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O que muda na economia brasileira com a posse de Biden?

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Com Joe Biden no comando dos Estados Unidos, o Brasil terá de lidar com obstáculos na relação comercial com norte-americanos. Principalmente, por causa do aumento da pressão com a condução da política ambiental brasileira.

Hoje, os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. O que deve ser base para a manutenção desta harmonia, afinal, é interessante para as duas pontas.

Entretanto, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro via em Donald Trump um aliado na defesa de pautas conservadoras e se alinhava a ele em temas como o questionamento do aquecimento global e a defesa da família. Agora, vai encontrar em Biden uma posição bastante diferente.

Impactos na economia brasileira após a vitória de Joe Biden

Com Joe Biden no comando dos Estados Unidos, o Brasil terá de lidar com obstáculos na relação comercial com norte-americanos. Veja quais são:

1 – Conflitos diplomáticos

Biden tem uma postura muito clara sobre questões ambientais e não vê com bons olhos a situação da Amazônia e do Pantanal brasileiro. Em seu primeiro discurso, falou sobre a união com outros países para levantar fundos para preservação dessas áreas.

Se o governo brasileiro continuar agindo com despreocupação com relação a essas questões, terá dificuldades para estreitar laços com o novo presidente.

Além disso, Biden e Bolsonaro têm linhas ideológicas bem diferentes. O primeiro é de esquerda e defende direitos humanos, por exemplo. Isso pode afetar outras políticas e acordos.

2 – Oportunidades de exportação

Durante a campanha eleitoral, Donald Trump, prometeu que agiria para proteger a economia dos Estados Unidos. Para isso, aumentaria as tarifas dos produtos importados para privilegiar a produção interna.

Essa política afetaria diretamente o Brasil, reduzindo a entrada de produtos produzidos aqui. O que poderia prejudicar o desempenho econômico e gerar mais desemprego.

Biden, no entanto, defendeu as relações internacionais e deve investir em políticas para melhorar o relacionamento dos Estados Unidos com outros países.

3 – Crescimento tecnológico limitado

Biden deve tentar interferir na participação da China no leilão do 5G no Brasil. O objetivo do presidente dos Estados Unidos seria limitar o crescimento tecnológico chinês. No entanto, isso também poderia afetar o desenvolvimento no Brasil.

Afinal, a China é referência em desenvolvimento tecnológico e poderia contribuir com a criação de uma rede mais inteligente e eficiente no Brasil. Isso impactaria outras áreas econômicas do país.

Biden
Apesar das diferença de Biden e Bolsonaro, ambos terão que administrar um boa parceria

4 – Valorização da moeda brasileira

Com a vitória dos democratas também na Câmara e no Senado, especialistas avaliam que pode ocorrer uma queda do dólar. O novo governo vai gastar mais aumentando os impostos e o partido de Biden tem um histórico de gastar mais.

Assim, o dólar deve recuar após a eleição, favorecendo outras moedas, como o real.

Relação Brasil e EUA

A relação entre Brasil e Estados Unidos não é recente. O governo norte-americano foi o primeiro a fazer o reconhecimento da independência brasileira, em 1824.

Os Estados Unidos já foram o principal parceiro comercial do Brasil por muitos anos. Hoje, o país é o segundo maior depois da China, que atualmente compra mais de 30% das exportações brasileiras, enquanto os norte-americanos, 10%.

Nas trocas comerciais em 2019, o Brasil importou US$ 30 bilhões dos Estados Unidos, segundo o Ministério da Economia. Já as exportações naquele ano totalizaram US$ 29,7 bilhões.

Recentemente, em outubro de 2020, os dois países assinaram o Acordo de Comércio e Cooperação Econômica, com o objetivo de aumentar o comércio bilateral e favorecer o fluxo de investimentos.

A cotação do dólar influencia diretamente no preço de diversos produtos no Brasil. Você sabe o motivo para isso? Entenda como o dólar afeta o bolso do consumidor brasileiro.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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