Crowdfunding: o que é e como funciona? | FinanceOne

Crowdfunding: o que é e como funciona?

Escrito por: Rafael Massadar em 20 de julho de 2020

Crowdfunding é a junção das palavras crowd (plateia) e funding (financiamento). É um método destinado a levantar dinheiro para projetos e novas empresas com a ajuda de amigos, familiares e potenciais consumidores.

Por meio de plataformas específicas, é possível inscrever uma proposta e divulgá-la a fim de arrecadar contribuições. Essa metodologia foi criada pensando em projetos inovadores.

Contudo, também pode ser utilizada para iniciativas sociais, artísticas e ambientais. Com o intuito de financiar um projeto de forma tradicional, você precisaria contar com o próprio dinheiro, empréstimos de bancos ou investidores, como os chamados investidores-anjo.

crowdfunding
A ideia do crowdfunding é muito parecida com a do conceito de vaquinha

Essas opções, no entanto, nem sempre estão disponíveis. Bancos e investidores costumam avaliar riscos de forma profunda. Startups, por exemplo, trazem propostas totalmente novas para o mercado, tornando essa avaliação algo muito complexo.

Claro, é sempre possível conquistar esse tipo de financiamento. Todavia, isso depende de uma série de itens: criação de protótipos, plano de negócio sólido, pitch bem estruturado e pesquisa de mercado, por exemplo.

O que o crowdfunding faz é cortar esse intermediário, solicitando fundos diretamente do consumidor.

Veja quais são os tipos de crowdfunding

Cada plataforma tem as próprias regras, porém a forma mais comum de propor um projeto é criar uma defesa.

Muitas vezes é feita em formato de vídeo, de um texto de apresentação, com valor predefinido, data limite de arrecadação e recompensas para cada quantia oferecida.

Uma vez que a campanha é aceita, é preciso divulgá-la em todos os meios possíveis. Mas essa não é a única maneira de captação de recursos em crowdfunding. Conheça outros dois tipos:

1 – Doações:

É um modo de contribuição que não oferece nenhum tipo de retorno para quem investe. Projetos de ONGs, por exemplo, costumam se incluir aqui. Um exemplo no Brasil é a Vakinha Online.

2 – Equity:

Quem oferece dinheiro recebe em troca shares da companhia caso o projeto tenha sucesso financeiro. Existe, portanto, um retorno financeiro sobre o investimento, porém com riscos. No Brasil, temos o StartMeUp.

O formato de crowdfunding mais difundido é o de recompensas, além de ser uma proposta inovadora e “no meio do caminho” entre as que citamos acima.

As plataformas mais utilizadas no Brasil

1 – Benfeitoria
2 – Kickante
3 – Indiegogo (estrangeira)
4 – Catarse

No ar há mais tempo, os sites Queremos e Vakinha indicam que o crowdfunding tem potencial para dar certo no Brasil.

O primeiro permitiu que os fãs dos artistas Mike Snow e Belle & Sebastian unissem forças para trazer seus ídolos ao Brasil. Aqueles que fizeram doações através do Queremos tiveram o dinheiro revertido em ingressos uma vez que as apresentações foram viabilizadas.

Já o Vakinha permite que qualquer internauta cadastre seu objeto de desejo no site e peça doações aos amigos para poder comprá-lo. No ar desde 2009, a plataforma possibilita que “vaquinhas” sejam cadastradas e que diversos projetos sejam viabilizados.

Desde festas de casamento e churrascos até pedidos de ajuda para animais e crianças doentes, passando por operações de implante de silicone e tatuagens.

O que é crowdfunding de investimentos?

O crowdfunding de investimentos é uma modalidade em que investidores aplicam recursos em startups ou empreendimentos imobiliários.

A oferta é feita por meio de plataformas eletrônicas que selecionam as empresas aptas à captação e fazem a conexão entre esses investidores e as companhias. Em termos práticos, é o “Uber” das aplicações financeiras.

Desde o final de 2017, o crowdfunding de investimentos é regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), através da instrução 588, e fica sujeito a certas regras.

As principais normas referem-se ao limite de captação de recursos em cada oferta, que não pode exceder os R$5 milhões, e ao limite de receita bruta anual das empresas financiadas, de até R$10 milhões.

Também há um teto de quanto cada tipo de investidor pode aplicar. Saiba mais sobre o crowdfunding Imobiliário: a nova forma de investir em imóveis.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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