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Economia circular: você sabe o que é?

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Um total de 76,4% das indústrias do país desenvolvem algum tipo de economia circular. É o que aponta a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ou seja, elas usam um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.

Das atividades, a otimização de processos é a mais desenvolvida pelas empresas (56,5%). O uso de insumos circulares vem em segundo lugar (37,1%), seguido pela recuperação de recursos (24,1%) e extensão de vida do produto (22,9%).

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Ainda de acordo com o estudo, a maioria das empresas adotou as práticas em busca de eficiência operacional (47,3%) e oportunidade de novos negócios (22,6%).

Outros 11,4% o fizeram a pedido de clientes; 9,3% para atender a conformidade legal, e 3,9% a pedido de acionistas.

A pesquisa indica ainda que 72,4% dos empresários consideram que a economia circular pode gerar a fidelização do cliente.

O que é Economia Circular

A economia circular busca se distanciar do modelo da economia linear, onde os produtos são fabricados, usados e descartados. Ela visa a um modelo no qual os produtos e os materiais sejam valorizados o tempo todo, criando uma economia mais robusta.

Ela se baseia na ideia de que a economia e o meio ambiente podem coexistir de forma saudável. No entanto, para isso, é necessário mudar radicalmente a forma de produzir.

A escolha das matérias-primas, o design dos produtos e o aproveitamento dos subprodutos industriais são aspetos essenciais do novo modelo.

O conceito significa que os produtos não têm mais um ciclo de vida com início, meio e fim. Neste novo paradigma, cada material é usado e reutilizado ao máximo com o mínimo de desperdício.

Ou seja, ela parte da proposta de desconstruir o conceito de resíduo com a evolução de projetos e sistemas que privilegiem materiais naturais que possam ser totalmente recuperados.

Portanto, a economia circular vai muito além da reciclagem dos produtos. Com ela, as empresas garantem autonomia através da gestão completa do ciclo de vida dos produtos.

Uma estratégia que pode ser aplicada a todos os setores: indústria, agricultura e serviços.

Por que adotar a economia circular

1- É lucrativo

Financeiramente falando, faz sentido adotar práticas circulares. Reduzem-se os custos e o desperdício, maximizando-se os lucros.

Além disso, o que antes seria considerado lixo torna-se matéria-prima de alto valor agregado, usada para criar novos produtos.

Segundo um relatório da Accenture, a transição para uma economia circular poderia gerar US$ 4,5 trilhões para a economia mundial até 2030.

2 – Engaja comunidades

Grandes empresas, por exemplo, já abrigam pequenos negócios nos setores de alimentação e agricultura.

Elas usam os resíduos de outras empresas como insumos para as suas próprias (como usar resíduos da fabricação de cerveja para cultivar cogumelos).

3 – É inovador

Empresas desenvolvem novas maneiras de reutilizar os resíduos de outras empresas, em setores totalmente diferentes. Além disso, é comum o uso de tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial, para maximizar o uso de recursos.

Com tudo isso, torna-se claro por que o Google e tantas outras empresas estão se inspirando no tema. Além de ser uma tendência sustentável capaz de solucionar graves problemas ambientais, faz sentido em termos de negócios.

Economia circular é um conceito importante a empreendedores de impacto. Principalmente aqueles que buscam aliar o impacto socioambiental positivo ao lucro, criando negócios que beneficiem a sociedade e o meio ambiente.

Desafios no Brasil

Alguns desafios dificultam que a economia circular seja aplicada em larga escala no Brasil.

Um deles é a falta de legislação e de boas políticas públicas. Além da necessidade de mais incentivos tributários e maior conscientização por investidores e consumidores são apenas alguns deles.

No entanto, alguns países já aplicam o modelo de economia circular em larga escala. Alguns exemplos:

1) A Dinamarca proibiu novos incineradores e estipulou a meta de reciclar 70% do lixo e 80% das embalagens até 2022.

2) Na Suécia, vendedores de eletrônicos devem reusar e restaurar peso igual ao que vendem de eletrônicos.

3) No Japão, as indústrias de manufatura são obrigadas a possuir plantas de desmanche e recuperação de recursos de produtos.

4) Na China, a economia circular faz parte de uma lei de 2002 que institui a rotulagem ecológica de produtos, difusão de informações sobre questões ambientais na mídia e cursos para propagar na sociedade o conceito de economia circular.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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