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Alta do PIB: o que isso significa para economia brasileira?

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 7,7% no terceiro trimestre de 2020 na comparação com os três meses anteriores. Apesar da alta de PIB, a economia brasileira ainda acumula retração de 5% em 2020.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do último trimestre foi puxado pela Indústria, que avançou 14,8%. O destaque foi o desempenho do setor de Transformação com crescimento de 23,7%.

Também houve altas em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (8,5%), construção (5,6%) e indústrias extrativas (2,5%).

Os serviços tiveram variação positiva de 6,3%. Houve crescimento em todos os segmentos, com destaque para comércio (15,9%), transporte, armazenagem e correio (12,5%). Enquanto isso, o agronegócio recuou 0,5%.

Consumo das famílias foi fundamental para alta do PIB

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias, que representa 65% do PIB, teve avanço de 7,6%. No segundo trimestre, o indicador havia caído 11,3%. Ou seja, fato importante para a alta do PIB.

Contudo, para o pesquisador do FGV IBRE, Daniel Duque, o fim do auxílio emergencial vai reduzir a capacidade de compra da população no próximo ano e vai prejudicar a retomada.

Isso se deve, segundo Duque, porque o pagamento do auxílio ajudou a recuperar setores afetados pela pandemia, como comércio e indústria.

“Sem o benefício emergencial, a tendência é que o consumidor coloque um freio nos gastos. Para piorar, o fim do benefício, a partir de 2021, vai coincidir com o aumento do desemprego”, sugere o pesquisador do FGV IBRE.

Economia brasileira continua em crise

Apesar de o governo federal comemorar alta do PIB, especialistas falam que a crise está longe do fim. Segundo eles, sem o benefício emergencial, a tendência é que o consumidor coloque um freio nos gastos.

Para piorar, o fim do benefício, a partir de 2021, vai coincidir com o aumento do desemprego.

Segundo Lucas Maynard, economista do Santander Brasil, o desemprego vai chegar a um pico de 16,3% no primeiro trimestre de 2021, desacelerado para 15,8% ao final do próximo ano.

Com isso, a taxa média de 2021 será de 16%, maior que os 14,4% registrados no terceiro trimestre de 2020.

alta do PIB
Apesar da alta do PIB, economia do país passará do atual 9º lugar para a 12ª colocação em ranking mundial

As projeções do PIB, por sua vez, variam entre as instituições. O Itaú estima que o PIB do quarto trimestre cresça 2,9% e mantém a projeção de queda de 4,1% em 2020.

Já o Santander estima que o PIB de 2020 terá uma contração de 4,8%, mas que em 2021 haverá um crescimento de 3,4%.

Brasil deve deixar ranking das 10 maiores economias do mundo

A crise gerada pelo novo coronavírus e a forte desvalorização do real ante o dólar devem tirar o Brasil do exclusivo grupo das 10 maiores economias do mundo em 2020.

É o que revela o estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

Os pesquisadores Claudio Considera e Marcel Balassiano levaram em consideração dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para estimar o encolhimento da economia no próximo ano.

De acordo com as previsões, o PIB brasileiro reduzirá, em dólares, 28,3% no próximo ano, saindo de US$ 1,8 trilhão em 2019 para US$ 1,4 trilhão em 2020.

O tombo jogará o Brasil do atual 9º lugar para a 12ª colocação das economias mais pujantes do globo, sendo ultrapassado pelo Canadá, Coreia do Sul e Rússia.

Você tem dúvidas sobre como o PIB é calculado? O FinanceOne separou essas informações em um conteúdo exclusivo. Confira!

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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