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    Saiba como o dólar afeta o bolso do consumidor brasileiro

    4.7
    (3)

    O valor do dólar tem impacto direto na vida de todo e qualquer consumidor brasileiro. Isso acontece porque parte relevante dos produtos que consumimos é importada ou tem alguma relação com produtos importados.

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    Dólar alto é bom ou ruim? Não existe uma resposta concreta para essa pergunta.

    A moeda norte-americana com um valor mais alto é potencialmente boa para quem exporta mercadorias daqui para o mercado internacional. Com o real mais fraco, os produtos nacionais se tornam mais competitivos.

    Contudo, a moeda enfraquecida e o real valorizado dá mais poder de compra para quem precisa importar. Principalmente para setores da indústria que dependem de insumos comprados no exterior para poder produzir.

    Em que o dólar alto interfere no dia a dia do brasileiro?

    Muitas das nossas commodities mais exportadas, como a soja, o petróleo cru e a cana, são negociadas globalmente em dólar. Aliado a isso, alguns produtores preferem cada vez mais exportar a vender no mercado interno.

    Resultado: o aumento do preço de diversos produtos. Alimentos derivados do trigo são exemplos disso (macarrão, cereais, biscoitos, o pãozinho nosso de cada dia e até alguns tipos de cerveja).

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    Outro reflexo é no preço da gasolina e o diesel. Mas esse aumento não para por aí. Quando os combustíveis sobem de preço, encarecem o transporte.

    Como reflexo, outros setores econômicos que precisam do transporte para entregar a mercadoria acabam tendo que repassar esse gasto maior com combustível ao comprador. Que, consequentemente, repassa ao cliente final.

    Há outros casos nos quais essa relação é ainda mais direta. É o caso de produtos eletrônicos. Esses itens são produzidos no exterior e o produto final é importado pelo Brasil.

    Quem também sobre com a alta do dólar é o setor de Turismo. Isso porque o preço das passagens em reais e o poder de compra do brasileiro no exterior diminuem.

    Ou seja, as viagens internacionais caem. Por outro lado, tende a aquecer o turismo interno e torna o país um destino mais atraente para estrangeiros em férias.

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    Alta do dólar ajuda exportações, diz especialista

    A alta do dólar acumula valorização de 35% em 12 meses até agosto, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Com isso, subiram os custos de importação de alimentos que o país não produz o suficiente para atender o mercado interno, como trigo e arroz.

    Por outro lado, o câmbio ajudou as exportações, pois o país está vendendo como nunca para a China.

    “O problema é que isso está desabastecendo o mercado interno e, por isso, os preços dos alimentos estão subindo”, explica o economista André Braz, da FGV.

    Ainda de acordo com Braz, a inflação está voltando, pressionada pelos preços dos alimentos em domicílio e fora dele.

    Brasil tem cenário adverso na pandemia

    O dólar se valorizou desde o pico do impacto do novo coronavírus no Brasil. Ao contrário do que vem ocorrendo em relação a moedas de outros países emergentes.

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    A desvalorização do dólar em todo o mundo é consequência da estratégia do Federal Reserve.

    O Banco Central americano injetou trilhões de dólares por meio de benefícios a pessoas e empresas para estimular a economia do seu país.

    Preço dos alimentos dispara com a alta do dólar

    Essa estratégia aumenta a oferta da moeda e causa a diminuição no seu valor. Entretanto, no Brasil, isso não aconteceu.

    Especialistas dizem que o motivo é o risco de calote do Brasil frente à complicada situação fiscal à que chegou o país na crise sanitária da Covid-19.

    O mercado financeiro manteve as previsões para o dólar em R$ 5,25 ao fim deste ano. Enquanto para 2021, a cotação está mantida em R$ 5 pela nona vez.

    Já para 2022, o mercado manteve a previsão de alta do dólar a R$ 4,90.

    Por fim, em 2023, a projeção para o câmbio foi revisada para cima, de R$ 4,85 para R$ 4,90, ainda conforme o relatório Focus do Banco Central.

    Você tem dúvidas sobre termos do mercado cambial? Então conheça os conceitos básicos desse mercado e compartilhe com seus amigos.

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    Rafael Massadar
    Rafael Massadar
    Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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    A moeda norte-americana com um valor mais alto é potencialmente boa para quem exporta mercadorias daqui para o mercado internacional. Com o real mais fraco, os produtos nacionais se tornam mais competitivos.

    Contudo, a moeda enfraquecida e o real valorizado dá mais poder de compra para quem precisa importar. Principalmente para setores da indústria que dependem de insumos comprados no exterior para poder produzir.

    Em que o dólar alto interfere no dia a dia do brasileiro?

    Muitas das nossas commodities mais exportadas, como a soja, o petróleo cru e a cana, são negociadas globalmente em dólar. Aliado a isso, alguns produtores preferem cada vez mais exportar a vender no mercado interno.

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    Há outros casos nos quais essa relação é ainda mais direta. É o caso de produtos eletrônicos. Esses itens são produzidos no exterior e o produto final é importado pelo Brasil.

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    Por outro lado, o câmbio ajudou as exportações, pois o país está vendendo como nunca para a China.

    “O problema é que isso está desabastecendo o mercado interno e, por isso, os preços dos alimentos estão subindo”, explica o economista André Braz, da FGV.

    Ainda de acordo com Braz, a inflação está voltando, pressionada pelos preços dos alimentos em domicílio e fora dele.

    Brasil tem cenário adverso na pandemia

    O dólar se valorizou desde o pico do impacto do novo coronavírus no Brasil. Ao contrário do que vem ocorrendo em relação a moedas de outros países emergentes.

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    O Banco Central americano injetou trilhões de dólares por meio de benefícios a pessoas e empresas para estimular a economia do seu país.

    Preço dos alimentos dispara com a alta do dólar

    Essa estratégia aumenta a oferta da moeda e causa a diminuição no seu valor. Entretanto, no Brasil, isso não aconteceu.

    Especialistas dizem que o motivo é o risco de calote do Brasil frente à complicada situação fiscal à que chegou o país na crise sanitária da Covid-19.

    O mercado financeiro manteve as previsões para o dólar em R$ 5,25 ao fim deste ano. Enquanto para 2021, a cotação está mantida em R$ 5 pela nona vez.

    Já para 2022, o mercado manteve a previsão de alta do dólar a R$ 4,90.

    Por fim, em 2023, a projeção para o câmbio foi revisada para cima, de R$ 4,85 para R$ 4,90, ainda conforme o relatório Focus do Banco Central.

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