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O que esperar da economia em 2019?

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Governo novo e o que esperar da economia em 2019? Ainda é cedo para falar. No entanto, algumas projeções apontam para um cenário melhor do que 2018.

O último Boletim Focus de 2018 aumentou as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) e reduziu as da inflação para 2019.

O relatório divulgado pelo Banco Central (BC) é resultado de levantamento feito na última semana de 2018 com mais de 100 instituições financeiras.

Os economistas das instituições financeiras aumentaram a previsão de crescimento da economia em 2019, de 2,53% para 2,55%.

Já em relação à inflação, os economistas ouvidos pelo BC mantiveram a previsão de que o índice será de 4,07%.

O mercado também manteve estável, em 7,50% ao ano, a estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Já quando o assunto é o dólar, a previsão é que a moeda norte-americana feche em R$ 3,80.

Projeções feitas pelo Departamento Econômico da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) também mostram otimismo. Segundo a associação, a economia brasileira deverá crescer de 2,5% a 3% neste ano.

Ainda de acordo com a Acrefi, no mínimo, o PIB ficará 1,1 ponto porcentual acima do que em 2018.

economia em 2019

O que o Boletim Focus aponta para a economia em 2019?

– PIB: o Boletim Focus aumentou a estimativa de 2,53% para 2,55%.

– IPCA: a projeção para a inflação passou de 4,03% para 4,01%.

– Taxa Selic: a previsão passou de uma taxa de 7,25% para uma taxa de 7,13%.

– Dólar: mantém-se a estabilidade na estimativa a R$ 3,80.

– Balança Comercial: a expectativa para o superávit caiu de US$ 53,4 bilhões para US$ 52 bilhões.

– Investimento estrangeiro direto: a projeção do total passou de US$ 78,4 bilhões para US$ 79,5 bilhões.

Ministro aponta metas para a economia em 2019

Paulo Guedes (Foto: Marcello Casal Jr/Agencia Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, listou suas metas para a economia em 2019.

São elas:

– Reforma da previdência;
– Privatizações;
– Simplificação de tributos.

Guedes afirmou que o diagnóstico elaborado pela sua equipe concluiu que é necessário controlar os gastos públicos sem cortes drásticos. Para ele, o ideal é reduzir o ritmo de crescimento das despesas, com crescimento econômico.

Para isso, uma das apostas do economista é a aprovação do novo projeto de Previdência. Caso seja sancionada, Guedes prevê um crescimento de dez anos para o Brasil.

Conseguir avançar na agenda das privatizações também será uma meta do novo ministro. O objetivo, segundo ele, é promover o aumento da produtividade no país. A venda de ativos é vista como forma mais rápida de gerar caixa.

O economista também destacou que caso a Reforma da Previdência não seja aprovada, existe um “plano b” para o controle de gastos. Ele citou a desvinculação de todas as despesas do Orçamento.

Bolsa bate recorde histórico

O primeiro pregão do governo Jair Bolsonaro foi marcado pelo otimismo do mercado. O Ibovespa fechou com máxima histórica, acima dos 91.000 pontos.

O índice subiu 3,56%, a 91.012 pontos. É a primeira vez que isso acontece e já é considerado um bom sinal para a economia em 2019.

A máxima anterior era de 89.820 pontos. Ela foi alcançada em 3 de dezembro do ano passado.

Já o dólar comercial fechou em queda de 1,71%, vendido a R$ 3,81. Esse é o menor valor desde 11 de novembro de 2018 (R$ 3,807).

Especialista fala dos desafios da equipe econômica

Jair Bolsonaro e sua equipe econômica assumem seus postos com diversos desafios. Principalmente recolocar nos trilhos um país com mais de 12 milhões de desempregados e com contas públicas desequilibradas após dois anos de recessão.

O governo, no entanto, tem como tarefa principal aprovar a Reforma da Previdência. Que para Virene Matesco, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), é um dos principais desafios para acertar as contas do país.

“Geralmente as pessoas estão mais otimistas na virada de ano. Porém, existe um período de validade de, no máximo, seis meses para o novo governo entrar e viabilizar as medidas de acerto das contas públicas”, diz Virene Matesco, da FGV.

A economista lembra que o primeiro grande desafio do governo será convencer o Congresso da necessidade urgente de realizar as reformas. Segundo ela, sem elas, o Brasil não conseguirá resolver a crise fiscal.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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