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Pagamento de dívidas: como fugir da cilada dos bancos na crise?

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Diversas instituições financeiras do país tomaram medidas para auxiliar clientes no pagamento de dívidas. Um exemplo foi a possibilidade de prorrogar o pagamento das contas durante a pandemia, que trouxe um alívio nesse momento de crise.

A medida se propôs a adiar o pagamento de dívidas por até 60 dias do vencimento. Entre os bancos que aderiram, estão: Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Mas será que prorrogar o pagamento é mesmo uma boa ideia?

Contudo, a resposta é pessoal e vai depender da sua situação financeira. Isso porque, ao adiar o pagamento de dívidas, você acaba pagando mais caro pelos juros.

Aliás, os consumidores que resolveram adiar o pagamento encontraram os canais de suporte e atendimentos sobrecarregados. E isso ocorreu apenas para receber uma proposta de renegociação do débito com valores superiores ao do contrato atual.

É importante deixar claro que o comunicado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) estabelece que pessoas físicas, micro e pequenas empresas com pagamentos em dia poderão adiar as parcelas de empréstimos e financiamentos em andamento.

renegociar a dívida
Antes de aceitar a proposta do banco, é recomendado analisar a taxa de juros

Bancos haviam prometido adiar pagamento de dívidas sem multa

Quando foi divulgado que os consumidores poderiam adiar o pagamento das dívidas, algumas instituições não mencionaram as cobranças de juros.

É o caso do Itaú, que veiculou propagandas incentivando seus clientes a renegociar contratos de empréstimos, mas não informou que seriam cobrados mais juros por isso.

Os consumidores também encontraram dificuldades em obter as informações sobre como prorrogar o pagamento das contas e outros ainda tiveram o pedido negado.

Vale ressaltar que não existe um padrão de regras entre os pagamentos para o adiamento das dívidas. Por isso, ao ligar para solicitar, verifique quais são as condições oferecidas pelas instituições financeiras.

Afinal, os bancos estão realizando a renegociação do contrato e ajustando as parcelas com juros. E é importante lembrar que o Brasil possui juros de crédito elevados, por isso, evite ao máximo esse tipo de negociação.

Procure sempre por alternativas, para não acabar pagando muito além do que você devia antes.

Uma dica é fazer um levantamento de todas as suas despesas atuais para saber quais mudanças podem ser feitas, para que você consiga pagar as parcelas das suas dívidas.

Lembre-se que o isolamento social altera o orçamento das famílias, principalmente das contas básicas como água, internet e gás. Muitas pessoas podem estar economizando com combustível e transporte, porém gastando mais com comida e luz, por exemplo.

Evite o acúmulo de parcelas para o pagamento de dívidas

É evidente o momento de crise que o país tem enfrentado. A segunda onda do novo coronavírus afetou em cheio a Saúde Pública, mas também várias outras áreas, que vão do comércio à economia.

As empresas têm passado por dificuldades para manter todos os seus funcionários. Os autônomos não têm tido o mesmo sucesso, como antes da pandemia. Dessa forma, as despesas aumentam e as possibilidades diminuem.

Apesar de todos tentarem se planejar para imprevistos, a covid-19 pegou a população mundial de surpresa. Então, nesse atual cenário, a prioridade é manter o essencial para o dia a dia.

Atualmente, muitos não possuem dinheiro em reserva para se manterem seguros. Tanto é que houve a prorrogação do auxílio emergencial. Com isso, evite compras desnecessárias, dívidas e principalmente, compras parceladas.

Dar uma desafogada nas contas é imprescindível, justamente para ajustar as dívidas e se manter dentro do orçamento. Nesse cenário, de bancos cobrando juros por adiamento, quanto menor for o seu acúmulo de dívidas, melhor.

Bancos digitais também adotam medidas em época de pandemia

Além das principais grandes instituições, alguns bancos digitais também adotaram medidas para minimizar os impactos do novo coronavírus. Entre eles, o Nubank.

O Nubank criou um fundo de 20 milhões de reais para o período da pandemia, oriundos do marketing e da fintech.

De acordo com a empresa, o objetivo é ajudar seus usuários com atendimento médico e psicológico. Além de compras em supermercados, farmácia e necessidades consideradas por eles como “básicas e essenciais”.

O Nubank fez algumas parcerias para essas medidas. Entre elas estão empresas de delivery como o iFood e Rappi, além do aplicativo de pet shop Zee Dog e do Hospital Sírio-Libanês.

Para obter alguma das vantagens, o cliente precisa entrar em contato com o Nubank, que treinou sua equipe para suporte nesse período.

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