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    Economia circular: saiba o que é e por que adotar

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    Primeiramente, a economia circular é o futuro do consumo. É um conceito econômico que busca uma nova forma de pensar como nos relacionamos com o planeta, dissociando o crescimento econômico e o consumo.

    Por isso, materiais circulam no máximo de seu valor como nutrientes técnicos ou biológicos em sistemas industriais integrados, restaurativos e regenerativos.

    Um total de 76,4% das indústrias do país desenvolvem algum tipo de economia circular. É o que aponta a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ou seja, elas usam um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.

    A economia circular se distancia do modelo da economia linear, onde os produtos são fabricados, usados e descartados. Ela visa a um modelo no qual os produtos e os materiais sejam valorizados o tempo todo, criando uma economia mais robusta.

    Ela se baseia na ideia de que a economia e o meio ambiente podem coexistir de forma saudável. No entanto, para isso, é necessário mudar radicalmente a forma de produzir.

    A escolha das matérias-primas, o design dos produtos e o aproveitamento dos subprodutos industriais são aspetos essenciais do novo modelo.

    Então, o conceito significa que os produtos não têm mais um ciclo de vida com início, meio e fim. Neste novo paradigma, cada material é usado e reutilizado ao máximo com o mínimo de desperdício.

    Ou seja, ela parte da proposta de desconstruir o conceito de resíduo com a evolução de projetos e sistemas que privilegiem materiais naturais que sejam totalmente recuperados.

    Portanto, a economia circular vai muito além da reciclagem dos produtos. Com ela, as empresas garantem autonomia através da gestão completa do ciclo de vida dos produtos.

    Por fim, a economia circular é uma estratégia aplicada em todos os setores: indústria, agricultura e serviços.

    imagem de um gráfico indicando a economia circular
    A economia circular se fundamenta nos 4R: reduzir, reutilizar, reciclar e refletir

    Por que adotar a economia circular

    1- É lucrativo

    Financeiramente falando, faz sentido adotar práticas circulares. Reduzem-se os custos e o desperdício, maximizando-se os lucros.

    Além disso, o que antes seria considerado lixo torna-se matéria-prima de alto valor agregado, usada para criar novos produtos.

    Segundo um relatório da Accenture, a transição para uma economia circular poderia gerar US$ 4,5 trilhões para a economia mundial até 2030.

    2 – Engaja comunidades

    Grandes empresas, por exemplo, já abrigam pequenos negócios nos setores de alimentação e agricultura.

    Elas usam os resíduos de outras empresas como insumos para as suas próprias (como usar resíduos da fabricação de cerveja para cultivar cogumelos).

    3 – É inovador

    Empresas desenvolvem novas maneiras de reutilizar os resíduos de outras empresas, em setores totalmente diferentes. Além disso, é comum o uso de tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial, para maximizar o uso de recursos.

    Com tudo isso, torna-se claro por que o Google e tantas outras empresas estão se inspirando no tema. Além de ser uma tendência sustentável capaz de solucionar graves problemas ambientais, faz sentido em termos de negócios.

    Economia circular é um conceito importante a empreendedores de impacto. Principalmente aqueles que buscam aliar o impacto socioambiental positivo ao lucro, criando negócios que beneficiem a sociedade e o meio ambiente.

    Desafios no Brasil

    Alguns desafios dificultam a aplicação da economia circular em larga escala no Brasil.

    Um deles é a falta de legislação e de boas políticas públicas. Além da necessidade de mais incentivos tributários e maior conscientização por investidores e consumidores são apenas alguns deles.

    No entanto, alguns países já aplicam o modelo de economia circular em larga escala. Alguns exemplos:

    1) A Dinamarca proibiu novos incineradores e estipulou a meta de reciclar 70% do lixo e 80% das embalagens até 2022.

    2) Na Suécia, vendedores de eletrônicos devem reusar e restaurar peso igual ao que vendem de eletrônicos.

    3) No Japão, as indústrias de manufatura são obrigadas a possuir plantas de desmanche e recuperação de recursos de produtos.

    4) Na China, a economia circular faz parte de uma lei de 2002 que institui a rotulagem ecológica de produtos, difusão de informações sobre questões ambientais na mídia e cursos para propagar na sociedade o conceito de economia circular.

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    Redação
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    Por isso, materiais circulam no máximo de seu valor como nutrientes técnicos ou biológicos em sistemas industriais integrados, restaurativos e regenerativos.

    Um total de 76,4% das indústrias do país desenvolvem algum tipo de economia circular. É o que aponta a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ou seja, elas usam um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.

    A economia circular se distancia do modelo da economia linear, onde os produtos são fabricados, usados e descartados. Ela visa a um modelo no qual os produtos e os materiais sejam valorizados o tempo todo, criando uma economia mais robusta.

    Ela se baseia na ideia de que a economia e o meio ambiente podem coexistir de forma saudável. No entanto, para isso, é necessário mudar radicalmente a forma de produzir.

    A escolha das matérias-primas, o design dos produtos e o aproveitamento dos subprodutos industriais são aspetos essenciais do novo modelo.

    Então, o conceito significa que os produtos não têm mais um ciclo de vida com início, meio e fim. Neste novo paradigma, cada material é usado e reutilizado ao máximo com o mínimo de desperdício.

    Ou seja, ela parte da proposta de desconstruir o conceito de resíduo com a evolução de projetos e sistemas que privilegiem materiais naturais que sejam totalmente recuperados.

    Portanto, a economia circular vai muito além da reciclagem dos produtos. Com ela, as empresas garantem autonomia através da gestão completa do ciclo de vida dos produtos.

    Por fim, a economia circular é uma estratégia aplicada em todos os setores: indústria, agricultura e serviços.

    imagem de um gráfico indicando a economia circular
    A economia circular se fundamenta nos 4R: reduzir, reutilizar, reciclar e refletir

    Por que adotar a economia circular

    1- É lucrativo

    Financeiramente falando, faz sentido adotar práticas circulares. Reduzem-se os custos e o desperdício, maximizando-se os lucros.

    Além disso, o que antes seria considerado lixo torna-se matéria-prima de alto valor agregado, usada para criar novos produtos.

    Segundo um relatório da Accenture, a transição para uma economia circular poderia gerar US$ 4,5 trilhões para a economia mundial até 2030.

    2 – Engaja comunidades

    Grandes empresas, por exemplo, já abrigam pequenos negócios nos setores de alimentação e agricultura.

    Elas usam os resíduos de outras empresas como insumos para as suas próprias (como usar resíduos da fabricação de cerveja para cultivar cogumelos).

    3 – É inovador

    Empresas desenvolvem novas maneiras de reutilizar os resíduos de outras empresas, em setores totalmente diferentes. Além disso, é comum o uso de tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial, para maximizar o uso de recursos.

    Com tudo isso, torna-se claro por que o Google e tantas outras empresas estão se inspirando no tema. Além de ser uma tendência sustentável capaz de solucionar graves problemas ambientais, faz sentido em termos de negócios.

    Economia circular é um conceito importante a empreendedores de impacto. Principalmente aqueles que buscam aliar o impacto socioambiental positivo ao lucro, criando negócios que beneficiem a sociedade e o meio ambiente.

    Desafios no Brasil

    Alguns desafios dificultam a aplicação da economia circular em larga escala no Brasil.

    Um deles é a falta de legislação e de boas políticas públicas. Além da necessidade de mais incentivos tributários e maior conscientização por investidores e consumidores são apenas alguns deles.

    No entanto, alguns países já aplicam o modelo de economia circular em larga escala. Alguns exemplos:

    1) A Dinamarca proibiu novos incineradores e estipulou a meta de reciclar 70% do lixo e 80% das embalagens até 2022.

    2) Na Suécia, vendedores de eletrônicos devem reusar e restaurar peso igual ao que vendem de eletrônicos.

    3) No Japão, as indústrias de manufatura são obrigadas a possuir plantas de desmanche e recuperação de recursos de produtos.

    4) Na China, a economia circular faz parte de uma lei de 2002 que institui a rotulagem ecológica de produtos, difusão de informações sobre questões ambientais na mídia e cursos para propagar na sociedade o conceito de economia circular.

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