Avanço do coronavírus: o que muda na economia? | FinanceOne

Avanço do coronavírus: o que muda na economia?

Escrito por: Redação em 28 de fevereiro de 2020

O novo coronavírus tem ameaçado não apenas a saúde, como também governos de todo o mundo que temem o impacto negativo na economia com a propagação do vírus.

O primeiro caso no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde. Trata-se de um homem de 61 anos, morador de São Paulo, que viajou para Itália entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ele está em quarentena domiciliar.

Essa é a primeira confirmação de infecção pela doença em toda América Latina. Além dele, 59 suspeitas já foram descartadas, mas 20 casos ainda estão em análise.

+ Como o coronavírus pode afetar a economia?

Empresários já expressam preocupação com os impactos causados pela epidemia nas cadeias globais de suprimentos, bolsas e no lucro das empresas. O que eleva ao receio pela desaceleração da economia chinesa.

O impacto do coronavírus na produção traz consequências para os principais parceiros comerciais da China, como o Brasil, que é um dos principais clientes de importação e exportação de produtos do país asiático.

balanço da Economia
Coronavírus preocupa empresários brasileiros e pode impactar a economia

Informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMG) apontam que a infecção no mundo chegou a quase 90.000 casos entre 41 países em cinco continentes, fora a China, incluindo o Brasil. Veja abaixo!

ÁSIA

  • China (+ Hong Kong, Macau, Taiwan)
  • Japão
  • Malásia
  • Singapura
  • Coreia do Sul
  • Tailândia
  • Vietnã
  • Nepal
  • Camboja
  • Sri Lanka
  • Emirados Árabes
  • Índia
  • Filipinas
  • Rússia
  • Irã
  • Bahrein
  • Omã
  • Kuwait
  • Iraque
  • Paquistão

AMÉRICA

  • EUA
  • Canadá
  • Brasil

EUROPA

  • França
  • Áustria
  • Alemanha
  • Finlândia
  • Suécia
  • Suíça
  • Bélgica
  • Croácia
  • Itália
  • Reino Unido
  • Espanha
  • Grécia
  • Geórgia
  • Macedônia do Norte
  • Noruega
  • Romênia

OCEANIA

  • Austrália

ÁFRICA

  • Egito
  • Argélia

O que é e como ocorre a transmissão do coronavírus?

O coronavírus é um grupo de vírus muito comum no reino animal. É o que os cientistas chamam de zoonótico, que podem ser transmitidos de animais para seres humanos.

Seus sintomas são semelhantes ao de um resfriado comum, que incluem coriza, tosse, dor de garganta, dor de cabeça e febre.

Em pacientes com sistema imunológico enfraquecido o quadro pode evoluir para uma doença do trato respiratório, como uma pneumonia ou bronquite.

A transmissão ocorre através de contato com as secreções de uma pessoa infectada, gotículas na tosse, espirro e aperto de mão. Ou ainda tocar em algo que uma pessoa infectada tocou.

Como o coronavírus pode impactar a economia brasileira?

A China é um dos nossos clientes na exportação e importação de soja, carne, minérios de ferro, peças automotivas, eletrônicos e demais produtos.

Só em 2019, o Brasil exportou cerca de R$57,6 bilhões para a China, importou R$32,6 e obteve um saldo positivo de R$24,9 bilhões.

Multinacionais como Honda, Nissan e Vale do Rio Doce, parceiras comerciais da China, suspenderam a viagem de seus funcionários temendo a contaminação. Veja como a economia brasileira pode ser afetada:

Exportação

A China é o maior cliente de exportação brasileira. No ano passado, 30% das exportações de produtos como produtos como soja, carne e minérios de ferro tiveram como destino o país asiático.

O alto número de contaminação e mortes fechou fábricas, dispensou trabalhadores e colocou regiões inteiras do país em quarentena, presos em casa, com medo do contágio ou proliferação da doença.  

Ainda não se sabe o tamanho do rombo que a infecção trará para a economia chinesa, mas uma redução no crescimento já é esperada em todo o mundo.

Importação

Em um mundo globalizado a economia gira em torno da troca de produtos e matérias-primas. Seja na indústria, saúde ou tecnologia, todos compram e vendem uns dos outros.

No Brasil, por exemplo, é um dos maiores consumidores de peças de carro, eletrodomésticos, medicamentos e brinquedos vindos da China.

Com a paralisação das fábricas e trabalhadores quarentados em casa, os estoques estão começando a diminuir e muitos produtos já começam a faltar, o que pode vir a ocasionar a escassez total e o aumento dos preços.

Alexandre Ostrowiecki, presidente da Multilaser, mostrou preocupação com os efeitos que a paralisação da produção chinesa pode trazer para o Brasil.

“A Multilaser está totalmente inserida do olho do furação do Corona Vírus”, disse Ostrowiecki.

Especialistas informam que não há motivos para pânico, mas recomendam a “etiqueta respiratória” para evitar a transmissão: cobrir a boca em casos de tosses ou espirros, lavar as mãos e evitar aglomerações.

No caso de servidores da área da saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que seja adotada os protocolos de prevenção antes, durante e depois do contato com pacientes e ventilação de ambientes.

Redação

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