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Jovens com nome sujo: entenda os motivos e como evitar

Escrito por: Bruna Somma em 8 de maio de 2019

Comprar a mais do que devia é um problema do brasileiro. Agora, imagine para o jovem que acabou de entrar no mercado de trabalho.

É tentador usar os primeiros salários para comprar muitos itens, não é mesmo? Porém, a falta de controle financeiro pode acarretar em ter o nome sujo.

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Serasa aponta que cerca de 40% dos jovens brasileiros têm ou já teve contas atrasadas.

Isso representa que quatro a cada dez jovens, de 18 a 24 anos, estão ou já estiveram nessa situação. O levantamento foi feito com 801 jovens, entre homens e mulheres, de fevereiro a março.

De acordo com os resultados, a maior parte dessas pessoas se endividou pelas despesas domésticas associadas ao descontrole com as finanças.

Jovens com nome sujo
Cerca de 40% dos jovens brasileiros têm ou já tiveram nome sujo

Já pensou em estar com o nome sujo logo no início da sua carreira? Não é uma boa experiência.

Um dado que chama a atenção é que 51% dos entrevistados tem a alimentação como principal comprometimento do orçamento mensal.

Em média, 47% dos jovens não têm o hábito de controlar as próprias finanças.

Há ainda os 34% que afirmam não guardar dinheiro. Essa perspectiva não é exclusiva dos jovens e afeta o restante dos brasileiros.

. Veja como consultar seu nome no SPC

Segundo a CNDL, quatro em cada dez pessoas terminaram o ano de 2018 endividados. O que significa 40% de toda população do país.

O alarmante é perceber que a novas gerações não são educadas financeiramente. E que isso tende a persistir durante a vida.

Com o desemprego, jovens ajudam nas contas de casa

O massivo desemprego no Brasil pode ter contribuído para os resultados da pesquisa.

Como 13% da população geral está desempregada, os jovens passaram a contribuir mais com as contas de casa. O que aumenta o descontrole financeiro.

Ainda segundo o levantamento do CNDL e SPC, as dívidas em atraso cresceram mais no setor de serviços básicos. Como por exemplo, as contas de luz e de água.

As despesas bancárias, incluindo cheque especial, cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, ficaram em segundo lugar.

Tabela: Estadão
Tabela: Estadão; Fonte: CNLD e SPC

Entre as dívidas a longo prazo, dados mostram que 26% dos jovens endividados estão comprometidos com pagamentos de crediários e carnês.

Já 21% têm parte do orçamento comprometido com a amortização de empréstimos pessoais e consignados.

Por outra lado, 21% dos jovens brasileiros tentam acabar com as parcelas de financiamento para automóveis.

Segundo a pesquisa, a região Norte conta com a maior proporção de brasileiros com pagamentos atrasados.

Ao todo, são 5,64 milhões de pessoas nessa situação. O que indica cerca de 46% da população adulta local.

Confira os números das outras regiões:

-> Norte: 5,64 milhões de pessoas (46,5% da população adulta);

-> Centro-Oeste: 5,01 milhões (42,3%);

-> Nordeste: 17,01 milhões (41,8%);

-> Sudeste: 26,65 milhões (40%) Sul: 8,29 milhões (36,4%).

Como evitar ser um jovem com nome sujo?

Ter o nome sujo pode levar a uma série de consequências. Como dificuldade para conseguir um emprego e nos estudos.

Em geral, as instituições de ensino, universidades e escolas podem recusar a renovação da matrícula dos devedores.

Isso se o nome se concretizar como sujo.

Para que a situação não virar uma bola de neve, a melhor dica é evitar as dívidas e o nome sujo. Prolongar essa questão pode ser ainda mais prejudicial.

Na carreira profissional, por exemplo, ter o nome sujo pode ser sinônimo de eliminação. O que não é desejado pelos jovens.

Então, fique legado nessas recomendações:

1. Faça um planejamento dos seus gastos;

2. Não gaste mais do que seu orçamento;

3. Evite comprar parcelado;

4. Negocie suas dívidas;

5. Encontre alternativas para pagamento.

Poucas pessoas sabem, mas as empresas podem comprar a sua dívida. Inclusive, isso costuma acontecer com frequência.

Mesmo com a passagem de dívida para uma outra empresa, o prazo para o nome sair do serviço de proteção ao crédito é de cinco anos, contados a partir da data da dívida.

Bruna Somma

Jornalista formada pela UFRRJ, com passagens por redações de jornais, sites e Assessoria de Comunicação.

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