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5 passos para fazer uma reserva de emergência

Fazer uma reserva de emergência é importante para resolver imprevistos financeiros. Pode ser o caso de um procedimento médico que o plano não cobre ou remédios caros, no caso de uma doença grave.

Também pode ser necessário um conserto urgente na casa ou no carro. Ou até mesmo em caso de desemprego, falência. Além de crise nos negócios ou qualquer problema que afete sua fonte de renda.

Por mais organizado que seja o seu planejamento financeiro, o brasileiro não tem muita preocupação em ter uma reserva de emergência. Já que poupar dinheiro não é um hábito do consumidor brasileiro, nem mesmo entre aqueles que têm renda maior. É o que diz o Indicador Mensal de Reserva Financeira.

Os dados mostram que, em cada 10 brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos (R$ 4.690), apenas três (30%) conseguem encerrar o mês com sobras de dinheiro. No total, 66% das pessoas que fazem parte das classes A e B não foram capazes de guardar nenhuma parte dos rendimentos.

Os dados foram apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

reserva de emergência

Como montar sua reserva de emergência?

1 – Planeje

Um bom planejamento é fundamental para montar sua reserva de emergência. Ele deve listar suas fontes de renda, bem como registrar e classificar todos os seus gastos.

Para isso, você pode usar um aplicativo, uma planilha ou até um caderno.

Depois, faça um cálculo da média desses gastos. Não esqueça de pagamentos anuais. São eles:

– IPTU
– IPVA
– Seguros
– Matrícula das crianças.

2 – Defina o valor

O ideal é que você guarde e invista 20% da sua renda.

Se isso for muito difícil para você, comece com uma fatia menor e vá subindo o valor aos poucos, à medida em que se acostuma com esse novo hábito.

3 – Estipule um prazo

A reserva dá segurança para que você planeje sua aposentadoria ou poupe com algum objetivo específico em vista. Pode ser  uma viagem ou a compra de um bem.

Por isso, uma estratégia possível é definir algumas metas intermediárias menores de tempo. Tais quais dois, quatro ou seis meses.

Porém, lembre-se que quanto maior for o período pelo qual o dinheiro ficar aplicado, mais juros ele rende. Assim, você acelera o crescimento de sua reserva.

4 – Corte gastos

reserva de emergência

Talvez você tenha que fazer uma readequação no seu padrão de vida. Cancele a assinatura da TV a cabo, deixe o carro na garagem e use mais o transporte público.

Evite também compras por impulsos e pare de ir regularmente a restaurantes caros.

Caso isso não seja suficiente, pode ser hora de atacar uma das maiores despesas: o aluguel. Veja se é possível se mudar para uma casa mais barata.

Também dá para equilibrar seu orçamento pelo lado das receitas, procurando freelas usando as horas vagas para obter uma renda extra.

5 – Poupe e invista

O planejamento para alcançar qualquer objetivo financeiro deve ser encarado com seriedade. Por isso, não espere o fim do mês para ver se sobra algum dinheiro para só então guardá-lo.

O ideal é poupar assim que você recebe, como se fosse uma despesa com vencimento naquele dia.

Dessa forma, você garante o cumprimento do que foi estipulado no seu planejamento financeiro e evita gastar por impulso o que sobrou.

Qual é a melhor reserva de emergência?

reserva de emergênciaQuando se pensa em reserva de emergência, muitas pessoas lembram da poupança. Porém, existem alternativas que podem ser mais atrativas para seu dinheiro.

Ele deve ficar aplicado em um investimento líquido e seguro, que permita o resgate a qualquer momento e não tenha oscilações nos rendimentos. Uma aplicação que ofereça liquidez diária.

As LCI (Letras de Crédito Imobiliária) e a LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) também são opções.

A taxa de rentabilidade é semelhante ao CDB, bem como o princípio de funcionamento. Outra alternativa para fundo de emergência são os fundos de renda fixa.

O que não é recomendado?

Apesar da nova regra para uso do cheque especial e do cartão de crédito, eles não são boas opções para reserva de emergência. De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros médios cobrados pelas instituições financeiras se mantêm acima dos 300% ao ano.

No caso do cheque especial, os juros médios passaram de 321% ao ano, em abril, para 311,9% ao ano, em maio, redução de 9,1 pontos porcentuais. Já a taxa média do cartão de crédito rotativo caiu de 328,6% ao ano, em abril, para 303,6% ao ano, em maio.

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