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As 14 mulheres investidoras mais conhecidas no mundo

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As mulheres investidoras devem ser celebradas todos os dias. E você sabe por que? Porque até bem pouco tempo a lista dos grandes investidores era quase toda dominada por homens. Um levantamento do CFA Institute sobre profissionais de investimentos relata essa desigualdade.

O instituto mostra que no Brasil apenas 11% dos profissionais com certificação CFA (Chartered Financial Analyst) são mulheres. A média mundial é de 18%. Na China, por exemplo, as mulheres têm uma participação de 31% e em Hong Kong, de 26%.

Por outro dado, uma sondagem feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o número de lares brasileiros chefiados por mulheres saltou de 23% para 40% entre 1995 e 2015. Em 34% dos casos, há também a presença de um cônjuge.

Empreendedorismo feminino cresce

A notícia boa é que o número de mulheres investidoras vem aumentando no Brasil. Cada uma em um segmento diferente, com suas próprias características e a própria fórmula para conseguir o desempenho tão desejado.

Nos últimos 14 anos, o número de empresárias subiu 34%, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em 2014, o país tinha 7,9 milhões de empresárias.

+ Pesquisa aponta o perfil da mulher investidora

Um levantamento da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que é a principal pesquisadora de empreendedorismo do mundo, aponta que, em 2014, 51,2% dos empreendedores que iniciam negócios são mulheres, o que contribui para o aumento da autonomia financeira das mulheres.

Mulheres ainda ganham menos que homens

Se o número de mulheres investidoras cresce, o estudo Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta um dado alarmante. As mulheres ainda sofrem com a desigualdade salarial no mercado de trabalho. Elas ainda recebem valores menores do que os homens mesmo sendo maioria com ensino superior.

Carmen Migueles fgv
Carmen Migueles, da FGV

De acordo com o estudo, as mulheres ganham, em média, apenas 75% dos rendimentos dos homens. O IBGE constatou que entre 2012 e 2016, as mulheres possuem rendimentos mensais no valor de R$1.764, enquanto os homens, R$2.306.

Para a professora Carmen Migueles, da FGV EBAPE, mesmo em países ricos, como os Estados Unidos, homens ganham mais do que mulheres. Contudo, para ela, o Brasil possui uma situação mais dramática, já que as mulheres chefiam 39% dos lares do país e acumulam, além dos afazeres domésticos, a responsabilidade de sustentar a casa.

“Parte considerável das mulheres no Brasil chefia os lares. E, por conta da dedicação ao cuidado da família, já que elas são sozinhas, ocupam postos menos valorizados no mercado de trabalho, ganhando menos. Em outros países, as mulheres deixam o trabalho para cuidar dos filhos, mas, quando isso acontece, os lares são sustentados pelos homens. Sozinhas, à frente da família, mulheres não conseguem crescer”, completou a professora da FGV.

Dados positivos

Carmen Migueles diz que a pesquisa aponta queda nos indicadores de gravidez entre adolescentes e a ampliação do acesso à escolaridade para mulheres. Segundo ela, são fatores que indicam melhorias na redução de desigualdades entre gêneros no mercado de trabalho do Brasil.

Para a professora da FGV, esse é um indicador bastante positivo. “A maternidade precoce afasta as adolescentes da escola, dificultando a inserção no mercado de trabalho”, afirma Carmen Migueles.

As 14 mulheres investidoras mais conhecidas no mundo

E para inspirar outras mulheres, o FinanceOne trouxe a trajetória de 14 mulheres empreendedoras. Elas venceram o preconceito e se tornaram exemplo para muitas outras. Inspira-se com as histórias de sucesso daquelas que prosperaram no mercado.

Mulher escrevendo em um papel e segurando outro
Empreendedorismo feminino cresce e várias mulheres são inspiração no mercado de trabalho

1 – Luíza Helena Trajano

Nascida no interior de São Paulo, ela foi a responsável por transformar uma loja local em um dos maiores varejos do Brasil: Magazine Luiza. A rede, hoje, opera em 16 estados e, ao longo dos anos, comprou outras redes concorrentes para crescer.

2 – Sara Blakely

A empresária americana é a única dona da empresa que fundou. Atualmente, a Spanx possui 125 funcionários, sendo apenas 16 do sexo masculino. A companhia possui portfólio de mais de 200 peças de lingerie, que são vendidas em 11.500 lojas de departamentos, em 40 diferentes países.

3 – Lorena de Carvalho

Apelidada de “Rainha das Coxinhas”, Lorena transformou o negócio em franquia e já tem mais de 15 lojas da marca que, além de coxinhas, também vendem quibe e “coxinhas de queijo”. Hoje fatura mais de R$ 600 mil todos os meses vendendo coxinhas a R$ 1.

4 – Oprah Winfrey

Todos conhecem a Oprah Winfrey apresentadora. Mas nem todos conhecem a Oprah investidora. Ela está entre as empresárias mais bem sucedidas de todos os tempos, com um patrimônio líquido de US$3 bilhões. A americana fundou a própria rede, a OWN (The Oprah Winfrey Network), a Harpo Productions e Oprah Winfrey Leadership Academy for Girls.

5 – Leila Velez

Ela tem entre suas qualidades a persistência. Ao lado dos sócios Heloísa Assis – a Zica -, Jair Conde e Rogério Assis, Leila fundou o Instituto Beleza Natural. A rede é especializada em cabelos crespos e ondulados. Juntos, eles comandam um grande grupo de milhares de colaboradores em todo o Brasil.

Exemplos de poder e sucesso

6 – Cher Wang

Ela é considerada por muitos como a empresária mais bem-sucedida atualmente. E não é para menos, já que sua renda é estimada em 8 bilhões de dólares graças à HTC. Uma empresa taiwanesa de tablets e smartphones, da qual ela é cofundadora.

7 – Sônia Hess

Ela é presidente da camisaria catarinense Dudalina. Em 2013, foi eleita pela revista americana Forbes a terceira mulher de negócios mais poderosa do Brasil. Sônia assumiu o comando da empresa em 2003 e foi responsável por um crescimento anual de 30% da marca desde 2009.

8 – Wu Yajun

Ela é co-fundadora e diretora-executiva da incorporadora imobiliária Soho China. Possui uma fortuna avaliada em US$3,9 bilhões. A chinesa é a mulher mais rica do mundo por seu próprio trabalho, segundo lista da revista americana Forbes.

9 – Alcione Albanesi

A paulistana é fundadora e presidente da FLC, fabricante de lâmpadas baseada em São Paulo. Agora, emprega sua energia na instituição “Amigos do Bem” e transforma a vida de milhares de pessoas que vivem em regiões de miséria no país.

10 – Folorunsho Alakija

Dona de dois impérios, um deles ligado ao petróleo (Famfa Oil) e outro à indústria da moda (Supreme Stitches), a nigeriana é conhecida como a “baronesa do petróleo”. A empresária começou sua carreira como executiva de banco, depois virou designer de moda e terminou construindo a carreira de magnata do petróleo.

11 – Janete Vaz

Ela é investidora e co-fundadora do Sabin, um dos maiores players de medicina diagnóstica do País. Sua empresa está presente em nove estados e no Distrito Federal, oferecendo serviços de análises clínicas, diagnóstico por imagem, vacinas e checkup executivo.

12 – Patrícia Bonaldi

Ela é uma estilista que despontou no mercado nacional. Hoje, suas criações são cobiçadas, reconhecidas e também vendidas em diversas lojas espalhadas pelo país. Além de participar de desfiles internacionais.

13) Geraldine Weiss

Geraldine Weiss é conhecida como “a grande dama dos dividendos”, ela se interessou por finanças em meados de 1960, quando passou a ler e estudar sobre o assunto. Ela chegou a ser rejeitada por diversas corretoras antes de criar, em 1.966, o boletim informativo: Investment Quality Trends (IQT), o qual presidiu até 2002.

+ Conheça 6 mulheres empreendedoras para se inspirar

E foi por conta do preconceito que ela assinou o nome como G. Weiss, para esconder seu primeiro nome. Geraldine classificava e analisava o rendimento de dividendos de empresas de grande porte, principalmente as chamadas blue chips.

As recomendações do boletim informativo tiveram retornos de cerca de 11,2% por ano nos últimos 30 anos, ultrapassando até mesmo resultados de grandes nomes do mercado.

14) Cristina Junqueira

Outro nome importante é o da Cristina Junqueira, sócia do Nubank. Ela aproveitou o dinheiro que recebeu de uma rescisão de um banco em que trabalhava para entrar como co-fundadora da fintech.

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