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Auxílio emergencial 2021: pagamentos serão iniciados em abril

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O Ministério da Cidadania informou, na terça-feira, 16, que os beneficiários do programa Bolsa Família começarão a receber o novo auxílio emergencial 2021 a partir do dia 16 de abril.

O pagamento seguirá o calendário normal do benefício, que pode variar de acordo com o final do Número de Inscrição Social (NIS). O mesmo método foi utilizado para os pagamentos da primeira etapa do auxílio, em 2020.

Neste mês de março, as famílias do Bolsa Família vão receber os valores tradicionais, a partir de quinta-feira.

A avaliação de técnicos é que seria arriscado paralisar o sistema e rodar uma nova folha com os valores do auxílio emergencial. De acordo com o jornal Extra, uma fonte foi ouvida e, segundo ela, pode não dar tempo e as pessoas acabarão ficando sem pagamento do dia previsto.

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Bolsonaro promete levar MP do auxílio emergencial ao Congresso

Uma das principais expectativas em Brasília é que o presidente da República, Jair Bolsonaro, entregue o texto da Medida Provisória (MP) que libera o auxílio emergencial para a Câmara dos Deputados.

Segundo especulações, citadas pela CNN Brasil, Bolsonaro entregaria a MP para Arthur Lira, presidente da Câmara. Na última quarta-feira, 17, o governo havia informado que o presidente entregaria em mãos o texto ao parlamentar em momento oportuno.

A intenção do governo é pagar quatro parcelas de R$175 a R$375 aos beneficiários. Apenas uma pessoa por família poderá ser contemplada.

A maior parte do público do auxílio emergencial deve receber a menor cota do benefício, segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo. Serão cerca de 20 milhões de famílias – 43% do total de contemplados – na categoria “unipessoal”, isto é, composta por apenas uma única pessoa.

auxílio emergencial 2021: presidente Jair Bolsonaro em frente ao microfone para discursar
Presidente Jair Bolsonaro deve levar MP do auxílio emergencial ao Congresso

Outras 16,7 milhões de famílias têm mais de um integrante e vão receber R$250. Já a maior cota, de R$375, deve ser paga a cerca de 9,3 milhões de mulheres que são as únicas provedoras de suas famílias.

De fato, as regras para o auxílio emergencial 2021 são mais apertadas do que ano passado, quando o auxílio pagou cinco parcelas de R$600 e quatro de R$300. Além disso, até duas pessoas na família podiam receber o benefício.

Sem auxílio, cai gastos com supermercado, saúde e cuidados pessoais

O poder de compras dos brasileiros que receberam o auxílio diminuiu em itens como supermercado, cuidados pessoais e saúde, após o último pagamento da parcela em 2020.

Os dados fazem parte do levantamento realizado pelo Guiabolso – plataforma de soluções de finanças.

De acordo com a pesquisa, durante o mês de janeiro de 2021, foi possível constatar que houve queda na quantidade de brasileiros que gastaram suas finanças nesses segmentos. De janeiro a março de 2020, por exemplo, 58% da base que recebia auxílio emergencial gastava dinheiro em supermercados.

Com a chegada da pandemia, este número caiu para 55% e, em janeiro de 2021, após o fim do auxílio emergencial, este número regrediu para 50%.

Além da queda quantitativa de pessoas, os usuários que deixaram de receber o auxílio emergencial também diminuíram o valor gasto. Em 2020, no primeiro trimestre, a base analisada gastava R$155 no segmento. Em janeiro de 2021, este valor foi reduzido para R$106 reais.

Também houve mudança na prioridade de gastos com saúde e cuidados pessoais. Na pré-pandemia, 29% da base de pesquisa do Guiabolso que recebia o auxílio gastava o dinheiro com cuidados com a saúde. Em abril, no entanto, este número caiu para 7% e, atualmente, houve mais uma queda.

Nos gastos com cuidados pessoais, de janeiro a março de 2020, 11% da base do Guiabolso gastava dinheiro com esta categoria. Na pandemia, a proporção caiu para 7,7% e hoje apenas 6% da base de usuários que não recebem mais o auxílio ainda gastam seu dinheiro com este segmento.

Para Mateus Brum, head de Growth do Guiabolso, a pesquisa pode servir como termômetro para entender o que mudou, de imediato no primeiro mês sem o auxílio.

“É visível como a pandemia afetou a renda de muitos brasileiros e com o fim do auxílio há impacto no poder de compras de itens essenciais como alimentos, produtos de higiene, entre outros”, disse.

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