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Brasil registra mais empresas fechadas do que abertas

Escrito por: Rafael Massadar em 24 de outubro de 2019

Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil registrou mais empresas fechadas do que abertas. Foram 316.680 empreendimentos que encerraram suas atividades nesse período.

Só em 2017, por exemplo, foram 22.932 empresas fechadas. Os dados são da Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

empresas fechadas
O setor de construção teve a maior taxa fechamento de empresas (20,8%), segundo o IBGE

O levantamento mostra que a taxa de sobrevivência das empresas ativas no Brasil foi de 84,8% em 2017. O que representa 3,8 milhões de empresas.

Já a taxa de entrada ficou em 15,2% e a de saída, 15,7%. Com isso, o saldo de empresas foi negativo (menos 22,9 mil).

O Sul (86,6%) e o Sudeste (85,0%) registraram as maiores taxas de sobrevivência.

Enquanto as maiores taxas de entrada e saída foram observadas nas seguintes regiões:

– Norte – (19,0% e 18,8%)
– Centro-Oeste – (17,2% e 16,4%)
– Nordeste – (16,9% e 16,9%).

Em todo o país, o setor de eletricidade e gás teve a maior taxa de entrada (23,3%). Enquanto a construção amargou a taxa de saída (20,8%) mais elevada.

Empresas fechadas resultaram em desemprego

O alto índice de empresas fechadas afetou também o total de pessoas empregadas com carteira assinada.

De acordo com o IBGE, em quatro anos, mais de 3,3 milhões de trabalhadores assalariados foram demitidos no setor formal.

Contudo, no ano de 2017, foram quase 135 mil postos de trabalho perdidos.

Vale destacar que o Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava 4,5 milhões de empresas ativas, em 2017.

Elas possuíam 6,5 milhões de sócios ou proprietários, que empregavam 31,9 milhões de assalariados. Do total de pessoas ocupadas (38,4 milhões):

– 95,6% – estavam nas empresas sobreviventes
4,4% – nas entrantes
– 3,6% – nas que saíram do mercado

Em quatro anos, o percentual de pessoal ocupado assalariado masculino foi maior nas empresas sobreviventes (60,9%). Já nas estreantes (57,6%).

Por outro lado, a participação do pessoal assalariado sem nível superior foi de 85,7% nas sobreviventes. E 91,3% nas que entraram no mercado e 92,4% nas que saíram.

Empresas com 10 ou mais funcionários sobreviveram

Em 2017, entre as empresas que entraram no mercado, 73,9% não tinham pessoal ocupado assalariado. No entanto, apenas sócios e proprietários.

E 23,9% possuíam de uma a nove pessoas assalariadas.

Em relação às saídas, 82,8% não tinham pessoal ocupado assalariado. E 16,2% registravam de uma a nove pessoas assalariadas.

Entre as empresas sem pessoal assalariado, 75,7% sobreviveram.

Em contrapartida, naquelas com uma a nove pessoas ocupadas assalariadas, esta taxa alcançou 91,7%.

Chegando até mesmo a atingir 96,6% nas empresas com dez ou mais pessoas ocupadas.

Número de empreendedores é o menor da série histórica

Das empresas ativas em 2017, 20.306 eram consideradas de alto crescimento ou empreendedoras.

Essa classificação ocorre porque elas registraram aumento no volume de empregados em, pelo menos, 20% ao ano, em média, por um período de três anos consecutivos.

Além disso, tinham dez ou mais pessoas assalariadas no ano inicial de observação.

Esse foi o menor número da série iniciada em 2008 (30.954). O maior ocorreu em 2012 (35.206).

Essas empresas representavam 0,5% das empresas ativas, 0,8% das empresas com pessoas ocupadas assalariadas e 4,5% das empresas com dez ou mais pessoas assalariadas.

Elas foram responsáveis pela absorção de 7,9% dos assalariados (2,5 milhões) e pelo pagamento de 6,9% dos salários e outras remunerações.

Entretanto, nos anos 2016 e 2017, houve redução do número de empresas de alto crescimento.

Tanto em termos absolutos (692 empresas) como relativos (3,3%), com a queda abrangendo oito das 11 seções analisadas.

Menos da metade das empresas abertas sobreviveram

As empresas que nasceram em 2008 tiveram as maiores taxas de sobrevivência num período de cinco anos.

Do total de empresas que nasceram em 2008 (558,6 mil), 81,5% sobreviveram até 2009.

Entretanto, 70,8% sobreviveram após dois anos, 61,0% após três anos e 47,8% após cinco anos.

Contudo, as menores taxas de sobrevivência foram observadas entre as empresas que nasceram em 2013:

– 71,9% – sobreviveram após 1 ano
– 61,0% – após 2 anos
– 51,5% – após 3 anos
– 42,6% – após cinco anos.

Maioria das novas empresas tem apenas o dono

A movimentação das empresas de menor porte foi predominante em 2017. Tanto em relação às entradas quanto em relação às saídas.

Segundo o estudo do IBGE, 73,9% das companhias que entraram no mercado não tinham empregados. Elas só possuíam apenas sócios e proprietários, e 23,9% possuíam de um a nove funcionários.

Da mesma forma, com relação às saídas, 82,8% não tinham empregados, e 16,2% registravam de um a nove funcionários.

Ou seja, 97,8% das empresas que entraram no mercado e 99% das que saíram, em 2017, possuíam até nove empregados.

Controle e planejamento: segredo para se manter no mercado

De maneira geral, o controle financeiro sempre será um dos pilares de qualquer empresa. Em tempos de crise, isso se torna ainda mais importante.

No entanto, muitos acreditam que apenas usar uma planilha já é suficiente para fazer um bom controle financeiro.

Acompanhar o que está acontecendo com os rumos da economia é importante e ajuda o empreendedor a antecipar o que planejar.

Lembre-se de reduzir os custos desnecessários. Além disso, busque novas saídas através da inovação.

Muitas vezes, a crise serve para que você reinvente seu negócio, o que dificilmente fazemos em épocas de bonança.

Estude a possibilidade de desenvolver novos produtos para mercados ainda não explorados, por exemplo.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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