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Entenda por que o dólar está alto

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O dólar iniciou esse ano negociado a R$5,30 e encerrou o primeiro semestre cotado abaixo dos R$ 5. Contudo, nas últimas semanas, o valor da moeda vem subindo novamente, já que as preocupações com a variante Delta da Covid-19 estão aumentando.

Aliado a isso, as projeções para a inflação são de alta. O que deve forçar o Banco Central a apertar o ciclo de subida da Selic, taxa básica de juros.

Alguns outros motivos influenciam o sobe e desce do câmbio. Dentre eles, a incertezas com relação à economia brasileira, teto de gastos públicos e a falta de reformas estruturantes são pontos chave para essa volatilidade.

Motivos pelos quais fazem com que os investidores fujam do Brasil, aumentando a taxa de câmbio no mercado interno.

Selic: qual a importância para o valor do dólar?

O Banco Central do Brasil aumentou a taxa Selic de 4,25% para 5,25% ao ano. Há que se ponderar que o corte na taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) tem o poder de afetar a cotação do dólar.

Isso acontece porque, com os juros mais baixos, diversos investimentos brasileiros perdem a atratividade.

Assim, os investidores estrangeiros tendem a fugir do país, em busca de outros locais com juros mais altos.

Variação da moeda tem alguma vantagem?

Este momento não é de todo ruim. Apesar de assustador para quem fez uma viagem internacional recente, não é difícil entender que a baixa do real é boa para quem exporta em altas quantidades.

O preço barato estimula países a comprarem grandes volumes. Mesmo valendo menos, pode acabar entrando mais dinheiro. A soja é um bom exemplo.

As exportações do agronegócio do Brasil atingiram 11,29 bilhões de dólares em julho desde ano. O que representa uma alta de 15,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, impulsionadas pela valorização dos preços de commodities, segundo o Ministério da Agricultura.

Contudo esse movimento tem resultados negativos para a população. No final do ano passado, pouco mais da metade da população brasileira (116,8 milhões) convivia com algum nível de insegurança alimentar. Muitos motivados pela alta dos valores dos alimentos nos supermercados.

Os dados são de um levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). No mesmo estudo, 9% da população (19,1 milhões) enfrentava o nível mais grave, o que se chama de fome.

Notas de dólar enroladas em um papel com gráficos
Aumento das incertezas políticas e fiscais na cena doméstica reverberam no valor do dólar

Qual a previsão para o final do ano?

O Citibank estima que o dólar irá fechar 2021 negociado a R$5,32, com normalização da política monetária norte-americana e alta da moeda no mundo.

Já na análise do Banco Safra, a expectativa foi revisada para R$5,30, diante dos novos desafios da pandemia, combinada ao cenário externo e interno.

Para o Banco Ourinvest, é difícil visualizar o dólar a R$ 5, e mais difícil a moeda ficar abaixo deste patamar. Por isso, na visão da instituição, o câmbio deve encerrar 2021 a R$5,20.

Já o último relatório do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central, foi mais otimista e apontou para o dólar a R$5,09.

Mais otimista ainda, e divergindo completamente de outras instituições, o UBS vê janela de oportunidade com o dólar a R$4,80 no final de 2021.

Veja a cotação do dólar com o conversor de moedas do FinanceOne!

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