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O que esperar da Diem, a criptomoeda do Facebook?

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O Facebook deve lançar sua própria criptomoeda no início de 2021. A moeda digital que originalmente ia se chamar “Libra” foi rebatizada de “Diem”, que significa “dia” em latim.

A alteração do nome deve-se a um esforço para obter a aprovação regulatória, enfatizando a independência do projeto. Afinal, desde 2019, países se preocuparam com o projeto, colocando até o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em audiências públicas.

Órgãos reguladores e bancos centrais levantaram preocupações de que isso poderia afetar a estabilidade financeira. Em alguns casos, sugerindo que poderia corroer o controle sobre a política monetária e ameaçar a privacidade.

O lançamento depende sobretudo da aprovação final da Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro da Suíça (Swiss Financial Market Supervisory Authority ou FINMA). Afinal, a The Libra Association (associação que ficará responsável por gerenciar a criptomoeda) é sediada em tal país.

Fazem parte do consórcio nomes como PayU, Lyft, Spotify, Uber, Shopify e Coinbase.

A ideia contava com apoiadores de maior peso em seus primeiros nomes — ao perceberem as dificuldades que a Libra enfrentaria no meio regulatório, membros como a MasterCard, a Visa, o PayPal, o eBay, o Stripe e a operadora Vodafone abandonaram o barco.

Como a criptomoeda do Facebook vai funcionar?

Ao contrário do Bitcoin e de outras criptomoedas (que são extremamente voláteis e especulativas), a Diem será sustentado por moedas governamentais. Isso significa que o valor de certas moedas fornecidas pelo grupo é equivalente a dólares americanos ou euros.

Além disso, as transações Diem são registradas em um livro de software chamado blockchain, que confirma cada transmissão.

O blockchain de Diem será gerenciado pelos membros fundadores em um estágio inicial, mas deve se desenvolver em um sistema completamente aberto no futuro.

Impactos da “Diem” na Economia Mundial

Sob o prisma macroeconômico, o principal risco da criptomoeda do Facebook está associado à perda da independência de alguns países.

Este processo de enfraquecimento de moedas locais pode se iniciar por uma corrida de demanda para as moedas que compuserem esta cesta de ativos da Diem. De forma a gerar o enfraquecimento de moedas fora da cesta, como o Real, por exemplo.

criptomoeda do Facebook
A criptomoeda do Facebook agora se chama “Diem”

Com a moeda fraca, alguns países serão forçados a ancorar sua moeda na criptomoeda do Facebook, uma vez que será um ativo com maior reserva de valor. E, a depender da implantação, um meio de troca efetivo.

Para isto, os bancos centrais desses países passariam a comprar “Diems” imprimindo cada vez mais moeda local, que enfraqueceria a ponto de perder a sua importância e ser definitivamente substituída.

Neste cenário, o país cuja economia está com a criptmoeda abre mão de sua política monetária e cambial e não terá mais soberania e, muito menos, autonomia sobre a sua moeda.

Outra ruptura, agora sob o prima microeconômico, está no total redesenho do mercado financeiro dos países.

Para efeito de ilustração, algo semelhante ao que o Uber, Airbnb e Netflix fizeram respectivamente com os mercados de mobilidade, hotelaria e mídia de entretenimento.

Ou seja, uma solução mais simples, fácil e barata de usar rompe com o modelo tradicional do mercado e, por consequência, com seus participantes.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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