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Poupança fica atrativa com redução da Selic

Escrito por: Redação em 27 de abril de 2018

Investir na poupança voltou a ser interessante. Fato motivado pelas sucessivas reduções da taxa básica de juros. Desde outubro de 2016, a Selic já passou por 12 cortes seguidos. Dependendo de quanto tempo o investidor pode deixar o dinheiro aplicado, a caderneta pode ser mais vantajosa que a maioria dos fundos de renda fixa.

A expectativa é de que volte a ser reduzida do atual patamar de 6,5% ao ano para 6,25% ao ano, em maio. No início do atual ciclo de cortes, a Selic passou 14,25% para 14% ao ano.

A rentabilidade da poupança não sofre incidência de Imposto de Renda (IR). Outra boa notícia é que não há cobrança de taxa de administração, como nos fundos de investimento, por exemplo. Desde maio de 2012, há regras diferentes para o cálculo da poupança de acordo com o nível da Selic.

Quando a Selic fica igual ou acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais a Taxa Referencial (TR), tipo de juro variável. Abaixo de 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais variação da TR.

poupança

Poupança tem ganho real

Simulações feitas pelo portal Governo do Brasil indicam que a tendência é que a poupança registre ganho real para o poupador em 2018. Será o terceiro ano consecutivo de rentabilidade. De acordo com esses cálculos, quem decidir por esse tipo de aplicação terá um ganho real de 1,22%.

Esse cenário é possível principalmente pela queda da inflação. Em 2015, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 10,67%, quem tinha dinheiro na poupança amargou perda real de 2,34%.

Depois desse período, a caderneta voltou a ser uma opção de investimento interessante, mesmo frente ao CDB. Isso porque, para que esse investimento alcance o mesmo ganho obtido pela poupança, seria preciso trabalhar com uma taxa de juros de cerca de 85% do CDI.

Saldo positivo

poupança

Pela primeira vez em 2018 os depósitos na poupança superaram os saques. Segundo informações do Banco Central, em março a caderneta ficou com um saldo positivo de R$ 3,9 bilhões.

O relatório revela, ainda, que este é o primeiro resultado positivo para o mês desde 2013. Ano que a captação superou os saques em R$ 5,9 bilhões. Com esse resultado de março, mais a rentabilidade do primeiro trimestre, a poupança acumula um estoque de R$ 731,4 bilhões.

Apesar desses números expressivos, fazer poupança ainda é um hábito de uma parcela reduzida de brasileiros. De acordo com uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), apenas 18% dos brasileiros conseguiram guardar algum valor em janeiro. A instituição explicou que esse número tem se mantido relativamente estável ao longo dos anos.

Poupança x Imposto de Renda

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2018 está quase no fim. Ele termina no dia 30 de abril. A Receita Federal determina que contribuintes que tem mais de R$ 300 mil na poupança precisam declarar o valor.

Está obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual (DAA), o contribuinte que, em 31 de dezembro de 2017, teve a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil. Portanto, o titular de caderneta de poupança com saldo superior a R$ 300.000,00 está obrigado a apresentar a declaração.

De acordo com a Receita, as pessoas que se enquadram neste perfil, mas são consideradas dependentes na declaração de outra pessoa física estão isentas. Ficam dispensadas de apresentar a DAA, as pessoas físicas que, embora se enquadrem em qualquer das hipóteses de obrigatoriedade, conste como dependente em declaração apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos, caso os possua.

Mas como investir na poupança corretamente?

poupançaEntender como investir na poupança é bem simples, mas tem muitas informações importantes que poucas pessoas têm conhecimento.

Sobre assuntos como: investir corretamente na poupança, administrar a conta, melhor dia para depositar dinheiro, como planejar as retiradas e os rendimentos.

Para facilitar o entendimento selecionamos sete dicas práticas de como investir na poupança. Vamos a elas!

1 – Investir na poupança é simples e sem burocracia

Não há limites para aplicações. Não existem taxas administrativas e não tem limites de resgastes. E por outro lado, existem dois fatores que podem trazer tranquilidade ao investidor: os depósitos são remunerados pela TR (Taxa Referência) acumulando juros mensais para PF e trimestrais para PJ e o melhor aplicações até R$250.000 são garantidas pelo FGC (Fundo de Garantidor de Créditos).

2 – Resgates podem ser realizados (quase que) a qualquer momento

Você pode realizar saques na poupança a qualquer momento. Mas fique atento a data de aniversário (quando foi realizado o investimento). Na prática isso significa que se você investiu um valor qualquer no 1º dia útil do mês, o crédito do rendimento será calculado no 1º dia útil dos meses subsequentes e assim por diante.

Saques em datas inferiores ao aniversário da conta não terão os rendimentos calculados. Além da sua rentabilidade poder ser nula se realizados saques neste período.

3 – Serviços gratuitos para correntistas da conta poupança

Assim como as contas bancárias comuns, existem cestas de serviços para quem tem poupança, com a diferença que os serviços são gratuitos e sem cobranças de mensalidades.

Os serviços inclusos dependem do seu banco, mas normalmente são:

– cartão para movimentação;

– 2 saques por mês nos caixas ou terminais de autoatendimento;

– 2 transferências para contas de depósito de mesma titularidade;

– 2 extratos para consultas e extrato anual consolidado.

4 – Planeje as suas finanças para poupar mais

Entendidas as regras e como funciona para investir na poupança, é o momento certo para saber o que você fará para economizar e criar a sua poupança. Trace seus objetivos para reduzir as despesas e contas.

Reserve uma data no mês para realizar as aplicações. A rotina na data de aniversário da poupança facilitará para você saber quando poderá realizar eventuais saques, caso sejam necessários.

5 – Reserve 10% dos seus rendimentos

Especialistas financeiros defendem que reservar 10% dos seus rendimentos para aplicar na poupança é o mínimo recomendado. Lógico que no início você fará aplicações de valores menores e até existirão meses em que outras despesas serão prioridades.

Mas não deixe de seguir a rotina de escolher uma data e aplicar 10% (ou o quanto puder) dos seus rendimentos na poupança.

6 – Proteja-se do inesperado

A ideia de ter uma poupança é que os rendimentos possam ser utilizados para compras planejadas com muita antecedência. Como um carro, casa ou viagens internacionais.

Porém é muito importante que você tenha fundos emergenciais em sua conta corrente para eventuais emergências. Isso porque pode aparecer um conserto de veículo, despesas médicas ou outros itens que podem te impedir de reservar os 10% a serem aplicados na poupança.

7 – Diversifique os seus investimentos

Como mencionamos antes, a poupança é sem dúvida o meio mais seguro e utilizado pelas pessoas quando o assunto é poupar sem riscos. Mas os seus rendimentos são baixos.

Existem outras opções com margens parecidas de risco. Elas podem ser consideradas em complemento com as suas aplicações na poupança, que são os títulos do Tesouro Direto, Fundo DI ou CDB.

O FinanceOne mostra para você aqui outros tipos de investimentos que você deve conhecer!

Redação

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