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Os 10 maiores riscos para o mundo em 2019

Escrito por: Mateus Carvalho em 9 de janeiro de 2019

Se você é investidor sabe que é importante estar atento às notícias do mundo. Isso porque elas podem refletir diretamente no mercado financeiro. E você já parou para pensar quais são os maiores riscos para o mundo em 2019?

No dia 7 de janeiro, o Banco Fibra publicou o relatório mensal sobre os 10 maiores riscos para o mundo em 2019. Estas ameaças têm o potencial de alterar os preços dos ativos financeiros para este ano.

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Se você já investe é necessário ter uma atenção especial aos temas abaixo. E se você vai começar a aplicar o seu dinheiro, deve redobrar os cuidados para que não acabe sendo prejudicado com as variações que os preços dos ativos financeiros podem ter durante 2019.

Maiores riscos para o mundo este ano

1) Guerra comercial entre Estados Unidos e China

A relação comercial entre os Estados Unidos e a China não é das melhores. E mesmo com a trégua declarada entre os dois países ainda não existe uma previsão de que essa guerra está para acabar. 

Além disso, os democratas e os republicanos acreditam que a China pode ser uma ameaça aos Estados Unidos. E essa guerra comercial pode se agravar ainda mais com a desaceleração da indústria chinesa. O que irá exigir a implementação de medidas adicionais a estímulos fiscais e monetários.

A tendência é que tanto os Estados Unidos quanto a China trabalhem para se tornarem menos vulneráveis um ao outro, reduzindo as conexões que até agora os uniram.

2) Desaceleração da economia mundial

Esse é mais um dos maiores riscos para o mundo em 2019. Isso porque com a desaceleração da China e da Zona do Euro, o mercado internacional está de olho no crescimento dos Estados Unidos.

Mas por que esse é um dos maiores riscos para 2019? Porque o risco está na influência que certos países em desaceleração têm sobre a economia mundial.

E como consequência isso impacta no mercado norte-americano, revertendo o “tightening monetário”. Com isso, é possível que ocorra uma valorização do dólar em meio à desaceleração globalizada.

3) Lutas cibernéticas

Com a internet o avanço dos hackers é cada vez mais comum. Sendo assim, os hackers desenvolvem novas habilidades, ao mesmo tempo que a dependência digital das pessoas aumenta.

Porém, ainda não existem regras concretas para ajudar a combater os hackers e os conflitos cibernéticos. Além disso, é difícil saber quem está por trás dos conflitos que surgem. Por isso, é importante estar atento a esses ataques.

4) Reforma da Previdência

Especialistas acreditam que Bolsonaro tenha a aprovação do Congresso Nacional para realizar a Reforma da Previdência nos primeiros nove meses do ano. A PEC, que está em tramitação desde o governo Temer, também deve ser aprovada.

Porém, o que ainda não se sabe é se a Reforma da Previdência será enfraquecida ou aperfeiçoada. Esse é um dos maiores riscos para o mundo em 2019 e você precisa ficar de olho.

5) Redução da taxa de juros neutra

As medidas a serem adotadas pelo governo Bolsonaro podem acabar reduzindo a taxa de juros neutra do país.

Essa taxa atualmente está em 4,5%, de acordo com o Banco Fibra. Se isso se confirmar, a possibilidade de o Copom, que é do Banco Central, cortar a taxa Selic em 2019 e 2020 é ainda maior.

6) Brexit

Três anos depois da votação sobre o Brexit, quase todos os resultados permanecem os mesmos. Existe ainda o risco de que nenhum acordo seja realizado até o primeiro trimestre do ano de 2019.

Caso isso ocorra, esse fato não irá impactar somente a economia inglesa, mas também a de todo o continente europeu.

7) Tensões geopolíticas entre Rússia e Europa Ocidental

Você deve estar se perguntando por que as tensões entre a Rússia e a Europa Ocidental são um dos maiores riscos para o mundo em 2019. É porque existe a possibilidade de que os dois países comecem um conflito.

As tensões têm como motivo a “independência” da Igreja Ortodoxa Ucraniana sobre o Patriarcado de Moscou, e este é um risco a ser considerado.

Outra ameaça é o interesse de alguns países que faziam parte da União Soviética em se associar à Otan.

8) Política monetária norte-americana

A possibilidade de pausa no ciclo atual de alta da taxa de juros pode trazer dois riscos. O primeiro é a reversão do quadro de valorização do dólar. Enquanto o segundo é a “desancoragem” das expectativas inflacionárias.

Estas deverão acontecer caso o Federal Open Market (FOMC) ignore a pressão inflacionária na aceleração de diversas medidas de custo do trabalho/salário que implicam no retorno real dos investimentos.

9) Política norte-americana

O Partido Democrata é maioria nas cadeiras da Câmara, o que mantém o presidente norte-americano mais próximo de sofrer uma abertura de impeachment.

Além disso, o descontentamento da população dos EUA em relação ao governo dos republicanos aumenta.

Esses fatores podem acabar estressando o mercado e, consequentemente, a moeda norte-americana.

10) Política brasileira

A expectativa no governo Bolsonaro é alta. Por isso, é importante estar atento aos próximos meses, que é quando será possível entender o direcionamento adotado pelo presidente para governar o Brasil.

Além disso, ainda existe muita incerteza sobre a reação dos diversos núcleos políticos em relação à agenda e ao governo do novo presidente.

O que esperar da economia em 2019?

Governo novo e o que esperar da economia em 2019? Ainda é cedo para falar. No entanto, algumas projeções apontam para um cenário melhor do que 2018.

O último Boletim Focus de 2018 aumentou as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) e reduziu as da inflação para 2019.

O relatório divulgado pelo Banco Central (BC) é resultado de levantamento feito na última semana de 2018 com mais de 100 instituições financeiras. Saiba o que esperar da economia em 2019!

Mateus Carvalho

Jornalista formado pela Unicarioca. Atualmente, repórter da Folha Dirigida e produtor de conteúdo no FinanceOne. Já fui colaborador do Torcedores.com.

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