InícioNotíciasInvestimentosComo ficam os investimentos com a Selic a 6,25%? Especialista comenta

Como ficam os investimentos com a Selic a 6,25%? Especialista comenta

5
(1)

Conforme já previsto pelo mercado, a taxa básica de juros (Selic) foi elevada em 1,00 ponto percentual, após agenda de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), chegando a 6,25 % ao ano.

Os números refletem o ciclo consecutivo de elevação da Selic e indicam que o cenário econômico tem pressionado o Banco Central a fazer uso da política monetária de forma mais rigorosa.

Principalmente com a preocupação com a inflação. O índice tem ficado cada vez mais acima do teto da meta do governo para o ano, que é de 5,25%.

A expectativa dos economistas é de que a taxa Selic continue avançando nos próximos meses, e atinja 8,25% ao ano no fechamento de 2021.

Renda Fixa começa a se tornar atrativa

Para a analista de Investimentos do Sicredi, Lenise Nunes, com o atual cenário, melhoram a rentabilidade de opções como a poupança e o Título Público Tesouro Selic. Ambas as modalidades têm sua rentabilidade diretamente ligada à Selic.

“Os investimentos que acompanham o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), principal referência de rentabilidade das aplicações de renda fixa, também seguem os movimentos da Selic, então ficam mais atrativos com a taxa de juros em patamar mais elevado”, ressalta Lenise Nunes.

A rentabilidade da caderneta de poupança, por exemplo, passará a ser de 0,36% ao mês e de 4,38% ao ano. Contudo, deve continuar perdendo para a inflação.

É o que aponta a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Até então, com a Selic a 5,25% ao ano, o rendimento da aplicação financeira mais popular do país estava em 0,30% ao mês e de 3,68% ao ano.

+ Taxa Selic pode superar 7% até final de 2021. Entenda!

Outras vantagens para renda fixa

Os títulos de renda fixa pós-fixados em CDI, modalidade de investimento conservadora, também passam a ter maiores ganhos, a exemplo CDBs, RDC, LCA e LCI.

Além da emissão pública e bancária, temos os títulos de renda fixa privados de emissão por empresas (debêntures, por exemplo) que têm sido bastante procurados e representam uma oportunidade de investimento.

Essa alternativa é bastante encontrada em estratégias de fundos de investimento, que mesclam ativos de diferentes emissores (público, bancário e privado), com diferentes taxas e vencimentos, em busca de retorno aos seus cotistas.

“Estas alternativas são as que ganham mais força no contexto atual de juros, e tendem a se beneficiar ainda mais com a perspectiva de continuidade no ciclo de alta”, explica a analista de Investimentos do Sicredi.

Uma fileira de moedas em cima de uma folha com gráficos
Caderneta de poupança passa a ter retorno de 0,36% ao mês e de 4,38% ao ano, mas deve continuar perdendo para a inflação

Como ficam os investimentos prefixados com a alta da Selic?

Já os investimentos prefixados, de acordo com Lenise Nunes, podem ser uma opção atrativa para quem deseja ter a previsibilidade em relação ao retorno.

Segundo ela, esses produtos possuem a taxa pactuada no momento da aplicação. Contudo, é importante ficar atento, pois novas altas de juros podem resultar em uma taxa acima da contratada.

Lenise Nunes diz que no cenário da Selic que tivemos no passado, a diversificação foi o grande aliado dos investidores e deve continuar a ser considerada.

Afinal, estamos atravessando um momento de inflação elevada, onde o ganho real acaba sendo impactado.

“Se o investidor tem um prazo de investimento mais longo, pode ser um momento oportuno para comprar alguns ativos diante do preço mais baixo, assim como capturar ganhos de mercado através de fundos com gestão ativa, por exemplo”, analisa a especialista.

Rentabilidade das aplicações

Simulações do Yubb mostram que, com a Selic a 6,25%, o retorno líquido dos principais investimentos em renda fixa também deve continuar perdendo para a inflação.

Contudo, o rendimento de diversas aplicações continuará superando o da poupança.Veja os calculos do buscador de investimentos:

Investimento Rendimentos bruto LíquidoReal
Tesouro Selic2,65%2,12%-2,37%
CDB (banco médio)3,45%2,76%-1,76%
CDB (banco grande)2,12%1,70%-2,78%
LC3,71%2,97%-1,56%
LCA2,60%2,60%-1,91%
LCI2,70%2,70%-1,82%
RDB3,60%2,88%-1,64%
Debênture Incentivada4,00%4,00%-0,57%

Renda Variável

Em relação a bolsa de valores, Lenise Nunes pondera que as incertezas refletem na dinâmica do mercado e na volatilidade.

Acrescido a isso, de forma simplista, ela afirma que também podemos dizer que o preço das ações se altera de acordo com a dinâmica dos juros.

“Por isso, caso tenha um horizonte de investimento longo e uma tolerância a risco, este momento pode ser oportuno para investir em empresas com negócios perenes, boa governança e com bons preços, que resultem em bons dividendos”, sinaliza a especialista.

Uma boa opção para investir em renda variável, segundo Lenise Nunes são os fundos de ações. Ou seja, uma alternativa mais simples e que conta com a expertise de um gestor profissional que fará seleção dos ativos.

Por fim, porém não menos importante, antes de investir, a analista de Investimentos do Sicredi lembra que o investidor considere produtos e serviços de instituições sólidas e seguras.

Ou seja, com amplo portfólio de opções e que proporcionem um relacionamento próximo para apoiar suas decisões com aconselhamento de especialistas.

Curtiu essas informações? Se lhe foi útil, compartilhe para que possa ajudar mais pessoas!

O que achou disso?

Média da classificação 5 / 5. Número de votos: 1

Seja o primeiro a avaliar este post.

Lamentamos que este assunto não tenha sido útil para você!

Diga-nos, como podemos melhorar?

Assine nossa newsletter!

Páginas Populares

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui