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Você sabe o que é taxa de juros e como funciona?

Escrito por: Redação em 31 de julho de 2018

Muito se fala em cuidado com as dívidas, por causa das altas taxas de juros. O mesmo vale ao pensar em tomar um empréstimo, sempre é recomendado pesquisar por propostas com melhores taxas. Mas você sabe o que é taxa de juros e como ela funciona?

Segundo explica o Banco Central na cartilha “Juros e Spread Bancário”, juros significa uma remuneração paga a quem empresta recursos, o emprestador. Os recursos emprestados são deixados à disposição do tomador, chamado de mutuário, por um período.

Entende-se, então, como juros, o “prêmio” pago ao emprestador por não ter usado esses recursos por um período, para que o tomador pudesse usar. Juros é a remuneração paga pelo capital que é emprestado. A taxa de juros, por sua vez, é a relação que existe entre os juros recebidos pelo emprestador e quanto de recurso foi emprestado.

A taxa de juros pode ser entendida da seguinte forma, segundo o BC:

Taxa de juros = [Juros / capital] x 100

Por juros, aplica-se a fórmula:

Juros = M (Montante emprestado acrescido de juros) – C (Capital originalmente emprestado)

No Brasil, as instituições de crédito podem livremente decidir a taxa de juros que será cobrada de seus clientes. Além disso, a instituição financeira pode definir a taxa de juros que cobrará de cada cliente. Os critérios usados nessa decisão podem ser capacidade de pagamento e histórico de contratação de crédito de cada cliente.

Aqueles clientes da instituição que possuem uma relação mais longa com a empresa e sem atrasos nas operações anteriores, costumam conseguir empréstimos mais baratos. Mas, vamos entender os tipos de juros e como funcionam as taxas de juros no país.

o que é taxa de juros e como funciona
A taxa de juros é a relação entre o valor emprestado e o valor recebido por quem emprestou, já acrescido de juros

O que é taxa de juros e para que serve?

A taxa de juros é a relação entre o valor emprestado e o valor recebido por quem emprestou aquele dinheiro. Esse valor recebido é composto pelo valor emprestado acrescido de um “bônus”, chamado de juros.

A taxa de juros pode ser cobrada de duas maneiras. A taxa de juros simples ocorre quando o valor dos juros incide, a cada período, sobre o valor originalmente emprestado. Existe também a taxa de juros composta, que incide sobre todo o saldo devedor. Neste caso, o saldo devedor é o valor principal acrescido de juros, atualizado a cada período de incidência dos juros.

Tanto no Brasil como em muitos países, a maioria dos empréstimos e aplicações financeiras funciona com taxa de juros composta. As instituições financeiras do país podem cobrar as duas modalidades de juros, desde que expressem claramente no contrato do empréstimo.

Quais operações envolvem taxa de juros?

As operações que envolvem juros incluem cheque especial, crédito pessoal, cartão de crédito, capital de giro e aquisição de bens. Para essas operações as instituições podem definir a taxa de juros livremente.

Existem também as operações com recursos direcionados, ou seja, de créditos rurais, imobiliários e com recursos do BNDES. Nesse caso do recurso direcionado, as taxas de juros estão sujeitas a limites.

Já no crédito habitacional, no âmbito do SFH (Sistema Financeiro Habitacional), a taxa de juros não pode exceder 12% ao ano + TR (taxa referencial). O crédito rural e os financiamentos do BNDES têm limites específicos para cada programa ou linha de crédito.

O crédito consignado concedido a beneficiários do INSS também pode ter limites, de acordo com as normas do Instituto Nacional do Seguro Social.

Para saber a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras, o Banco Central disponibiliza uma lista para as modalidades de crédito. Essa é uma lista apenas para o futuro tomador ter uma ideia.

Isso porque as instituições têm liberdade para cobrar taxas de juros de acordo com os clientes, conforme explicamos acima. Para saber o seu caso e suas condições de pagamento, deve-se procurar diretamente uma instituição financeira.

O que é a taxa básica de juros?

A taxa básica de juros é conhecida como taxa Selic. A meta da Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária, o Copom. O viés da taxa e sua meta são definidos em uma reunião da diretoria do Banco Central. E somente os diretores e o presidente podem votar e definir o percentual.

Segundo o BC, a Taxa Selic define-se:

“como a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais. Para fins de cálculo da taxa, são considerados os financiamentos diários relativos às operações registradas e liquidadas no próprio Selic e em sistemas operados por câmaras ou prestadores de serviços de compensação e de liquidação (art. 1° da Circular n° 2.900, de 24 de junho de 1999, com a alteração introduzida pelo art. 1° da Circular n° 3.119, de 18 de abril de 2002)”.

Desde outubro de 2016, a Selic já passou por 12 cortes seguidos. A expectativa é de que a taxa volte a ser reduzida do atual patamar de 6,5% ao ano para 6,25% ao ano. No início do atual ciclo de cortes, a Selic passou 14,25% para 14% ao ano.

Um investimento que pode ser beneficiar desse patamar é a poupança. Desde maio de 2012, há regras diferentes para o cálculo da poupança de acordo com o nível da Selic. Dependendo de quanto tempo o investidor pode deixar o dinheiro aplicado, a caderneta pode ser mais vantajosa que a maioria dos fundos de renda fixa.

Redação

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