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Por que o governo vai lançar a nota de R$200?

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Em julho, o Banco Central (BC) anunciou o lançamento da nota de R$200. Segundo o BC, a nova cédula deve entrar em circulação no final de agosto.

A previsão é que sejam impressas, aproximadamente, 450 milhões de novas cédulas de R$200 este ano.

O anúncio sobre a nota gerou grande repercussão nas redes sociais, desde críticas no sentido que a nota vai facilitar a lavagem de dinheiro até memes com imagens de como deveria ser a nova cédula do real.

Mas, afinal, por que houve um alarde tão grande depois do anúncio do Banco Central? E por que lançar uma nota de R$200 agora? Para entender essa e outras questões, continue a leitura do texto!

Homem passando em frente ao Banco Central para ilustrar o texto sobre a nota de R$200
Saiba os motivos que fizeram o governo e Banco Central lançarem a nota de R$200

Pandemia, entesouramento e nota de R$200: o que têm em comum?

Em uma coletiva de imprensa, a diretora de Administração do BC, Carolina de Assis, explicou o motivo da decisão para criar a nova nota de R$200.

Segundo ela, o Brasil e o mundo observaram um entesouramento desde que a pandemia da Covid-19 começou.

O entesouramento significa que pessoas estão guardando mais dinheiro físico.

“Não só o Banco Central do Brasil, mas bancos centrais de outros países observaram o entesouramento desde que a pandemia começou. Isso não é um fenômeno típico do nosso país. Em momentos de incerteza, as pessoas tendem a fazer saques e acumular reservas. O dinheiro, em tempos de incerteza, é sinal de segurança, estabilidade”, disse a diretora Carolina de Assis Barros.

Por isso, está diretamente ligado aos efeitos da pandemia a explicação do Banco Central sobre porque criar a nova cédula, que tem previsão de começar a circular no fim de agosto.

Além disso, o BC reiterou que a decisão, aprovada também pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), foi tomada para “atender ao aumento da demanda por dinheiro em espécie”.

Em março, a quantidade de dinheiro vivo com a população era de aproximadamente R$216 bilhões, de acordo o Banco Central. Após o início da pandemia, esse montante começou a subir e, atualmente, está em R$277 bilhões.

Agora, a previsão do Banco Central é de que, ao longo do ano, entrem em circulação 450 milhões de unidades da nova cédula.

O governo federal informou que a medida não trará impacto na base monetária do país. Ou seja, não haverá “dinheiro a mais” circulando.

Em resumo, ao invés de colocar duas notas de R$100 em circulação, o Banco Central fará a substituição por uma de R$200.

Outros motivos para o lançamento da cédula de R$200

A diretora Carolina de Assis também lembrou que o plano de criar uma nota de R$200 já estava nos planos do Banco Central.

Ela afirmou que, hoje, a quantidade de papel-moeda em circulação está adequada para as necessidades da população, mas não é possível saber por quanto tempo o tal entesouramento continuará.

Por isso, o BC decidiu agir preventivamente para um possível aumento de demanda.

Nova nota de R$200 será na cor cinza

De acordo com divulgações do Banco Central, a nota de R$200 deverá ser na cor cinza. Além disso, a cédula também poderá trazer detalhes amarronzados, caso o modelo em teste seja aprovado pela instituição.

São três fases para a confecção da nota. A primeira etapa é de responsabilidade da Casa da Moeda. Já a segunda e terceira são etapas que ocorrem a calcografia —  processo de gravura para gravar as imagens em alto relevo.

O lobo-guará foi o animal escolhido para estampar a nota de R$200. A escolha veio após uma votação realizada pelo Banco Central em 2001.

Vale lembrar que, antes de emitir a nota, o modelo deverá ser aprovado pelo BC.

O governo, porém, tem pressa para colocar a nota em circulação, visto que boa parte dos beneficiários do auxílio emergencial estão preferindo receber o dinheiro em espécie.

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Camila Miranda
Nascida na Zona Oeste do Rio, me divido entre jornalismo e marketing digital. Com três anos de experiência em Comunicação, já trabalhei em redação de jornal impresso, webjornalismo e assessoria de imprensa. Hoje, faço gestão de mídias sociais e produção de conteúdo. Amo assuntos sobre as áreas cultural e política. Reclamo do transporte público.

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