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    Economia da China: saiba qual a influência para o mundo

    4.1
    (16)

    A economia da China ainda sofre para recuperar seu fôlego para seus níveis de crescimento pré-pandemia.

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    Apesar da alta do Produto Interno Bruto (PIB), que registrou 8,1%, em 2021, os dados do terceiro trimestre do ano passado não foram bons e preocupam especialistas em todo o mundo.

    O desempenho trimestral é o mais fraco desde o terceiro trimestre de 2020, e veio abaixo do esperado (4,9%). Analistas econômicos indicavam que o PIB aumentaria 5,2% no terceiro trimestre de 2021.

    Isso aconteceu devido a novas infecções por Covid-19 em julho que levaram a novas restrições, prejudicando a produção industrial do país já afetada pelo clima rigoroso no verão.

    Efeitos no Brasil

    O Brasil deve ser um dos principais prejudicados pelo crescimento mais lento da economia da China.

    Afinal, a China é o principal parceiro comercial do Brasil e qualquer abalo na sua economia respinga no país, sobretudo nos exportadores de commodities. Ou seja, mineração, celulose, siderurgia e petróleo são os setores mais afetados a curto prazo.

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    O cenário adverso se soma ao desarranjo na cadeia logística internacional, que já vem prejudicando diversos setores da economia.

    O que pode ser mais uma trava na recuperação econômica brasileira após o período mais crítico da pandemia.

    Os primeiros impactos já são sentidos pelo agronegócio, com maior dificuldade para comprar defensivos e fertilizantes, pela mineração, que vê as cotações internacionais em queda, e pelo setor de energia, afetado pelos preços recordes do gás natural.

    FMI prevê alta da economia da China em 2022

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou sua previsão de crescimento da economia da China. As estimativas são de que o gigante asiático crescerá 4,8% em 2022.

    “Projetamos um crescimento global neste ano em 4,4%, 0,5 ponto percentual abaixo do previsto anteriormente, principalmente por causa dos rebaixamentos para Estados Unidos e China”, escreveu Gita Gopinath, autoridade número dois do FMI, em seu blog.

    Com isso, a instituição agora espera que a economia global cresça 1,5% a menos que no último ano, chegando a 4,4% de alta. Em 2021, o crescimento foi de 5,9%.

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    Vale destacar que a economia dos EUA agora deve crescer 4% em 2022, depois de expandir 5,6% em 2021, com o crescimento diminuindo ainda mais para 2,6% em 2023, disse o FMI.

    Qual a influência da economia chinesa no Brasil?

    A China representa o principal destino das exportações brasileiras. Em seguida, vêm os Estados Unidos e a União Europeia. 

    A balança comercial do agronegócio entre Brasil e China registrou valor recorde em 2021. Ela foi motivada, principalmente, pela alta dos preços internacionais das commodities exportadas pelo Brasil.

    O valor exportado foi de US$41,02 bilhões. Um crescimento de 20,6% em relação a 2020. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    Dentre os produtos mais exportados estão:

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    • Soja,
    • Produtos florestais,
    • Carnes.

    + Brasil X China: quais os impactos na economia brasileira?

    O país fechou o ano passado com um recorde da balança comercial do agronegócio, com um total de US$105,1 bilhões. Uma alta de 19,8% em 2020.

    O valor é superior ao da balança comercial total (que abrange todos os setores), que fechou 2021 com superávit de US$61,2 bilhões.

    Esse importante parceiro comercial do Brasil também é responsável pela maior parte dos produtos que chegam ao território nacional.

    “Tudo que acontece na China tem um impacto porque é o segundo maior importador do mundo. Os efeitos serão sentidos nas commodities como petróleo, soja, proteínas e minério”, explica o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

    chineses caminhando por uma rua onde existem paines imunidados
    A alta da economia da China deve impulsionar o restante do mundo

    Economia chinesa deve passar a dos EUA em 2028

    A economia da China vai desbancar a dos Estados Unidos como a maior economia do mundo em 2028. Ou seja, cinco anos antes do que o previamente previsto pelo Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês).

    De acordo com o centro de estudos britânico, o país aiático foi rápido e eficaz no controle da pandemia de Covid-19. O que fez com que a economia não ficasse paralisada, como ocorreu em outras partes do mundo.

    Contudo, o órgão diz que a economia chinesa não está se beneficiando apenas com o controle da pandemia, mas também com a aplicação de políticas agressivas voltadas para alguns setores, como a manufatura avançada.

    O que esperar da economia brasileira em 2021? Confira a análise completa da equipe do FinanceOne!

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    Rafael Massadar
    Rafael Massadar
    Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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    Apesar da alta do Produto Interno Bruto (PIB), que registrou 8,1%, em 2021, os dados do terceiro trimestre do ano passado não foram bons e preocupam especialistas em todo o mundo.

    O desempenho trimestral é o mais fraco desde o terceiro trimestre de 2020, e veio abaixo do esperado (4,9%). Analistas econômicos indicavam que o PIB aumentaria 5,2% no terceiro trimestre de 2021.

    Isso aconteceu devido a novas infecções por Covid-19 em julho que levaram a novas restrições, prejudicando a produção industrial do país já afetada pelo clima rigoroso no verão.

    Efeitos no Brasil

    O Brasil deve ser um dos principais prejudicados pelo crescimento mais lento da economia da China.

    Afinal, a China é o principal parceiro comercial do Brasil e qualquer abalo na sua economia respinga no país, sobretudo nos exportadores de commodities. Ou seja, mineração, celulose, siderurgia e petróleo são os setores mais afetados a curto prazo.

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    O que pode ser mais uma trava na recuperação econômica brasileira após o período mais crítico da pandemia.

    Os primeiros impactos já são sentidos pelo agronegócio, com maior dificuldade para comprar defensivos e fertilizantes, pela mineração, que vê as cotações internacionais em queda, e pelo setor de energia, afetado pelos preços recordes do gás natural.

    FMI prevê alta da economia da China em 2022

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou sua previsão de crescimento da economia da China. As estimativas são de que o gigante asiático crescerá 4,8% em 2022.

    “Projetamos um crescimento global neste ano em 4,4%, 0,5 ponto percentual abaixo do previsto anteriormente, principalmente por causa dos rebaixamentos para Estados Unidos e China”, escreveu Gita Gopinath, autoridade número dois do FMI, em seu blog.

    Com isso, a instituição agora espera que a economia global cresça 1,5% a menos que no último ano, chegando a 4,4% de alta. Em 2021, o crescimento foi de 5,9%.

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    Vale destacar que a economia dos EUA agora deve crescer 4% em 2022, depois de expandir 5,6% em 2021, com o crescimento diminuindo ainda mais para 2,6% em 2023, disse o FMI.

    Qual a influência da economia chinesa no Brasil?

    A China representa o principal destino das exportações brasileiras. Em seguida, vêm os Estados Unidos e a União Europeia. 

    A balança comercial do agronegócio entre Brasil e China registrou valor recorde em 2021. Ela foi motivada, principalmente, pela alta dos preços internacionais das commodities exportadas pelo Brasil.

    O valor exportado foi de US$41,02 bilhões. Um crescimento de 20,6% em relação a 2020. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    Dentre os produtos mais exportados estão:

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    • Produtos florestais,
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    + Brasil X China: quais os impactos na economia brasileira?

    O país fechou o ano passado com um recorde da balança comercial do agronegócio, com um total de US$105,1 bilhões. Uma alta de 19,8% em 2020.

    O valor é superior ao da balança comercial total (que abrange todos os setores), que fechou 2021 com superávit de US$61,2 bilhões.

    Esse importante parceiro comercial do Brasil também é responsável pela maior parte dos produtos que chegam ao território nacional.

    “Tudo que acontece na China tem um impacto porque é o segundo maior importador do mundo. Os efeitos serão sentidos nas commodities como petróleo, soja, proteínas e minério”, explica o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

    chineses caminhando por uma rua onde existem paines imunidados
    A alta da economia da China deve impulsionar o restante do mundo

    Economia chinesa deve passar a dos EUA em 2028

    A economia da China vai desbancar a dos Estados Unidos como a maior economia do mundo em 2028. Ou seja, cinco anos antes do que o previamente previsto pelo Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês).

    De acordo com o centro de estudos britânico, o país aiático foi rápido e eficaz no controle da pandemia de Covid-19. O que fez com que a economia não ficasse paralisada, como ocorreu em outras partes do mundo.

    Contudo, o órgão diz que a economia chinesa não está se beneficiando apenas com o controle da pandemia, mas também com a aplicação de políticas agressivas voltadas para alguns setores, como a manufatura avançada.

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