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O que acontece quando a corretora quebra?

Escrito por: Rafael Massadar em 17 de setembro de 2019

É raro acontecer, mas o que fazer quando a corretora quebra? A dúvida é como ficaria seu dinheiro e ações.

A resposta é: com as ações nada aconteceria. Elas continuam guardadas em seu nome na Câmara de Ações (antiga CBLC), que é administrada pela B3.

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Portanto, você está protegido. O mesmo acontece se você investiu em debêntures, CDBs ou outros ativos financeiros.

Afinal, eles ficam registrados em entidades chamadas de Centrais de Custódia. Elas são responsáveis por registrar, guardar esses ativos e também de liquidar as operações feitas com tais papéis.

Atualmente, existem três centrais principais no Brasil. Cada uma delas é responsável por guardar um tipo de ativo.

  • Cetip;
  • Selic;
  • Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Nessas centrais, os títulos são registrados no nome e CPF do investidor. Então, mesmo se a corretora quebrar, os ativos continuam existindo e pertencendo àquela pessoa.

Portanto, não fique preocupado quando a corretora quebra. Ela é apenas uma intermediadora dos seus investimentos.

Tenho prejuízos financeiros quando a corretora quebra?

Lembre-se que cada compra de um desses papéis é registrada com o seu CPF. Portanto, a gestão dele que é transferida para outra corretora quando a original deixa de existir.

Para isso, os antigos clientes devem abrir uma conta em uma nova corretora e solicitar a transferência de custódia.

Contudo, em processos de liquidação ou falência, as autoridades definem e divulgam um liquidador ou administrador judicial.

Ele é o contato dentro da empresa responsável por atender clientes e ajudar na localização e transferência de custódia dos investimentos.

Mas como encontrar esse responsável? No site da corretora quebrada, você vai encontrar as formas de contato: e-mail, telefone e outros meios.

E no caso de dinheiro?

Neste caso o cenário muda um pouco e pode ser que você perca esse dinheiro. Por isso, é importante que você tenha certeza que o dinheiro foi aplicado realmente.

No entanto, toda corretora é amparada pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos, o MRP. Ele é uma parte da bolsa responsável por garantir ao investidor o ressarcimento de até R$ 120 mil em casos desse tipo.

Esse mecanismo vale, entretanto, apenas para situações muito específicas ligadas a operações na bolsa. Tais quais o pagamento da venda de ações feito nos dias imediatamente anteriores à abertura do processo de liquidação ou falência daquela corretora.

O pedido do reembolso deve ser feito junto à instituição e à BSM. Desde o final do ano passado, o processo de solicitação do MRP está disponível pela internet.

Os clientes prejudicados têm um prazo de 18 meses para solicitar o ressarcimento, contados a partir da data de abertura do processo de liquidação.

Como escolher uma corretora?

O primeiro passo é procurar pela corretora que mais combina com os seus objetivos.

Considere também apenas aquelas habilitadas pelo Tesouro Nacional. Só elas conseguem te garantir a veracidade e segurança da aplicação.

Pesquise também a taxa cobrada pela corretora. Apesar de muitas cobrarem um valor similar, pequenas diferenças podem valer a pena no final.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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