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Dívida do cartão de crédito: veja como negociar e reduzir juros

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A dívida no cartão de crédito é o maior vilão dos brasileiros. É o que constatou o levantamento mais recente feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de dezembro de 2020 revelou que 66,3% dos consumidores estão endividados. Como resultado, houve uma alta de 0,3 ponto percentual com relação a novembro. No comparativo anual, o indicador registrou aumento de 0,7 ponto percentual.

Já em relação ao cartão de crédito, a taxa chegou a alcançar 79,4% das famílias – a maior taxa desde janeiro de 2020 – mantendo-se como a principal modalidade de endividamento.

Dívida do cartão de crédito
Para se livrar da dívida do cartão de crédito, é possível negociar com o emissor do cartão formas de pagamento mais vantajosas
Entre as modalidades de dívidas, por vezes estão itens como:
  • cheque especial;
  • carnê de loja;
  • empréstimo pessoal;
  • prestações de carro;
  • cartão de crédito.

Como funciona o cartão de crédito?

Você conhece as tarifas do seu cartão? Em primeiro lugar, ao contratar uma modalidade de crédito, você não deve se preocupar apenas com o limite ou o valor da anuidade.

Os cartões também têm taxas, cobradas de acordo com cada serviço. De acordo com o estudo do SPC Brasil e a CNDL, 86% não sabem a taxa de juros mensal a pagar por entrar no rotativo.

Porém, ainda há valores cobrados pelo uso do cartão. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), as tarifas de acordo com a Resolução 3.919 do Banco Central se referem principalmente a:

  • Pagamento de contas, como água, luz e telefone, no cartão de crédito;
  • Pedido de análise emergencial para o aumento do limite do cartão;
  • Utilizar o cartão para saques;
  • Anuidade;
  • Confecção da segunda via do cartão.

Como quitar a dívida do cartão de crédito?

Sobretudo, realizar apenas o pagamento mínimo da fatura implica na geração de um crédito rotativo.

Em outras palavras, ele é justamente a diferença entre o valor total da fatura de um mês e o valor efetivamente pago no vencimento. E essa diferença consiste no financiamento do cartão e está sujeito a juros.

Entretanto, desde 3 de abril de 2017, entrou em vigor a Resolução 4.549.

Essa resolução diz que o saldo devedor da fatura, quando não pago em sua totalidade até o vencimento, bem como, pode ser mantido em crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente. Esse prazo costuma ser de 30 dias.

Conforme o Banco Central, o cliente precisa quitar o saldo devedor do crédito rotativo, acrescido de juros. Para acabar com a dívida do cartão de crédito, o cliente deve usar recursos próprios ou empréstimo de outra instituição.

Assim como você pode ainda pedir uma linha de crédito parcelado na mesma instituição, com condições mais vantajosas em relação a do cartão.

Então, é nesse ponto que o cliente deve observar a taxa de juros cobrada em cada modalidade, para fazer a opção que mais se adeque a sua realidade financeira.

O pagamento das faturas seguintes, assim como o parcelamento do saldo devedor do rotativo, será a soma de:

  • saldo do crédito rotativo acrescido dos respectivos juros incidentes no período;
  • prestação ou prestações resultantes de parcelamentos do saldo devedor de períodos anteriores;
  • no mínimo, 15% das compras e lançamentos no período.

O Banco Central explica que o emissor do cartão não é obrigado a oferecer o parcelamento da dívida. Todavia, se houver interesse em oferecer, as condições devem ser mais vantajosas do que as do crédito rotativo.

Como fugir da dívida com o cartão

A Abecs diz que a primeira dica para fugir da dívida do cartão de crédito é avaliar a compra.

Ou seja, antes de decidir por um produto, você precisa fazer as contas e ver se aquela prestação mensal vai caber no seu orçamento.

Outro tópico importante é pagar a fatura na data de vencimento. E mais: pagar o valor integral da sua fatura.

Ou o saldo pode acabar entrando no crédito rotativo e, se não for quitado, virando uma dívida. E é justamente disso que você está fugindo.

Por isso, ter um planejamento financeiro vai te dar um direcionamento nos seus gastos. Afinal, manter o foco é a chave para evitar as dívidas.

Portanto, ter um consumo consciente e dentro das suas possibilidades é um fator essencial nesse processo.

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