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Onde investir no segundo semestre de 2021?

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De modo geral, investimentos no segundo semestre devem ser analisados sob a ótica do seu perfil de investidor. Ou seja, é preciso levar em consideração quais são os resultados esperados e traçar estratégias para que se torne possível alcançá-los.

Afinal, começar a investir sem ter clareza sobre as expectativas pode fazer com que o investidor tome decisões equivocadas na hora de escolher as suas aplicações e fique insatisfeito com os resultados, podendo até mesmo sofrer perdas significativas de patrimônio.

Para isso, é fundamental se manter atualizado, acompanhar o que está acontecendo e ter uma noção geral, tanto na economia, quanto na política. Principalmente para investimentos de médio prazo, ou seja, aqueles cujo retorno será obtido, em média, entre dois e cinco anos.

Neste caso, é importante estar atento às projeções econômicas e escolher investimentos que possam estar mais protegidos de possíveis variações no médio prazo.

Fatores a serem levados em conta na hora de investir no segundo semestre

As recentes mudanças na taxa Selic reforçam a importância da análise de onde investir no segundo semestre. Afinal, o índice influencia o comportamento de indexadores como o IPCA e o CDI.

O Itaú Unibanco revisou suas projeções para a Selic em 2021 para uma alta de 1 ponto percentual no próximo encontro. Elevando a taxa de juros a 5,25% – e de 2,25 pontos percentuais até o fim do ano, prevendo um fim de ciclo com a taxa em 6,5%.

O mesmo fez a XP Investimentos. Ele elevou a sua previsão de taxa Selic ao fim de 2021 e 2022 de 6,50% para 6,75% ao ano.

Aliado a isso, une-se a expectativa de uma recuperação econômica após o aumento do número de vacinados contra a Covid-19. Entre os setores que podem se destacar são: financeiro, shoppings, educação e varejo físico.

Portanto, existem vários fatores a serem levados em conta, como parte de uma boa estratégia para investir nesse segundo semestre.

Uma delas é o calendário de vacinação. Apesar de parecer encaminhado, deve-se levar em consideração as novas variantes do coronavírus, pois não há certeza da imunização da vacina referente a elas.

Além disso, dentro dos últimos meses, houve uma forte valorização do dólar de forma global, uma vez que os EUA liderando os esforços de vacinação e começando a saborear o fim da crise.

Os riscos políticos também são uma questão, dados os últimos acontecimentos. Isso porque o governo entregou recentemente a segunda etapa da reforma tributária.

Onde aplicar seu dinheiro neste cenário?

Com as altas recentes da Selic, a renda fixa voltou a ganhar certa atratividade e vira uma opção para se investir no segundo semestre. Contudo, os títulos mais conservadores ainda apresentam retorno real negativo.

Apenas as poupanças velhas e as debêntures incentivadas superam a previsão para o IPCA de 2021. É o que aponta um levantamento do buscador de investimentos Yubb.

pessoa empilhando moedas
O ideal é investir no segundo semestre em empresas ligadas a commodities

Isso porque a rentabilidade média destas debêntures é 6,27% ao ano e depósitos na poupança até maio de 2012 rendem 6,167780% ao ano mais TR (taxa referencial), que hoje está zerada.

Já aplicações após esta data rendem 70% da Selic mais TR, o equivalente a 2,98% com a Selic a 4,25%. Para a poupança superar o IPCA projetado, a Selic teria que estar acima

O estudo considera a média de rentabilidade dos produtos de renda fixa no mercado, apenas debêntures incentivadas (isentas de Imposto de Renda) e a poupança antiga superam o aumento de preços projetado.

+ Renda fixa: guia completo para você começar a investir

Renda variável ainda é a melhor opção

Apesar da projeção de juros a 6,25% ao final do ano, a renda variável ainda é a melhor opção para investir no segundo semestre. E, analistas apontam que o ideal é apostar em empresas ligadas a commodities.

A escolha a dedo de ações por quem não tem formação profissional, porém, não é indicada. Para deixar o aporte em ações na mão dos especialistas, o investidor também pode comprar cotas de fundos de ações ou multimercados de gestão ativa.

O portfólio destes fundos está em constante mudança, de modo a ampliar os ganhos dos cotistas.

Outra boa alternativa é avaliar ativos ligados a outras economias na carteira para fugir do chamado “risco Brasil”, como dólar, euro e ações no exterior, via BDRs (recibo depositário de ações, na sigla em inglês) ou ETFs (fundo de índice).

O ouro também é apontado como ativo de segurança.

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