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    Remédios mais caros? Entenda o porquê do aumento e como economizar

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    Sim, os remédios vão ficar mais caros. Isso vai acontecer por conta do aumento anual de preços nesta categoria de produtos, que é autorizada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

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    O reajuste começa a valer nesta sexta-feira, 1º de abril, e será de até 10,89%. O aumento vale para qualquer tipo de medicamento, desde os controlados até aqueles que não precisam de receita. 

    Mas não é preciso se desesperar. Não necessariamente, todos os remédios já estarão 10,89% mais caros a partir desta sexta nas prateleiras das farmácias. 

    Acontece que esse aumento autorizado refere-se ao preço máximo que os produtos podem alcançar ao longo dos próximos 12 meses. Na prática, a maioria dos comerciantes não aplica o reajuste de forma imediata e total. 

    Ou seja, os remédios podem aumentar até 10,89% ao longo do ano. Nenhum medicamento poderá ultrapassar esse teto de reajuste, nesse período.

    Por que os remédios ficarão mais caros?

    Essa é uma determinação da lei brasileira ( Lei 10.742/2003). Todo ano, geralmente no mês de abril, o setor de medicamentos sofre um reajuste nos preços. 

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    O percentual do aumento é autorizado pela CMED, órgão vinculado à Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 

    No ano passado, o aumento aprovado foi um pouco menor, de até 10,08%, ante uma inflação de 4,52% no ano anterior. 

    O cálculo do reajuste acontece por meio de uma fórmula que leva em conta: 

    • a variação da inflação, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chamada de fator, chamada de fator Y; 
    • ganhos de produtividade das fabricantes de medicamentos, chamada de fator X;
    • variação dos custos dos insumos e características de mercado, fator Z.

    O reajuste deste ano está próximo da inflação registrada no ano passado, de 10,06%.

    Esta é uma forma do governo controlar o reajuste de preços de medicamentos periodicamente. Ele estabelece o aumento máximo que esses produtos podem atingir no mercado brasileiro.

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    + Despesas médicas: saiba como declarar no Imposto de Renda

    várias cartelas de remédios
    Remédios poderão ficar mais caros a partir de abril

    Como economizar na hora de comprar medicamentos?

    Com os remédios ficando mais caros, é importante pensar em alternativas e estratégias para economizar. Confira algumas:

    Pesquise preços

    Alguns medicamentos podem apresentar variações de preço surpreendentes entre as farmácias, Inclusive entre farmácias da mesma rede, dependendo da região. 

    Por isso, o consumidor pode economizar bastante fazendo uma pesquisa antes de comprar. O atendimento telefônico ou até mesmo aplicativos de entrega, como Ifood, podem ser boas ferramentas para otimizar esse processo. 

    Mas no caso dos apps, fique atento: em geral, os produtos ficam mais caros nessas plataformas. Então comprar um medicamento nelas pode ser mais vantajoso se houver um bom cupom de desconto disponível.

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    Verifique descontos

    Planos de saúde, programas de fidelidade e até mesmo cartões de crédito podem ter benefícios que te permitam economizar no remédio. Nos dois primeiros casos, verifique se a sua farmácia não tem convênio que dê algum desconto

    No caso de cartões de crédito, mesmo que não haja um benefício específico para desconto em medicamentos, vale verificar se o estabelecimento não está incluído em um programa de cashback do cartão, por exemplo. 

    Escolha medicamentos genéricos

    Muitas pessoas ainda têm medo de comprar genéricos. Mas, na verdade, eles são apenas versões mais acessíveis da mesma fórmula.

    Na dúvida, converse com seu médico. Se preferir, peça que ele faça a prescrição do medicamento pelo princípio ativo e não pelo nome comercial. Assim, ficará mais fácil de encontrar o genérico mais barato. 

    O Programa Farmácia Popular tem parcerias com farmácias particulares e drogarias comerciais, permitindo o acesso gratuito a alguns medicamentos. Entre eles, os remédios para tratamento de hipertensão (pressão alta), diabetes e asma. 

    Além disso, medicamentos para rinite, dislipidemia (colesterol alto), doença de Parkinson, osteoporose e glaucoma são disponibilizados com até 90% de desconto. O mesmo vale para anticoncepcionais e fraldas geriátricas.

    Para acessar um remédio de graça, basta verificar a lista das farmácias credenciadas no programa. Vá até uma delas na sua cidade e apresente a receita junto com um documento de identidade original com foto.

    Gostou das dicas? O que acha dos remédios ficando mais caros, vai impactar muito no seu orçamento? Conte nos comentários e leia também: Reembolso em planos de saúde: veja como funciona e como pedir!

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    Tamires Silva
    Tamires Silva
    Jornalista e Redatora do FinanceOne, onde suas finanças começam.

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    O reajuste começa a valer nesta sexta-feira, 1º de abril, e será de até 10,89%. O aumento vale para qualquer tipo de medicamento, desde os controlados até aqueles que não precisam de receita. 

    Mas não é preciso se desesperar. Não necessariamente, todos os remédios já estarão 10,89% mais caros a partir desta sexta nas prateleiras das farmácias. 

    Acontece que esse aumento autorizado refere-se ao preço máximo que os produtos podem alcançar ao longo dos próximos 12 meses. Na prática, a maioria dos comerciantes não aplica o reajuste de forma imediata e total. 

    Ou seja, os remédios podem aumentar até 10,89% ao longo do ano. Nenhum medicamento poderá ultrapassar esse teto de reajuste, nesse período.

    Por que os remédios ficarão mais caros?

    Essa é uma determinação da lei brasileira ( Lei 10.742/2003). Todo ano, geralmente no mês de abril, o setor de medicamentos sofre um reajuste nos preços. 

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    No ano passado, o aumento aprovado foi um pouco menor, de até 10,08%, ante uma inflação de 4,52% no ano anterior. 

    O cálculo do reajuste acontece por meio de uma fórmula que leva em conta: 

    • a variação da inflação, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chamada de fator, chamada de fator Y; 
    • ganhos de produtividade das fabricantes de medicamentos, chamada de fator X;
    • variação dos custos dos insumos e características de mercado, fator Z.

    O reajuste deste ano está próximo da inflação registrada no ano passado, de 10,06%.

    Esta é uma forma do governo controlar o reajuste de preços de medicamentos periodicamente. Ele estabelece o aumento máximo que esses produtos podem atingir no mercado brasileiro.

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    várias cartelas de remédios
    Remédios poderão ficar mais caros a partir de abril

    Como economizar na hora de comprar medicamentos?

    Com os remédios ficando mais caros, é importante pensar em alternativas e estratégias para economizar. Confira algumas:

    Pesquise preços

    Alguns medicamentos podem apresentar variações de preço surpreendentes entre as farmácias, Inclusive entre farmácias da mesma rede, dependendo da região. 

    Por isso, o consumidor pode economizar bastante fazendo uma pesquisa antes de comprar. O atendimento telefônico ou até mesmo aplicativos de entrega, como Ifood, podem ser boas ferramentas para otimizar esse processo. 

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    Escolha medicamentos genéricos

    Muitas pessoas ainda têm medo de comprar genéricos. Mas, na verdade, eles são apenas versões mais acessíveis da mesma fórmula.

    Na dúvida, converse com seu médico. Se preferir, peça que ele faça a prescrição do medicamento pelo princípio ativo e não pelo nome comercial. Assim, ficará mais fácil de encontrar o genérico mais barato. 

    O Programa Farmácia Popular tem parcerias com farmácias particulares e drogarias comerciais, permitindo o acesso gratuito a alguns medicamentos. Entre eles, os remédios para tratamento de hipertensão (pressão alta), diabetes e asma. 

    Além disso, medicamentos para rinite, dislipidemia (colesterol alto), doença de Parkinson, osteoporose e glaucoma são disponibilizados com até 90% de desconto. O mesmo vale para anticoncepcionais e fraldas geriátricas.

    Para acessar um remédio de graça, basta verificar a lista das farmácias credenciadas no programa. Vá até uma delas na sua cidade e apresente a receita junto com um documento de identidade original com foto.

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