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    InícioNotíciasFinanças PessoaisIndependência financeira X empoderamento feminino: qual a relação?

    Independência financeira X empoderamento feminino: qual a relação?

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    Não é novidade que a independência financeira é uma ferramenta de emancipação em várias situações. Mas é importante pensar o papel disso no empoderamento feminino.

    Afinal, mulheres que não dependem financeiramente de seus parceiros ou de qualquer outra pessoa têm, em geral, mais liberdade de escolha.

    Muitas se mantêm em relacionamentos ruins, pois não têm uma forma de sustento próprio. Às vezes, o medo de não ter como sustentar um filho sozinha também impacta nessa decisão.

    Esse tipo de situação, porém, não acontece apenas em relacionamentos amorosos e casamentos. Há também mulheres que, ainda que já sejam adultas, não possuem renda própria e que dependem de seus pais.

    Por isso, a independência financeira é uma forma de empoderamento. Ter seu próprio dinheiro faz que mulheres aumentem suas possibilidades de escolha e tenham a oportunidade de poupar para seu futuro.

    Mulher analisando finanças
    A independência da mulher brasileira ainda possui muitos obstáculos, principalmente na parte financeira

    Independência financeira da mulher ainda tem obstáculos

    Na sociedade, ainda há uma série de barreiras que podem dificultar a conquista financeira das mulheres. Principalmente daquelas em alguma situação de vulnerabilidade.

    Em março de 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou números preocupantes sobre a inserção de mulheres no mercado de trabalho.

    O estudo revela que 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no país em 2019. Entre os homens, esse percentual foi 73,7%. A força de trabalho é composta por todas as pessoas que estão empregadas ou procurando emprego.

    Outro estudo recente, de acordo com o Portal G1, evidenciou que 70% delas preferem ter um emprego do que ficar em casa.

    Somado a essa disparidade, ainda há outro problema: mulheres com filhos menores de seis anos sofrem o que se chama de “penalização profissional da maternidade”. Esse grupo é ainda mais afetado pela desigualdade.

    Em dez anos, a diferença entre as mulheres sem filhos pequenos e as mulheres com filhos menores de seis anos que trabalham passou de 5,3% a 7,3%. A principal razão para isso, contudo, teria sido o aumento da presença das mulheres do primeiro grupo no mercado de trabalho.

    Isso sem falar na diferença de remuneração, um problema mundial que ainda apresenta disparidade de 20% nos valores.

    Essa desigualdade atinge proporções maiores nas funções e nos cargos maiores, como de gestão e gerência. Entre diretores e gerentes, as mulheres receberam 61,9% do rendimento dos homens. O percentual também foi alto no grupo dos profissionais da ciência: 63,6%.

    Mulheres vivem mais e podem ter velhice mais pobre

    No Brasil, a expectativa de vida das mulheres é de sete anos a mais em relação aos homens, segundo dados de 2015 do IBGE. Enquanto elas vivem até 79,1 anos, eles vivem até os 71,9 anos.

    Com isso, surge uma outra questão: se as mulheres vivem mais e dependem financeiramente de seus parceiros, elas estão mais sujeitas a uma velhice também dependente financeiramente.

    Além disso, por viverem mais, elas precisam poupar mais dinheiro, o que não acontece em muitos casos. Seja por falta de conhecimentos sobre investimentos ou por não possuírem renda própria.

    Uma pesquisa aponta que 80% das mulheres se consideram apenas iniciantes quando se trata de investimentos. Enquanto isso, entre homens esse percentual é de 50%.

    “A expectativa de vida da mulher é maior e ela ganha menos. A longo prazo, a tendência é termos mais idosas pobres que idosos homens. A mulher precisa se preocupar mais com suas reservas”, afirma a diretora de ensino técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Monteiro.

    Por isso, é extremamente importante que mulheres procurem entender um pouco mais sobre o mercado financeiro. Essa atitude pode mudar a sua vida!

    Gostou do nosso conteúdo? Confira agora 6 mulheres empreendedoras para se inspirar.

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    Redação
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    O FinanceOne é um site especializado em finanças. Desde 2003, publicamos conteúdos que buscam traduzir desde a influência do mercado financeiro no seu dia a dia até a simples economia dentro de casa. Nossa missão é mostrar que qualquer pessoa pode ter controle financeiro e fazer as escolhas certas. Assim como ter no dinheiro um aliado para viver bem e conquistar seus sonhos.

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    Afinal, mulheres que não dependem financeiramente de seus parceiros ou de qualquer outra pessoa têm, em geral, mais liberdade de escolha.

    Muitas se mantêm em relacionamentos ruins, pois não têm uma forma de sustento próprio. Às vezes, o medo de não ter como sustentar um filho sozinha também impacta nessa decisão.

    Esse tipo de situação, porém, não acontece apenas em relacionamentos amorosos e casamentos. Há também mulheres que, ainda que já sejam adultas, não possuem renda própria e que dependem de seus pais.

    Por isso, a independência financeira é uma forma de empoderamento. Ter seu próprio dinheiro faz que mulheres aumentem suas possibilidades de escolha e tenham a oportunidade de poupar para seu futuro.

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    A independência da mulher brasileira ainda possui muitos obstáculos, principalmente na parte financeira

    Independência financeira da mulher ainda tem obstáculos

    Na sociedade, ainda há uma série de barreiras que podem dificultar a conquista financeira das mulheres. Principalmente daquelas em alguma situação de vulnerabilidade.

    Em março de 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou números preocupantes sobre a inserção de mulheres no mercado de trabalho.

    O estudo revela que 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no país em 2019. Entre os homens, esse percentual foi 73,7%. A força de trabalho é composta por todas as pessoas que estão empregadas ou procurando emprego.

    Outro estudo recente, de acordo com o Portal G1, evidenciou que 70% delas preferem ter um emprego do que ficar em casa.

    Somado a essa disparidade, ainda há outro problema: mulheres com filhos menores de seis anos sofrem o que se chama de “penalização profissional da maternidade”. Esse grupo é ainda mais afetado pela desigualdade.

    Em dez anos, a diferença entre as mulheres sem filhos pequenos e as mulheres com filhos menores de seis anos que trabalham passou de 5,3% a 7,3%. A principal razão para isso, contudo, teria sido o aumento da presença das mulheres do primeiro grupo no mercado de trabalho.

    Isso sem falar na diferença de remuneração, um problema mundial que ainda apresenta disparidade de 20% nos valores.

    Essa desigualdade atinge proporções maiores nas funções e nos cargos maiores, como de gestão e gerência. Entre diretores e gerentes, as mulheres receberam 61,9% do rendimento dos homens. O percentual também foi alto no grupo dos profissionais da ciência: 63,6%.

    Mulheres vivem mais e podem ter velhice mais pobre

    No Brasil, a expectativa de vida das mulheres é de sete anos a mais em relação aos homens, segundo dados de 2015 do IBGE. Enquanto elas vivem até 79,1 anos, eles vivem até os 71,9 anos.

    Com isso, surge uma outra questão: se as mulheres vivem mais e dependem financeiramente de seus parceiros, elas estão mais sujeitas a uma velhice também dependente financeiramente.

    Além disso, por viverem mais, elas precisam poupar mais dinheiro, o que não acontece em muitos casos. Seja por falta de conhecimentos sobre investimentos ou por não possuírem renda própria.

    Uma pesquisa aponta que 80% das mulheres se consideram apenas iniciantes quando se trata de investimentos. Enquanto isso, entre homens esse percentual é de 50%.

    “A expectativa de vida da mulher é maior e ela ganha menos. A longo prazo, a tendência é termos mais idosas pobres que idosos homens. A mulher precisa se preocupar mais com suas reservas”, afirma a diretora de ensino técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Monteiro.

    Por isso, é extremamente importante que mulheres procurem entender um pouco mais sobre o mercado financeiro. Essa atitude pode mudar a sua vida!

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