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Economia britânica pode entrar em recessão

Escrito por: Rafael Massadar em 11 de setembro de 2019

Tudo indica que a economia britânica também caminha para uma recessão. É o que aponta o índice de gerentes de compras (PMI) para o setor de serviços da consultoria IHS Markit/CIPS.

O índice caiu para 50,6, de 51,4 em julho. Portanto, pouco acima da barreira dos 50, que separa crescimento e contração.

O país se junta a uma lista de países que lutam para fugir da crise. Como a Argentina que pediu moratória no mês de agosto.

crescimento previdencia privada

Tudo acontece à medida que a confiança empresarial diminui na esteira da crise do Brexit. Afinal, o país governado por Boris Johnson discute se deixa ou não a União Europeia (UE) em 31 de outubro. Ou se faz outra votação sobre o tema.

No entanto, independentemente de conseguir um acordo de transição para evitar problemas comerciais ou novo pleito, a perspectiva para o restante de 2019 é incerta.

O Brexit vem complicando a economia de outros países, como a da Alemanha. O crescimento alemão contraiu no segundo trimestre, com queda motivada por uma queda nas exportações, consequência da guerra comercial e desaceleração no crescimento da China. E claro, por causa saída do Reino Unido da União Europeia.

Resultados ruins da economia britânica

Dados divulgados recentemente mostram que o Produto Interno Bruto do Reino Unido (PIB) caiu 0,2% nos três meses até junho sobre o trimestre anterior.

Na comparação anual, o crescimento desacelerou a 1,2%, de 1,8% no primeiro trimestre. É o que informa a Agência para Estatísticas Nacionais.

Essa é a leitura mais fraca realizada pela Agência desde o início de 2018.

Contudo, a inflação anual britânica também acelerou. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 2,1% em julho ante igual mês do ano passado.

Ou seja, um ganho anual de 2% observado em junho. Dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS).

Com a aceleração, o CPI britânico voltou a superar a meta de inflação de 2% do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

Já o índice de preços ao produtor (PPI), “output”, teve aumento de 0,3% em julho ante junho e apresentou expansão anual de 1,8%. Esse índice mede os preços na porta das fábricas.

Libra em queda

A libra esterlina continua em queda e bastante acentuada. Um duro golpe para a economia britânica.

A moeda registou uma desvalorização acentuada para 1,2187 dólares. Resultado da suspensão do Parlamento pelo Governo britânico.

A medida de Boris Jhonson tinha como objetivo impedir os deputados de travarem um Brexit sem acordo.

A desvalorização tinha tudo para ajudar o turismo no Reino Unido. No entanto, de acordo com o ranking de turismo do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), os números pioraram.

Segundo o ranking, Reino Unido caiu de quinto para sexto país mais competitivo em viagens este ano. Entre os 10 principais países, foi o único país a cair no ranking, ultrapassado pelos EUA.

A queda deveu-se também a uma diminuição na pontuação britânica por seu ambiente de negócios e em termos de abertura internacional. Portanto, o Reino Unido agora ocupa a 23ª posição global.

Consequências para o Brasil

Os problemas da economia britânica causam reflexos em todo o mundo. Portanto, o Brasil não escapará dos problemas.

Afinal, em 2018, o Brasil exportou US$ 2,98 bilhões para o Reino Unido. Ele é o 17° país no ranking de destino de nossas exportações.

Além disso, importamos US$ 2,27 bilhões (20° país no ranking de exportações).

Os produtos mais exportados foram:

  • ouro – 26%;
  • silício – 5,5%;
  • soja – 5,2%.

Ou seja, com o Brexit, o Brasil deve ter um eventual aumento de custo e da burocracia em negócios com Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. A ampliação de gastos com logísticos e alfandegários é um deles.

Esse fator se junta a uma carga tributária maior, entraves relacionados às exportações via Europa. Consequência de exigências de novos certificados e imposição de barreiras tarifárias e não tarifárias.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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