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Biden vence Eleições dos EUA: o que esperar da relação com o Brasil?

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Após muita polêmica, nas urnas, o candidato democrata Joe Biden venceu as Eleições do EUA ao conquistar o Colégio Eleitoral. Assim, ele se torna o 46º presidente americano.

Formado em Direito, Joe Biden, em 1972, ele se elegeu senador pelo estado de Delaware, se tornando um dos mais jovens da história do país a ocupar tal posto.

Depois de três décadas no Capitólio, durante oito anos foi o vice-presidente de Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Biden, no entanto, deverá ter ainda alguns embates com o candidato derrotado, Donald Trump, que afirmou que vai contestar o resultado do pleito das Eleições dos EUA na Suprema Corte. Segundo Trump, a contagem dos votos foram marcadas por “fraude” mesmo sem apresentar provas.

Ou seja, o caminho é longo e falta base legal para Trump. Aliado a isso, ele pode alongar instabilidade no país.

Portanto, vamos analisar o atual cenário: a vitória de Joe Biden.

Vitória de Joe Biden na Eleições dos EUA: o que muda na relação com o Brasil?

Muito se especula, com a vitória de Joe Biden nas eleições dos EUA, sobre as relações comerciais com o Brasil. No entanto, para o professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas, Oliver Stuenkel, pouco deve mudar na área econômica.

“Mesmo com vitória de Biden, EUA não teriam interesse em romper com Brasil”, diz Oliver Stuenkel.

Afinal, os EUA são o destino de 9,7% do total de exportações do Brasil e são também a 2ª principal origem de importações brasileiras, representando 16% das compras totais feitas pelo país.

Politicamente, Stuenkel acredita que a vitória de Biden deixaria o Brasil isolado no Ocidente. “O presidente Bolsonaro apostou todas as suas fichas na aproximação com Trump, seria um dos países mais afetados pela vitória de Biden”, ressalta o professor da FGV.

Oliver Stuenkel pondera que a parceria entre Bolsonaro e Trump pode não ter gerado frutos tangíveis para o Brasil, mas, ainda assim, o capitão perderia o líder que norteou a atuação externa do Brasil de Bolsonaro.

Em relação a preocupação internacional com o ambiente, Stuenkel diz que Biden poderia levar os EUA a adotarem uma postura em relação ao Brasil mais parecida com a da Europa. Ou seja, onde há um movimento para que o acordo comercial (com o Mercosul) seja condicionado à não destruição da Amazônia.

“É um reflexo da crescente preocupação com o meio ambiente na política ocidental”, afirma Stuenkel.

Comércio entre os países deve mudar de rumos

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, ressalta que os democratas têm tradição mais protecionista que os republicanos.

“Mas com Biden é mais fácil conversar. Teoricamente, tem previsibilidade, enquanto ações do Trump são tomadas de supetão”, destaca José Augusto de Castro.

Eleições dos EUA
Especialistas apostam que Joe Biden manterá o Brasil como parceiro dos EUA (Foto: Divulgação)

Castro revela, porém, não esperar mudanças drásticas nas relações comerciais no curto prazo, já que o mercado se move neste momento ao sabor da pandemia do novo coronavírus.

Contudo, para Matias Spektor, professor de relações internacionais da FGV, com a vitória de Biden nas eleições dos EUA, para o Brasil “seria mais difícil do que já é fazer negócios com os Estados Unidos”, seu segundo parceiro comercial.

“Biden representaria uma coalizão político-ideológica que reduz a margem de manobra de Bolsonaro, sobretudo pelo tema ambiental, mas também pela questão dos direitos humanos. Embora tenha interesse em não confrontar o Brasil, para Biden será difícil sujeitar sua própria base, sobretudo em um cenário hipotético no qual os democratas voltem a tomar o controle do Congresso”, explicou.

Mas, para Spektor, isso não significa que as relações entrem em uma espiral de deterioração. Afinal, aos EUA interessa manter o Brasil como aliado no combate à ascensão incontrolável da China, o primeiro parceiro comercial do Brasil.

É aí que, segundo o professor da FGV, entra a questão vital da 5G (internet móvel de altíssima velocidade), uma tecnologia que o Brasil deve licitar no primeiro semestre de 2021. “O único país sul-americano onde os Estados Unidos têm uma “oportunidade real” de frear uma guinada pró-China é o Brasil”, destaca Spektor.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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