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Empreendedorismo feminino: o que é e quais os desafios

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Falar sobre empreendedorismo faz com que muitas pessoas pensem em empresas grandes ou projetos inovadores. No entanto, empreender vai além disso: é a identificação de uma oportunidade para transformá-la em negócio.

O empreendedorismo feminino surgiu dessa vertente e, atualmente, desperta atenção para a liderança das mulheres.

De fato, empreender é algo desafiador, em especial no começo da jornada. Isso porque quem está começando acumula diferentes funções no negócio.

E quando se trata de mulheres, a tendência é que o trajeto seja duplo, uma vez que muitas conciliam as funções domésticas. Além disso, não recebem o mesmo estímulo que os homens na hora de montar o próprio negócio.

Contudo, muitas pessoas acreditam que o empreendedorismo feminino já está amplamente concreto no Brasil, mas a verdade é que ainda existem muitos desafios que as mulheres precisam vencer.

Segundo uma pesquisa realizada pela GEM, que estuda o empreendedorismo no Brasil e no mundo, as mulheres empreendedoras correspondem um total de 52 milhões em 2018.

Apesar disso, o estudo também mostra que o número de homens, que corresponde a 41,7%, foi maior em 2018 quando falamos de empreendedores estabelecidos, enquanto o de mulheres foi de 34,4%.

Pensando no atual cenário, vamos abordar neste texto o que é o empreendedorismo feminino e quais são os desafios que as mulheres enfrentam para empreender no Brasil. Continue a leitura para saber mais!

O que é o empreendedorismo feminino e qual sua importância?

Você já parou para pensar que há menos de 90 anos as mulheres não tinham direito a votar e tampouco estudar no Brasil? E há pouco tempo, as mulheres casadas precisavam da autorização do marido para trabalhar?

Todo esse cenário pode parecer, atualmente, uma realidade distante. Mas mesmo assim, boa parte das mulheres ainda recebe menos do que os homens, mesmo que ocupe a mesma função. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo IBGE.

Por isso, o empreendedorismo feminino é uma importante ferramenta para a transformação social, sendo capaz de mudar não somente a vida da mulher, mas também de quem está ao redor dela.

Ou seja, o empreendedorismo feminino ajuda muitas mulheres a encontrarem uma forma de ocuparem espaços de liderança na sociedade, reestruturando e apropriando-se de uma função que, antes, era dominada exclusivamente por homens: o protagonismo na renda, sobretudo a domiciliar.

Além disso, a outra vantagem de estimular o empreendedorismo feminino e sua importância é diminuição da desigualdade de gênero, fator que ainda prevalece no mercado de trabalho.

Mulheres na Tecnologia: como elas estão promovendo a inovação
Empreendedorismo feminino: mulheres enfrentam diversos desafios na hora de empreender. Veja quais são!

Mas quais são os desafios enfrentados pelas mulheres na hora de empreender? Veja a seguir.

Quais os desafios do empreendedorismo feminino no Brasil?

Iniciar um negócio, passar por todas as etapas, que envolvem desde o planejamento até o desenvolvimento e ainda se manter no mercado de forma competitiva não é uma tarefa fácil.

Para as mulheres, no entanto, os desafios podem ser ainda maiores, como já mencionamos. Entre os principais desafios que o empreendedorismo feminino enfrenta, destacamos a jornada múltipla, a falta de incentivo e o preconceito.

+ Paso a passo: como começar a empreender

Múltipla jornada: a mulher quem faz tudo

Não há como negar que nos últimos houve um aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho. Mas ainda existe uma pressão cultural de que as mulheres são responsáveis pelos afazeres domésticos e cuidados com a família.

Por isso, muitas mulheres acabam se dedicando ao seu empreendimento em tempo parcial.

Isso significa que mulheres precisam se desdobrar em diversos papéis: além de se responsabilizarem pelas tarefas da casa, por exemplo, também precisam dar conta da administração do negócio.

Para além disso, as mulheres ainda precisam cuidar da carreira, buscando atualizações constantes para se manterem ativas e competitivas no mercado.

Essa múltipla jornada pode acarretar em uma carga física e emocional alta, uma vez que conciliar empresa, estudos e família não é uma tarefa fácil.

+ 6 ideias de negócios para empreender na crise

Preconceito: a discriminação pelo gênero

A discriminação baseada em estereótipo baseado no gênero, também chamado de sexismo, é outro desafio que as mulheres enfrentam quando querem empreender.

Inclusive, mulheres precisam se reafirmar, o tempo inteiro, o quanto são capazes para administrar tal vaga ou negócio.

As mulheres ainda enfrentam julgamentos desiguais em relação aos homens quando o assunto é mercado de trabalho, sobretudo no ambiente de negócios, onde o homem é considerado muitas vezes mais competente para administrar uma empresa.

Isso pode ser entendido como efeito da forte influência cultural, em que reitera que homens são feitos para o trabalho, enquanto mulheres para o lar.

Dessa maneira, muitos ambientes apresentam pouca representação feminina e são pouco convidativos às mulheres.

Falta de incentivo: quando a família não apoia

Outro desafio que as empreendedoras precisam enfrentar nessa jornada é a falta de apoio da sua própria família. Aliás, também é comum que encontrem dificuldade na aceitação entre amigos quando decidem empreender.

Uma consequência dessa falta de apoio, por exemplo, é o abalo na confiança. Isso pode trazer, inclusive, prejuízos para o negócio: por exemplo, ter insegurança pode dificultar na hora de tomar decisões.

Além da falta de incentivo familiar, muitas mulheres também precisam driblar a ausência de incentivos financeiros. Com isso, acabam utilizando recursos próprios ou empréstimos de terceiros.

Existe também o empreendedorismo social. Você sabe o que é? Confira exemplos desse tipo de negócio!

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Camila Miranda
Nascida na Zona Oeste do Rio, me divido entre jornalismo e marketing digital. Com três anos de experiência em Comunicação, já trabalhei em redação de jornal impresso, webjornalismo e assessoria de imprensa. Hoje, faço gestão de mídias sociais e produção de conteúdo. Amo assuntos sobre as áreas cultural e política. Reclamo do transporte público.

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