualdade também voltou a aumentar no país. Ela atingiu patamares recordes em 2016. Motivada, principalmente, pelo alto grau de desemprego no país que reduziu a renda domiciliar per capita dos brasileiros.

O índice de Gini calculado pela FGV Social aponta que houve pela primeira vez um aumento em 22 anos. O indicador — que varia de zero a um e que, quanto mais perto de zero estiver, mais igual é a sociedade — chegou a 0,5229 no ano passado, alta de 1,6% em relação ao ano anterior.

Com o resultado, o Brasil voltou três anos no tempo e anulou a redução da desigualdade registrada em 2014 e 2015.

crise

Parcela da população vive um “looping” durante a crise

O estudo aponta ainda que 12 milhões de famílias saíram da crise neste ano. Outros 14 milhões de domicílios se mostraram imunes às turbulências financeiras.

No entanto, um dado alarmante aparece na nova edição do 360º Consumer View. O número de lares que entraram em crise neste ano superou a parcela daqueles que deixaram as dificuldades para trás.

Fato que para a Nielsen, empresa que estuda consumidores em mais de 100 países, é um cenário de “looping”. Isso porque as famílias entram e saem da crise gerando “incertezas e dificuldades de forma mais duradoura”.

A prova é que mesmo aquelas que saíram da crise e hoje não estão impactadas pelo desemprego e/ou contas atrasadas também mudam de comportamento. Ou seja, 36% continuam trocando de marcas, 64% estão com dívidas no cartão de crédito e 24% recorrendo ao consignado.

“O desemprego se tornou sério porque aumentou, mas também porque é de longa duração. A pessoa fica desempregada e demora a sair da situação”, analisa o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social .

Novo consumidor

O cenário de crise resultou no surgimento de um novo tipo de consumidor no Brasil.

“Ele é mais cauteloso, faz mais planejamento, pois não sabe como será seu futuro. A crise é muito dura e moldou esse novo comportamento”, afirma o diretor do Painel de Lares da Nielsen Brasil, Ricardo Alvarenga.

O que o grupo das famílias que entraram na crise fez?

– 38% passaram a trocar de marcas;
– 22% reduziram os gastos;
– 67% estão endividados no cartão de crédito;
– 12% recorreram ao crédito consignado.

Além disso, a parcela que buscou rendas alternativas chegou a 68% neste ano, contra 58% em 2017. Entre as opções buscadas estão babás, diaristas, passeadores de animais de estimação e motoristas de aplicativos de mobilidade urbana. Além de vendedores de catálogo de venda direta e de alimentos caseiros.

Expectativas para 2019

Para o diretor do Painel de Lares da Nielsen Brasil, Ricardo Alvarenga, a indústria e o varejo precisam atuar em colaboração para acessar esse novo consumidor. Segundo ele, a estratégia deve ser mais proativa e estratégica.

“Não há mais espaço para esses dois gigantes do mercado atuarem apenas de forma reativa, com ações exclusivamente táticas e relacionadas a preço. Isso, além de impactar as margens de curto prazo, não ajudará o brasileiro a entender os benefícios e o posicionamento das marcas com as quais se relaciona”, conclui o diretor.

Para o próximo ano, o estudo mostra que esse consumidor continuará com anseios de um desembolso mais qualificado. Entretanto, eles querem ser impactados de maneira relevante e individual pelas suas marcas preferidas de indústria e varejo.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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