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Política tributária de Trump atrai empresas brasileiras para os EUA

Escrito por: Rafael Massadar em 20 de agosto de 2018

A política tributária de Trump atrai empresas brasileiras para os Estados Unidos. Somado a isso, o cenário eleitoral incerto no Brasil faz com que empresários brasileiros busquem maiores incentivos fiscais e menores custos de produção.

Para abrir uma empresa nos EUA não é necessário ter o Social Security Number (SSN) ou qualquer tipo de visto americano. Basta ter um passaporte brasileiro e outro documento de identificação.

Todo o processo pode ser feito online, via e-mail, sem a necessidade de estar fisicamente nos EUA. A licença leva em média uma semana para ser liberada.

Já no Brasil pode ser bastante burocrático e demorado. Um estudo do Banco Mundial divulgado recentemente revelou que o Brasil ainda está na lista dos países onde é bem difícil empreender.

O Doing Business 2017 apontou que o país ocupa a 175ª posição em um ranking de 190 países. Segundo o relatório, o tempo médio para abertura de um negócio no Brasil é de 79,5 dias e são necessários 11 procedimentos para realizar a formalização.

A Nova Zelândia ficou em primeiro lugar e tem tempo médio de meio dia e apenas um procedimento necessário.

Política tributária de Trump

Brasileiros empreendem cada vez mais no exterior

Um estudo publicado pelo Departamento Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA diz que 25% dos novos pequenos negócios abertos nos EUA são fundados por imigrantes. Em estados como Califórnia, New York, New Jersey e Flórida, o número é ainda maior: 40%.

Já no Vale do Silício, na Califórnia, mais de 50% das empresas foram fundadas por imigrantes.

Dados do Ministério das Relações Exteriores, divulgados em meados de julho de 2017, mostravam que já havia cerca de 20 mil micro e pequenos empreendimentos formais de brasileiros no exterior. Na ocasião, os EUA concentravam a maior parte, 9 mil deles.

Já o consulado americano em São Paulo diz que o investimento brasileiro nos Estados Unidos aumentou 89% nos últimos cinco anos. Segundo o órgão, o perfil do brasileiro que vai morar nos EUA mudou muito.

Empresas dos EUA também deixam o Brasil

Dados do Banco Central mostram que o fluxo de investimentos dos EUA para o Brasil caiu ao menor patamar em quase duas décadas. A participação das companhias americanas no total de recursos aplicados no Brasil passou de 15,7% no ano passado para 6,6% no primeiro semestre. Essa fatia já foi de 30% em 2005.

As multinacionais americanas sempre lideraram com folga o ranking dos maiores investidores na economia brasileira. Segundo o BC, 22% de todo o estoque de empreendimentos e projetos internacionais no Brasil têm origem nos EUA.

São mais de US$ 100 bilhões alocados na economia brasileira, sendo:

– US$ 38 bilhões no setor financeiro;

– US$ 16 bilhões na indústria de transformação;

– US$ 5,2 bilhões no comércio de veículos.

Por que a nova política tributária de Trump atrai empresas brasileiras?

Política tributária de TrumpA política tributária de Trump atrai empresas brasileiras e reduz impostos sobre as empresas. Ela diminui as contribuições para o Tesouro de 35% para 21%.

Com a redução, os EUA seguem a tendência dos demais membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Eles diminuíram a média desse imposto de 32,5% em 2000 para 24,2% em 2016.

Outro ponto importante da nova política tributária de Trump é a tributação sobre lucros acumulados em subsidiárias estrangeiras.

Eles serão tributados em 15,5% para valores mantidos em caixa (ou equivalente) e 8% para valores mantidos em ativos não líquidos. Esse imposto poderá ser pago em um período de até oito anos.

Trump espera apresentar até outubro deste ano a “fase dois” da reforma tributária. Ele considera reduzir a alíquota do imposto corporativo de 21% para 20%.

Estas e outras medidas fazem parte do que se considera o maior corte tributário desde o realizado pelo ex-presidente Ronald Reagan, em 1986.

Portugal também atrai cada vez mais empresas brasileiras

Política tributária de Trump

A política tributária de Trump atrai empresas brasileiras, mas Portugal também tem recebido um grande número de empreendimentos do nosso país.

Para um empresário brasileiro, a questão cultural pesa a favor de Portugal. Além da facilidade da língua, a semelhança entre os países favorece o processo de adaptação.

Contudo, há boas razões para a presença crescente de empresas brasileiras em Portugal. Uma delas é o fato de o país estar hoje entre os melhores para se fazer negócio. No ranking do Banco Mundial, Portugal figura na 29ª posição.

Essa situação propícia atraiu a atenção dos estrangeiros. Tanto é que aumentou em 2017 a emissão do chamado “visto Gold”, concedido para quem investe na área imobiliária ou faz aplicações financeiras.

Em 2017, os brasileiros ficaram na terceira posição no ranking das nacionalidades que mais investiram no ramo imobiliário português, perdendo somente para franceses e chineses.

Agência vê melhora das condições para empresas brasileiras

Apesar da crise econômica e a burocracia brasileira, a agência de risco Moody’s vê melhora das condições para nossas empresas. Ela afirma que as condições de crédito mostram sinais de melhora.

Segundo o relatório, o Real fraco deve pressionar os preços. No entanto, a inflação e as taxas de juros devem permanecer em mínimas históricas.

A agência prevê que a recuperação do setor siderúrgico vai continuar lenta. Com  preços mais altos contrabalançando a demanda mais fraca no segundo semestre. No que diz respeito ao setor da construção, a Moody’s espera uma recuperação somente no próximo ano.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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