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Fundos de Pensão chegam à Lava Jato. Ainda vale investir?

Escrito por: Redação em 13 de abril de 2018

Os fundos de pensão foram alvo da Operação Lava-Jato. Uma investigação sobre fraudes nos fundos Postalis, dos funcionários dos Correios, e Serpros levou a Polícia Federal (PF) a endereços no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. Fica a pergunta: ainda vale a pena continuar ou começar a investir após esse episódio?

Esse tipo de investimento vem ganhando a atenção dos investidores em todo o Brasil. No entanto, muita gente ainda não sabe o que é exatamente, quais vantagens oferece e como de fato ele funciona.

Atualmente, mais de 300 instituições compõem a indústria de fundos de pensão existente no Brasil. Juntas, elas administram mais de 1.100 planos de benefícios. Isso tudo gera um montante de mais de R$ 700 bilhões em investimentos.

A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) estima que a rentabilidade do sistema ficou em 11,05% em 2017. Acima da meta estabelecida de 8,86% para os 12 meses.

Anualmente, é divulgado um relatório sobre os 300 maiores fundos de pensão do mundo. No último relatório, a Previ (Banco do Brasil) aparece em 69º lugar, sendo a primeira brasileira do ranking. A Petros (Petrobras) e a Funcef (Caixa Econômica Federal) completam essa lista em 201º e 227º, respectivamente.

Os grandes fundos de pensão são muito relevantes para algumas economias. A CalPERS (California Public Employee’s Retirement System) é uma das líderes mundiais de investimento no setor industrial.

Fundos de Pensao

O que são os fundos de pensão?

É um investimento complementar à aposentadoria. Eles são organizados e geridos por empresas ou grupos empresariais. E possibilitam aos trabalhadores o que chamamos de “aposentadoria complementar”.

O valor investido pelo trabalhador nos fundos de pensão pode ser sacado quando este sai da empresa ou é demitido. Ou seja, ele recebe o dinheiro no caso de sair da empresa antes de se aposentar.

Quais os tipos mais comuns?

São três as modalidades de planos de fundos de pensão feitos pelas entidades. Cada um tem características próprias, dispondo sobre o modo de pagamento e de financiamento de distintos benefícios previdenciários. São eles:

Benefício definido

Nessa modalidade de plano, o valor do benefício é estabelecido em um regulamento como percentual da última ou das últimas rendas. No entanto, a quantia da contribuição pode variar ou ser ajustada ao longo do tempo para assegurar o pagamento do valor do benefício.

Quando o participante do plano tiver reunido as condições necessárias para se aposentar, será feito o cálculo do benefício. Tudo conforme as regras definidas no contrato previdenciário — ou regulamento do plano.

Contribuição definida

Funciona como planos de poupança individual. Eles são constituídos por contribuições estipuladas previamente e depositadas pela companhia, ou patrocinadora, e pelo participante.

A quantia que será recebida quando a pessoa for se aposentar dependerá dos valores acumulados em sua conta individual. Ou da rentabilidade alcançada nos investimentos financeiros e do intervalo de tempo em que os depósitos são feitos.

Contribuição variável

Os benefícios programados apresentam a junção das características das modalidades de contribuição definida e benefício definido. Suas características estão descritas nos regulamentos de cada plano de benefícios. Eles ainda podem oferecer um benefício definido para situações como invalidez, morte e doença.

Vantagens e desvantagens

– Vantagens: ele pode deduzir até 12% da sua renda tributável do trabalhador. Geralmente, as taxas de administração e carregamento (taxas encarregadas de atender despesas administrativas, de corretagem e de colocação) são menores do que um fundos de pensaofundo individual.

Para pessoas que têm dificuldade para poupar, uma vantagem seria que a contribuição seja descontada automaticamente do salário.

– Desvantagens: é um investimento de baixa liquidez. Ou seja, a facilidade ou agilidade do dinheiro aplicado no fundo em se transformar em dinheiro é mais difícil e demorada.

Como mencionado, só é possível retirar o dinheiro ou os rendimentos quando o trabalhador se aposenta, é demitido ou se despede. Ademais, existe o risco de o fundo não fazer o pagamento dos benefícios. Ele pode quebrar.

Assim, é válido ficar atento a informações sobre o fundo em que se está inserido, além de acompanhar cotidianamente o noticiário.

Quais são os riscos?

O maior risco é o fundo não ter recursos suficientes para fazer o pagamento do benefício. Por isso, é importante ficar atento às notícias que saem sobre os fundos e acompanhar as informações de investimentos que o gestor do fundo é obrigado a enviar.

Há garantias de que meu fundo não vai quebrar? Não, porque qualquer fundo pode quebrar se a gestão realizar aplicações equivocadas. Por isso é necessário ficar atento.

Vale lembrar que as instituições que trabalham com fundos de pensão são fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), do Ministério da Fazenda. Já as reclamações devem ser feitas na Secretaria de Previdência Complementar, órgão subordinado ao Ministério da Previdência e Assistência Social.

Avalie sempre onde você vai investir

Fundos de PensaoO ideal é buscar informações junto às seguradoras e aos órgãos financeiros antes de assinar o contrato com fundos de pensão. Atualmente, o trabalhador brasileiro dispõe da Previdência Social e sistema de previdência complementar, que garante uma outra fonte de renda durante a aposentadoria.

A reforma da Previdência Social em andamento no Congresso Nacional aumenta a necessidade de não contar apenas com a aposentadoria do INSS para o futuro. Por isso, o ideal é buscar, desde já, o melhor investimento para que a aposentadoria fique garantida.

Dependendo das suas possibilidades e do seu perfil de investidor, há diversas opções para que você conquiste tranquilidade nessa fase importante da vida. O FinanceOne mostra onde é melhor investir.

Redação

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