Veja a cotação do Dólar Hoje, Euro hoje e Bitcoin hoje.

O que muda com o acordo de livre-comércio entre Brasil e Chile?

Escrito por: Rafael Massadar em 26 de novembro de 2018

O presidentes do Brasil e do Chile assinaram um novo acordo de livre-comércio. O objetivo é incrementar as transações entre os dois países. Ele visa ainda ampliar as negociações e elevar o volume de mercadorias e produtos.

O documento inclui 24 pontos não tarifados, como comércio de serviços, eletrônicos e medidas sanitárias e fitossanitárias, entre outros.

O comércio de frutas e legumes ganha um incentivo. A certificação de produtos orgânicos do Brasil, por exemplo, será reconhecida pelo Chile, e vice-versa. O acordo prevê também cooperação no combate à corrupção.

Outro ponto beneficia os chilenos aposentados no Brasil. Caso eles retornem ao seu país serão beneficiados com a desoneração de uma taxa de 25% cobrada para o envio do benefício ao Chile.

Brasil e Chile

Algumas áreas beneficiadas com o acordo entre Brasil e Chile

– Comércio de serviços;

– Comércio eletrônico;

– Telecomunicações;

– Medidas sanitárias e fitossanitárias;

– Obstáculos técnicos ao comércio;

– Facilitação de comércio;

– Propriedade intelectual;

– Micro, pequenas e médias empresas.

Roaming entre dois países vai acabar

Brasil e Chile

Os brasileiros que viajarem para o Chile poderão usar os chips de suas próprias operadoras. Portanto, não vão precisar ficar preocupados com as altas taxas de roaming internacional.

Consequentemente, fazer ligações e utilizar a internet no exterior deve ficar bem mais barato. A ideia da medida é facilitar a vida do turista que visita os dois países.

O Chile é um dos destinos preferidos dos brasileiros. Prova disso é que desde junho deste ano, 243.291 turistas brasileiros foram ao país.

Esse número representa 21,4% a mais do que no mesmo período do ano passado, segundo o Serviço Nacional de Turismo. No ano passado, 544.857 brasileiros visitaram o país.

Um acordo firmado entre 19 países das Américas pode trazer o fim dessas tarifas para quem viajar. O compromisso foi firmado pela Comissão Interamericana de Telecomunicações (Citel) na Carta de Buenos Aires.

O acordo estabelece medidas para reduzir a desigualdade digital nos países das Américas. O fim do roaming tem prioridade média e as tarifas devem ser revistas até 2022.

Os países que assinaram a declaração são:

– Argentina
– Brasil
– Bahamas
– Barbados
– Belize
– Canadá
– Colômbia
– Costa Rica
– Equador
– El Salvador
– Estados Unidos
– México
– Nicarágua
– Panamá
– Paraguai
– Peru
– República Dominicana
– Trinidade e Tobago
– Uruguai

Mercado chileno

O acordo faz com que o Brasil ganhe a possibilidade de aumentar ainda mais seus laços com seu segundo principal parceiro comercial na América do Sul. Em 2017, o intercâmbio comercial entre Brasil e Chile alcançou US$ 8,5 bilhões. Isso representa um incremento de 22% em relação ao ano anterior.

O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América Latina e principal destino dos investimentos chilenos no exterior, com estoque de US$ 31 bilhões.

Os três principais produtos da pauta foram óleo bruto de petróleo (US$ 1,51 bilhão), carne bovina (US$ 279,4 milhões) e automóveis (US$ 262,2 milhões).

Em contrapartida, os produtos mais comprados por brasileiros foram catodos de cobre (US$ 957,6 milhões) e salmões do Pacífico (US$ 508,2 milhões), além dos minérios de cobre (US$ 499 milhões).

PIB do Chile cresce no 3º trimestre de 2018

O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile teve crescimento de 2,8% no terceiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado. O Banco Central do país anunciou que a produção em todos os setores cresceu, exceto na mineração.

No período, houve ainda um avanço de 4,6% na demanda interna. Ela foi puxada pelo consumo e investimentos.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) projeta que a economia do Chile crescerá 3,9% em 2018. A organização diz que a alta será influenciada pela alta do preço do cobre no mercado internacional.

No entanto, a organização alerta para dois problemas. Segundo ela, o governo deve se preocupar com o crescente endividamento do setor privado. Além da dependência de fluxo para financiar o déficit das contas correntes do país.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

Deixe uma resposta

Precisa converter?

A calculadora de conversão do FinanceOne fornece os últimos valores cotados para diversas moedas. Acesse agora!

Converter agora

Posts relacionados

investir no mercado financeiro capa
nova CPMF
Investimentos para iniciantes
Crowdfunding Imobiliário
estágio