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Financiamento estudantil: como conseguir?

Escrito por: Rafael Massadar em 14 de maio de 2019

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, definiu o financiamento estudantil como uma tragédia.

No entanto, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é a principal forma de financiamento para ingresso em cursos de graduação no Brasil.

Segundo o Ministério da Economia, os subsídios concedidos pelo governo federal custaram R$ 314,2 bilhões aos cofres públicos em 2018.

O valor corresponde a 4,16% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado.

No entanto, apesar de expressivo, o valor gasto com subsídios vem diminuindo desde 2015, quando chegou a 6,7% do PIB.

Em 2017, os subsídios somaram R$ 362,9 bilhões.

De acordo com o Censo da Educação Superior divulgado pelo MEC, o número de estudantes que ingressaram na rede privada por meio do Fies caiu de 1.226.352 em 2016 para 1.070.460 em 2017.

A queda significa uma redução de 155.892 alunos.

Essa é a segunda queda consecutiva registrada pelo governo federal, já que em 2015 era de 1.303.202 o número de estudantes beneficiados pelo financiamento.

Financiamento estudantil

O que é o Fies?

O Fundo de Financiamento Estudantil foi instituído por lei em 1999.

O objetivo é conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos.

Portanto, como se trata de um empréstimo, ao concluir o curso, o estudante beneficiado terá de pagar a dívida.

Ao longo dos anos, o programa passou por diversas reformulações.

Em uma das últimas mudanças, passou a ser conhecido como o Novo Fies, intitulando-se um financiamento “mais moderno”.

Com isso, alguns pontos do projeto foram reajustados.

O programa passou a ser dividido em três diferentes modalidades:

– Modalidade Fies (ou modalidade I): o financiamento é ofertado diretamente do governo ao estudante, tendo, por isso, um baixo custo.

– Modalidade P-Fies (ou modalidade II e III): o financiamento é ofertado pelas instituições financeiras, mas com recursos públicos. Por isso, são capazes de ofertar um financiamento mais barato que o mercado, porém mais caro que o da modalidade I.

Como se inscrever no programa de financiamento estudantil?

O Fies abre inscrição no início de cada semestre letivo.

Para se inscrever é necessário acessar o site do Sistema Informatizado do Fies.

Deve-se realizar quatro etapas. Elas incluem desde o preenchimento dos dados pessoais do estudante, validação das informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) até a contratação do financiamento no banco.

Para quem não sabe, a CPSA é responsável pelo acompanhamento do processo do financiamento estudantil.

Ela valida as informações apresentadas no ato da inscrição, além de dar início ao processo de aditamento de renovação dos contratos de financiamento.

Documentos necessários para obtenção do benefício

– Documento de Regularidade de Inscrição (DRI) emitido pela Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do Fies (CPSA);

– Termo de concessão ou de atualização do usufruto de bolsa parcial do Prouni, quando for o caso;

– Documento de identificação;

– CPF próprio e, se menor de 18 anos de idade não emancipado, CPF do seu representante legal;

– Certidão de casamento, CPF e documento de identificação do cônjuge, se for o caso;

– Comprovante de residência.

Como funciona o processo de seleção?

Diferentemente do Prouni e do Sisu, a inscrição no Fies permite que o estudante escolha apenas uma única opção de curso.

Por meio do uso de filtros de localidade, turno, instituição de ensino e curso, o candidato é direcionado para as vagas disponíveis, tendo que escolher uma delas.

Durante o período de inscrição, as notas de corte dos cursos são atualizadas todos os dias.

Até o fim das inscrições, o candidato pode mudar o curso escolhido a qualquer momento.

Isso porque a nota de corte é calculada pela relação entre o número de vagas do curso e a nota obtida no Enem pelos candidatos.

As notas mínimas para ingressar em cada curso, portanto, vão variando conforme os candidatos escolhem o curso que gostariam de fazer.

Assim, o sistema vai criando uma ordem de classificação para seleção dos candidatos, de acordo com suas notas do Enem.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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