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Descubra as 15 profissões em alta no Brasil em 2018

São muitas profissões. Mas, qual escolher? É necessário analisar alguns fatores. Entre eles, suas habilidades, vocação e sonhos. E, claro, o salário que você poderá ganhar na sua trajetória. Pensando nisso, o FinanceOne procurou especialistas da Fundação Getulio Vargas (FGV) para apontar as profissões em alta, que serão mais demandadas em 2018. Descubra quais apontam nos cenários futuros do mercado de trabalho no Brasil.

Profissões em alta

Profissões em alta em 2018

Ana Cherubina fgv
Anna Cherubina Scofano, professora da FGV (Foto: Divulgação)

A professora dos MBAs da FGV e coordenadora do curso de Analista em RH e Capacitação em RH em nível Brasil, Anna Cherubina Scofano,  ressalta que as tendências em profissões, cada vez mais, trazem em seu bojo a tecnologia como pano de fundo.

“As consultorias em estratégias, empresas, finanças, operações, negócios, logística e pessoas estarão mais aquecidas. As organizações focarão mais fortemente em serviços para redução dos custos e aumento dos seus resultados”, prevê Anna Cherubina Scofano.

“No caso das engenharias, algumas se apresentam de forma latente para 2018. São elas: a engenharia de software, engenharia de redes, engenharia ambiental e engenharia de energia. Por fim, engenharia de telecomunicações”, completa a professora da FGV.

Vale lembrar que em todo o país, entre os profissionais que concluíram o ensino superior nos últimos dois anos, a maior parte recebe salário inferior a R$ 3 mil. Os dados são do levantamento divulgado em outubro de 2017 pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp).

Cursos de especialização

Anna Cherubina Scofano, no entanto, afirma que não se pode indicar uma pós-graduação, ou qualquer outro curso, simplesmente por ser uma tendência de mercado. Segundo ela, é muito importante que o profissional identifique quais são os cursos que mais possam agregar valor às suas lacunas individuais e profissões.

“Não necessariamente, deve ser uma pós-graduação. Por vezes, ele precisa de um curso técnico, ou mesmo um de curta duração. Deve ser considerado que toda ação de autodesenvolvimento trata-se de um investimento. Assim, considere no momento da escolha a qualidade do ensino, da certificação e, ainda, cursos fora do país que possam gerar um valor agregado à sua carreira e também ao seu currículo, em que se possa aprimorar o idioma, ampliar a visão de mundo e trocar experiências”, observa a especialista em carreiras.

Cientista de dados

Cientista de Dados

A carreira de cientista de dados foi listada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das mais relevantes para o mercado até 2020. Para o professor da Escola de Matemática Aplicada (EMAp) da FGV, Renato Souza, as possibilidades de atuação estão nos mais diversos setores, como finanças, educação, saúde, agricultura, geologia e indústria.

“Qualquer empresa que gere dados pode contratar um profissional para analisá-los e tomar decisões com base em informação, não na intuição. Vamos ver as aplicações disso no dia a dia de governos, sociedade, hospitais e indústrias. O Brasil está entre os grandes produtores e consumidores de informação e, de maneira geral, tem iniciativas nessa área pipocando no mundo todo”, afirma Renato Souza.

O professor da FGV EMAp diz que os avanços tecnológicos faz com que as possibilidades para a carreira cresçam constantemente. Segundo ele, os atuais equipamentos largamente utilizados possibilitam a coleta, acúmulo e análise de dados em dimensões que não existiam há uma década.

“O cientista de dados tem de saber programação, ser capaz de criar modelos estatísticos, ter conhecimento e domínio apropriado de negócios. Precisa também compreender as diferentes plataformas de Big Data e como elas funcionam”, explica.

Quem pode ser um Cientista de Dados?

Renato Rocha Souza fgv
Renato Souza, da FGV

Renato Souza afirma ainda que, geralmente, o cientista de dados é formado em estatística, matemática ou ciências da computação e possui capacidade analítica para identificar informações de valor e fazer previsões de situações com base nas ferramentas de Big Data.

“Ele pode transformar tabelas de números em palavras e ser bom em comunicação para traduzir dados na linguagem dos negócios”, explica o professor, destacando a importância da base matemática para quem tem interesse em ingressar nessa profissão em ascensão. “Mas nada impede que profissionais, por exemplo, da área Humanas se transforme em um cientista de dados”, avalia o professor.

Mídias Sociais

social mediaPara a também professora da FGV Luciana Salgado, o profissional de mídias sociais também será uma das carreiras mais promissoras hoje e para a próxima década no Brasil e no mundo. Segundo ela, o sucesso de Facebook, Instagram e outros canais no Brasil exige cada vez mais a profissionalização da gestão das marcas nas redes.

“Os profissionais de mídias sociais ganham cada vez mais peso no mercado. Além da geração de conteúdo, as empresas estão cobrando uma postura multidisciplinar desses profissionais, que precisam dominar um conjunto de competências”, observa a consultora de Marketing Digital.

De acordo com ela, também é desejável que os interessados nessa carreira tenham um bom perfil analítico e boas noções de tecnologia, pois a demanda é grande por profissionais que possam atuar em conjunto com o setor de Business Inteligence, que é uma das áreas que mais vem crescendo ultimamente, já que a análise e o cruzamento de dados são fundamentais para garantir bons resultados na comunicação com os consumidores”, completa a docente, acrescentando que o domínio de outro idioma, como o inglês, ajuda a muito.

O papel da Inteligência Artificial

Inteligência Artificial

Com o crescimento de experimentos com Inteligência Artificial fica a pergunta: devemos temer o cenário que o cinema costuma relatar com a aniquilação da humanidade pelos robôs? Para o professor da FGV André Miceli, esse movimento trará grande impacto para as economias e deverá impulsionar a automação.

“Muitos profissionais serão substituídos por máquinas. Essa automação está a poucos passos de ganhar uma escala que vai mexer com todos nós”, afirma o especialista.

André Miceli salienta que o processo de transformação acelerada da automação também vai mudar a estrutura organizacional das empresas e desconstruir a relação milenar que temos com o trabalho. Miceli cita o exemplo dos critérios usados pelos agentes “tomadores de decisões”.

O cenário com a Inteligência Artificial

“Que tipo de decisão que a máquina vai tomar? Ela pode criar formas excludentes de tratamento, como a diminuição de mulheres em cargos específicos ou elaborar relatórios com discursos hegemônicos sobre determinado tema”, expõe Andre Miceli.

O especialista afirma que será necessário pensarmos em alternativas econômicas, pelo simples fato de que não haverá emprego para todos nesse novo cenário que se aproxima. “Precisaremos nos adaptar a um mundo novo e estar dispostos a abraçar as inovações tecnológicas, uma vez que quem não estiver liderando a mudança, poderá ser atropelado por ela”, avalia o professor da FGV.

As 15 profissões em alta no Brasil

O levantamento da PageGroup, empresa especializada em recrutamento, realizado pelos consultores apresenta as profissões que estarão em alta neste ano. O estudo tem com base análises, estudos e percepção dos especialistas junto ao mercado.

Analista contábil – A contabilidade ao longo dos últimos anos passou de uma área de suporte para se tornar próxima do negócio, participando da tomada de decisão. Os são de R$ 5 mil a R$ 12 mil.

Analista de desenvolvimento humano organizacional – Após momento de redução de custos e recursos, as companhias veem necessidade de fortalecer o time para o momento de retomada de mercado. Para isso, há a necessidade de estruturação e amadurecimento para atração e retenção de talentos. Os salário são de R$ 7 mil a R$ 10 mil.

Analista de mídias digitais – Cada vez mais pessoas compram e buscam produtos/serviços pelas mídias digitais. As empresas precisam concentrar seus esforços na atração, engajamento e relacionamento com seus clientes nas redes sociais. Os salário são de R$ 3 mil a R$ 6 mil.

Analista de investimentos – O mercado de serviços financeiros vem sofrendo constantes transformações e esse profissional é parte fundamental de qualquer empresa no segmento. Os salário são de R$ 3 mil a R$ 8 mil mais bônus.

Tecnologia em alta

Bioinformacionista – Nesta carreira o profissional trabalha na área de tecnologia e genética, prestando auxílio na prevenção de doenças genéticas e reprodução humana. Os salário são de R$ 3 mil a R$ 8 mil.

Business partner (RH) – Desenvolve a melhor estratégia de recursos humanos para agregar valor no objetivo do negócio. Os salário são de R$ 20 mil a R$ 30 mil.

Comprador – Entende e domina a toda a rotina de compras, independente da categoria. A área passou a ter importância estratégica para o resultado das empresas, especialmente em períodos de crise. Os salários são de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

CFO (diretor financeiro) – Responsável pela tesouraria, controladoria, planejamento financeiro e pelo departamento tributário. Salários de R$ 40 mil a R$ 90 mil.

Desenvolvedor de jogos eletrônicos – Podem atuar nesse ramo designers, programadores, artistas 3D, entre outros. Geralmente, trabalham em estúdios ou agências terceirizadas, que prestam serviços para empresas.Os salários são de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Engenheiro ou cientista de dados – Profissional responsável por solucionar problemas do negócio com técnicas de orientação a dados. Bem como detectar tendências que podem ajudar nos resultados de uma empresa. Salários de R$ 9 mil a R$ 15 mil.

Especialista em marketing digital A procura por pessoas que atuem na área, especialmente com foco em Google e Facebook deve ser alta. Dentro dessa área, os especialistas em SEO (Search Engine Optimization), que buscam melhorar o posicionamento de um site nas páginas de busca, como o Google, deve ser grande. Salários de R$3.500 a R$5.500.

Gerente de expansão (TI) – Visualiza o desenvolvimento e comercialização de produtos e negócios como funções integradas, direcionando a empresa a repensar a melhor abordagem ao utilizar dados, tecnologia e infraestrutura. Salário de R$ 15 mil a R$ 25 mil.

Áreas promissoras

Gerente de Franquias – Ele é responsável pela expansão de franquias em marcas nacionais e internacionais. Os salário: R$ 15 mil a R$ 20 mil.

Secretária executiva bilíngue sênior – Atende demandas operacionais e estratégicas da alta liderança. Coordena ainda o time de serviços da empresa. Os salário são de R$ 10 mil a R$ 14 mil.

Gerontólogo – Na contramão das demais tendências, que focam no uso da tecnologia, os gerontólogos devem ganhar mais espaço em 2018. Esses profissionais fazem o acompanhamento de pacientes idosos, porém com uma formação mais específica do que os cuidadores convencionais. Os salários são de salário R$ 2.500 a R$ 5.500.







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